Monthly Archives: maio 2010

Criança ipiauense de três anos na UTI com dengue hemorrágica

Mais um caso de dengue hemorrágica no município de Ipiaú. Desta vez o mosquito Aedes Aegypti atingiu a vida de uma criança de apenas três anos de idade que se encontra internada na UTI de um hospital da cidade de Itabuna.

O caso serve de alerta para as autoridades públicas e toda a população da região em relação ao combate a proliferação do mosquito.

Vereadores são favoráveis à “Lei do Abate”

A Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Municipal de Ipiaú decidiu pela constitucionalidade do Projeto de Lei 010/2010, a “Lei do Abate”, de autoria do vereador Nena Passos (PSC).

Seus colegas, por unanimidade, votaram pela aprovação do Parecer Técnico que autoriza o Plenário a continuar debatendo o instrumento de defesa social elaborado para acabar com a criação de animais nas vias públicas da cidade.

A “Lei do Abate” gerou pronunciamentos durante a sessão ordinária da Câmara nesta quinta, dia 6. Entre os vereadores que utilizaram da palavra para declarar apoio à aprovação desta Lei, estava Gazo Brandão (PMDB), Raimundo Paraguai (PT do B), Chico do Hospital (PMDB), Magnolito Cabral (PP), Carlinhos de Córrego de Pedras (PP) e o presidente José Mendonça.

A “Lei do Abate” tramita na Câmara e deve passar por mais duas votações até a Redação Final.
Em seguida será encaminhada a Lei para o chefe do executivo, o qual opta por sancionar ou vetar.

Presidentes do PT e PSDB afirmam que partidos vetarão candidatos com “ficha suja”

Os presidentes do PT, José Eduardo Dutra, e do PSDB, Sérgio Guerra, afirmaram nesta segunda-feira que seus partidos não darão legenda a candidatos que tenham “ficha suja”. Os dois, no entanto, não sabem exatamente como farão para evitar que esses candidatos participem da eleição. Segundo eles, seus partidos deverão se basear no projeto de lei que tramita na Câmara, e que deve ter os destaques restantes votados nesta semana. Um dos pontos já aprovados prevê tornar inelegíveis os condenados por decisão colegiada da Justiça (por mais de um juiz). “Ninguém com ficha suja vai concorrer pelo PT. Agora, isso não quer dizer que o fato de o candidato ter processo vá impedi-lo de se candidatar pela legenda. Se você buscar um candidato que não responda a processo, talvez não ache nenhum”, afirmou Dutra.

Estadão

EM VÍDEO: 1º SKATE CÂMARA AÇÃO

Pedido do internauta: O skate é um esorte em crescimento na cidade Ipiaú. Segundo Nem, coordenador do “Skate Câmara Ação” a modalidade é a segunda mais praticada no Brasil.

O evento ocorreu na praça da Câmara Municipal, ponto de encontro dos “sketistas” da cidade que reivindicam a pista adequada para a prática do esporte.

Edição Marcel Hohlenwerger

Soda Pop em homenagem às mães. Veja também…

Casa cheia na apresentação da banda Soda Pop no palco do bar e restaurante Efó Drinks neste sábado a partir das 22h.

O grupo toca sucessos do pop rock do passado e composições próprias, levadas nas vozes de Celso Romel e “Ciquilingue”.

Vale a pena relembrar a apresentação da Soda Pop na Festa de São Roque 2009:

Edição Marcel Hohlenwerger

EM VÍDEO: Vitória de Sapo em Itagibá

Pedido do internauta

O pugilista Rogério Sapo está nos Estados Unidos onde segue rumo a uma nova jornada no boxe mundial.

Em New York, Sapo tem como empresário Don Majestic que já tem luta marcada para os próximos trinta dias.
Sapo disse ao Informe que a ida para os EUA, representa um sonho na sua vida . “Foi muito difícil, não tive muito apoio, mas tenho que agradecer a Buck, Tonico e Dª Rita que proporcionou essa viagem pra mim, é a realzação de um sonho que vou agarrar, dando o máximo de mim”, disse.

Edição:Marcel Hohlenwerger

Polícia Rodoviária Estadual em operação na saída de Ipiaú para Itagibá

A Polícia Rodoviária Estadual realizou na tarde do dia 6, uma blitz nos veículos que trafegavam nas proximidades da fazenda Oceania, saída de Ipiaú para Itagibá.

O objetivo da operação é a verificação de documentos dos veículos, carteira de habilitação e trabalhar na prevenção da questão das armas e drogas que de acordo com os policiais tem aumentado bastante.

Segundo a Polícia Estadual, as intervenções estão sendo feitas com regularidade em diversos pontos da região com o intuito de otimizar os casos e irregularidade.

População de Ipiaú deve contar com SAMU

O prefeito Deraldino Araújo visitou neta sexta 7, as obras de instalações do SAMU de Ipiaú. Ao observar o andamento do serviço o prefeito reconhece o esforço e o importante papel desempenhado pela administração municipal no sentido de tornar realidade a obra para a cidade.

“O SAMU de Ipiaú é mais uma demonstração inequívoca do empenho, da seriedade, da transparência e da vontade da administração municipal de atender aos verdadeiros anseios do povo de forma verdadeira e efetiva”, declara.

Alerta do homem gol

Em entrevista ao Informe o jogador e empresário Giba confessa a vontade de representar a cidade pela seleção de futebol de Ipiaú no Campeonato Intermunicipal deste ano.

“Tudo que é pra defender e divulgar a cidade de Ipiaú eu quero participar e se tratando de esporte eu gosto” afirma.
Giba que retorna às origens, à vida de interior da Bahia, passou por diversos times do país e chegou a jogar em times turcos.

Agora em Ipiaú, o empresário que acaba de lançar o Laricas, o moderno Trailler de sanduíches e sucos, promete tentar mudar a atual situação do esporte em Ipiaú. “A cidade já foi referência de esporte na região. Hoje qual é a referência”? questiona Giba.

Prefeito e vice de Ubatã são cassados por suposta compra de votos

O prefeito de Ubatã, Agilson Santos Muniz (PC do B) e o vice Expedito Rigaud (PSB), acabaram de serem cassados por conta de um processo sobre suposta compra de votos nas eleições de 2008.

O processo foi movido pela coligação do segundo colocado, Edson Neves que aguarda anuncio no diário oficial para assumir novamente o cargo de Prefeito da cidade.

Agencia de banco foi assaltada em Ibirapitanga

Oito homens encapuzados e fortemente armados roubaram a agência bancária do Banco do Brasil de Ibirapitanga neste dia 5.

Segundo informações policiais os assaltantes adentraram a cidade em dois veículos Toyota e renderam dois policiais e o sub gerente da agência.
Após o assalto os ladrões levaram sacos de dinheiro e ainda roubaram um veículo Siena que foi utilizado na fulga.

De acordo com moradores de Ibirapitanga, os assaltantes atearam fogo nos veículos Toyota e seguiram na fulga com o carro roubado.

Bairro Irmã Dulce é vítima do lixo.

No bairro Irmã Dulce o lixo está jogado e a coleta segundo moradores leva até oito dias para passar no local. Mas o que chama a atenção é quanto a qualidade do serviço de higiene pública prestado pela empresa responsável: Moradores denunciam que mesmo quando o caminhão da prefeitura realiza a coleta, eles deixam de pegar os sacos de lixo que eventualmente estejam rasgados.

O resultado é o acúmulo de lixo deixado em diversos pontos do bairro.
A praça em frente a ruas Roberto Nascimento, Irmão Vila Nova e Amélio Albuquerque está repleta de lixo. Outros aglomerados são vistos nas ruas Joaquim Rodrigues, Emídio de Souza Barreto e avenida Jequitibá.

Acompanhe o vídeo amador gravado no dia 03 de maio de 2010.

Justiça Militar da Bahia absolve PM gay acusado de deserção

O 1º tenente da Polícia Militar da Bahia, Ícaro Ceita, foi inocentado da acusação de deserção pela Justiça Militar, no final de abril. Ceita está afastado da corporação com um atestado médico que afirma que ele sofre de depressão, que teria sido causada, segundo ele, por ‘assédio moral de alguns setores da Polícia Militar’ depois que assumiu sua homossexualidade em 2008.

Ele diz que não acreditava que sairia ileso dos dois processos. “Eu estava muito nervoso, sabia que iam jogar pesado contra mim. Eu tinha esperança e fé, mas achava que iam absolver em um e condenar no outro. Que bom que a justiça foi feita”, afirma.

Ceita deve se apresentar ao seu batalhão assim que o atual atestado médico expirar, no final do mês. Ele afirma que vai pedir para ser transferido para um setor mais burocrático.

A assessoria de imprensa da Polícia Militar da Bahia informa que a corporação vai acatar a decisão e nega que Ceita tenha sido vítima de qualquer tipo de perseguição.

Correio

Justiça decreta prisão preventiva de procuradora acusada de torturar menina de 2 anos

O juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, em exercício na 32ª Vara Criminal da capital, decretou no fim da tarde de hoje (5), a prisão preventiva da procuradora de Justiça Vera Lúcia de Sant’Anna Gomes, de 66 anos. Ela é acusada de torturar uma menina de 2 anos de idade, que estava sob sua guarda provisória num processo de adoção.

O juiz, ao justificar a sua decisão, disse que há indícios suficientes que levam a crer que a ré realmente cometeu o crime pelo qual justifica a sua prisão. Para ele, a liberdade da procuradora aposentada põe em risco a busca por provas e a garantia da ordem pública.

“A ré vem exercendo atos de coação e intimidação contra testemunhas essenciais para o esclarecimento da verdade dos fatos. Além disso, o caso vem merecendo especial destaque no meio social, não apenas em razão da natureza hedionda do delito, mas também diante das peculiares condições da vítima e da denunciada. Por tais motivos, decreto a prisão preventiva da acusada”, disse.

A assessoria do Tribunal de Justiça explicou que a procuradora não tem direito a foro privilegiado por ser aposentada. O mandado de prisão já foi expedido pela Justiça. Policiais da Polícia Interestadual e de Capturas (Polinter) estiveram na residência da procuradora em Ipanema, na zona sul da cidade, mas ela não foi encontrada. Outra equipe esteve na casa de praia da acusada em Búzios, na Região dos Lagos, mas não havia ninguém.

A procuradora aposentado suspeita de torturar a criança de 2 anos está foragida. Os policiais foram ao apartamento de Vera Lúcia de Santana Gomes, em Ipanema, no Rio de Janeiro, logo após sair a ordem de prisão, mas ela não foi encontrada.

Depois, as buscas continuaram em Búzios, na Região dos Lagos, onde a procuradora tem uma casa – e em outras cidades do Rio de Janeiro. O juiz Guilherme Schilling Duarte afirmou que a prisão se justifica porque há indícios suficientes de que Vera Lúcia cometeu crime hediondo de tortura contra a criança que ela iria adotar. O advogado da procuradora diz que ela nega as agressões. Ele vai entrar com um pedido de habeas corpus para livrá-la da cadeia.

Presos engenheiros por alterar cena de morte em obra

Dois engenheiros foram presos em flagrante na tarde desta quarta-feira por tentativa de suborno e por adulteração do local onde um servente morreu, em um canteiro de obras na Mooca, bairro da zona leste de São Paulo. Os engenheiros responsáveis pela obra localizada na Rua Padre Raposo, Takao Kageyama, de 65 anos, e Roberto Bussab, de 63 anos, foram autuados em flagrante por corrupção ativa e fraude processual.

O servente José Aparecido Ferreira da Silva, de 18 anos, morreu após cair de um altura de cerca de três metros no poço do elevador da obra. A vítima ainda foi atingida pelo carrinho com concreto, que também caiu no poço. Equipes do Corpo de Bombeiros tentaram reanimar o servente, mas ele não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Segundo a Polícia Militar, Kageyama pediu a funcionários da obra que adulterassem o local do acidente, uma vez que a porta de segurança do elevador deveria estar fechada, mas não estava no momento da queda de Silva.

Policiais militares que atenderam a ocorrência receberam um proposta de Bussab para amenizar a ocorrência de acidente de trabalho e omitir a descaracterização do local. O engenheiro ofereceu R$ 10 mil a dois policiais. Os policiais fingiram aceitar a quantia. Quando entregou o dinheiro a eles, Bussad recebeu voz de prisão.

Os suspeitos foram conduzidos para a Delegacia do Meio Ambiente e de Relações do Trabalho, ligada ao Departamento de Proteção à Cidadania. Os engenheiros serão conduzidos ao 40º DP da Vila Santa Maria.

Deputada Cidinha Campos fala sobre “os que mamam”. Vale para os políticos.

Moradores denunciam lixo nas proximidades do Alecrim

Moradores das proximidades do bairro Alecrim, situado na BR 330 em Ipiaú, reclamam do lixo jogado pela Prefeitura Municipal.
O risco de doença é iminente e segundo moradores locais todo tipo de material é depositado, “até mesmo o lixo do cemitério com caixões são jogados” afirma Leoni Nascimento, residente há mais de dois anos.

O acúmulo de pneus, vasos sanitários e outros objetos são verdadeiros “berços” para o mosquito da dengue. Os moradores alertam que o lixo que deve ser jogado naquele espaço é o orgânico, vindo das podas de árvores da cidade. “Do jeito que está as doenças vão aparecer e a dengue que não é brincadeira”, afirma Leoni.

Prefeito empreendedor do SEBRAE

O prefeito de Ipiaú, Deraldino Alves recebeu na última quinta feira 29, o certificado de Prefeito Empreendedor do SEBRAE 2009, título que foi concedido a doze prefeitos baianos.

O prêmio foi entregue em solenidade ocorrida na sede da União dos Municípios da Bahia em Salvador e foi concedido em reconhecimento à implantação de poíticas públicas desempenhadas na atual administração.

Polícia prende quarenta e uma pessoas durante jogo de futebol

Quarenta e uma pessoas foram presas por policiais da 7ª Delegacia no Rio Vermelho durante um jogo de futebol em comemoração ao aniversário de um traficante no início da noite desta segunda-feira (3). Entre os detidos, estão traficantes procurados pela polícia.

O churrasco de aniversário acontecia no complexo de esportes ‘Rei do Baba’, na avenida Juraci Magalhães. Os 41 detidos consumiam drogas e jogavam futebol, quando os policiais chegaram ao local. Os presos foram encaminhados para a Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes, nos Barris.

Entre os presos, estão traficantes de Pernambués, Engenho Velho de Brotas e Vale das Pedrinhas. A quantia de drogas e a identidade dos presos não foram divulgadas.

Reajuste dos aposentados deve ser votado nesta terça

O reajuste para os aposentados que recebem mais de um salário mínimo por mês deverá ser votado nesta terça-feira (4) pela Câmara dos Deputados. Essa é a previsão do relator da MP (Medida Provisória) 475 que reajusta as aposentadorias, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), que também é líder do governo.

“Eu não posso deixar a MP caducar. O meu desejo é votar amanhã”.

Vaccarezza acredita que haverá acordo entre os partidos da base aliada do governo para aprovar um reajuste de 7% para todos os aposentados.

“Estamos explicando para a base que não há como aumentar esse percentual. Chegamos ao limite”. Segundo o deputado, algumas centrais sindicais já se convenceram que não será possível conceder um reajuste maior do que 7%.

O líder governista informou que está trabalhando junto ao líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), para liberar em plenário sua bancada na hora da votação do reajuste dos aposentados.

O peemedebista vem afirmando que seu partido vai votar na Câmara o mesmo índice que os senadores aprovarem. O Senado já fechou acordo para aprovar 7,71 %.

De acordo com Vaccareza, mesmo no PMDB há muitos deputados que votam os 7%, assim como nos outros partidos da base governista. Ele afirmou que há maioria para aprovar o reajuste de 7% na Câmara dos Deputados.

Na última semana, Vaccarezza apresentou seu parecer no plenário da Câmara propondo um reajuste de 7%, ao invés dos 6,14% previstos na MP editada pelo governo. Essa elevação no índice de reajuste vai causar um deficit na Previdência Social de R$ 1,1 bilhão neste ano.

Se for aprovado um reajuste de 7,71 %, como defendem lideranças de partidos aliados na Câmara e lideranças no Senado, o deficit será em torno de R$ 1,7 bilhão.

Folhapress

Ipiaú perde a banca para Ibirataia

A implantação da CIRETRAN – Cincunscrição Regional de Trânsito, em Ipiaú parecia óbvia,mas para a surpresa dos ipiauenses a Banca Examinadora que funcionava na cidade passou a atuar no município de Ibirataia.

Segundo Pedro Bonfim, coordenador de trânsito de Ipiaú o fato foi inesperado “soube através das rádios que a banca examinadora tinha sido transferida para a cidade de Ibirataia, não houve conhecimento oficial. O que posso informar é que Jarbas Ribeiro, coordenador da 7ªCIRETRAN de Jequié, veio aqui até o nosso prefeito Deraldino e solicitou um funcionário para trabalhar em Jequié para conferir documentação, revisar e mandar para a sede do DETRAN em Salvador toda a parte documental referente a nossa região. O prefeito numa linguagem difícil não conseguiu”, frisa Pedro.

Pedro salienta que foi exlicado que diversos municípios estão fornecendo funcionários para trabalhar em Jequié. É comum se a cidade quiser ter um orgão tão importante para o desenvolvimentto coletivo do lugar.

A cidade de Ibirataia forneceu o funcionário por isso a Banca examinadora foi para lá. “Me senti constragido…é um desprestígio para a nossa cidade Ipiaú, porque a sede da RETRAN é aqui” afirma

Esgoto a céu aberto no Popular

A ausência de saneamento básico na rua Norberto Vieira, bairro Popular em Ipiaú afeta a vida dos moradores locais.

O esgoto a céu aberto fica localizado em frente as residências expondo ao risco de doenças, crianças, adolescentes, adultos e idosos que moram nas redondezas.

Uma rachadura no chão, a qual passa o esgoto faz divisa entre a via e as casas. Para dar acesso às moradias é necessário improvisar tábuas para funcionar como pequenas pontes.

Moradores pedem soluções, pois segundo eles, os casos de dengue se alastraram nos últimos meses.

Aqui ninguém passa

Um trecho rua H do bairro Aloísio Conrado na cidade de Ipiaú está destruída.
Moradores das redondezas denunciaram o desmando e afirmam que estão há mais de 4 meses na busca por soluções. “Vai fazer cinco meses que pedimos a prefeitura. Eles prometem, dizem que vem aqui e até hoje nada” desabafa Maria Eugênia, moradora da região.

Com o espaço bloqueado, muitas famílias são obrigadas a fazer outro trajeto para se deslocar de suas residências.

A situação agrava com o crescimento de um matagal na esquina da rua o qual segundo moradores favorece ao constante aparecimento das cobras, baratas e ratos.

As 15 Mentiras mais contadas sobre Trabalho Escravo

A pedido da Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae), a ONG Repórter Brasil enumerou as mentiras mais contadas por aqueles que não querem ver o problema resolvido.

Mentiras:

1) Não existe trabalho escravo no Brasil.
2) A escravidão foi extinta em 13 de maio de 1888.
3) Se o problema existe, é pequeno. Além disso, apenas uma meia dúzia de fazendeiros utiliza trabalho escravo.
4) A lei não explica detalhadamente o que é trabalho escravo. Com isso, o empresário não sabe o que é proibido fazer.
5) A culpa não é do fazendeiro e sim de gatos, gerentes e prepostos. O empresário não sabe dos fatos que ocorrem dentro de sua fazenda e por isso não pode ser responsabilizado.
6) O trabalho escravo urbano é do mesmo tamanho que o rural.
7) Já existem muitas punições para quem pratica trabalho escravo. É só fazer cumprir a lei que a questão está resolvida. Não é necessária a aprovação de uma lei de confisco de terras.
8) A Justiça já tem muitos instrumentos para combater o trabalho escravo, não é necessário criar mais um.
9) Esse tipo de relação de trabalho já faz parte da cultura da região.
10) Não é possível aplicar a legislação trabalhista na região de fronteira agrícola amazônica. Isso geraria desemprego.
11) A fiscalização abusa do poder e é guiada por um viés ideológico. A Polícia Federal entra armada nas fazendas.
12) A divulgação internacional prejudica o comércio exterior e vai trazer prejuízo ao país.
13) A imprensa prejudica a imagem de estados como Pará, Mato Grosso,Tocantins, Maranhão, Rio de Janeiro e Bahia, entre outros, ao mostrar que há propriedades com trabalho escravo.
14) O Estado está ausente da região de fronteira agrícola e só aparece para punir quem está desenvolvendo o país.
15) A “lista suja” do trabalho escravo é ilegal, não dá direito de defesa aos proprietários de terra fiscalizados pelo grupo móvel e não tem utilidade nenhuma além de punir o agronegócio.

1ª mentira: Não existe trabalho escravo no Brasil.

Verdade: Infelizmente, existe. A assinatura da Lei Áurea, em 1888, representou o fim do direito de propriedade de uma pessoa sobre a outra, colocando fim à possibilidade de possuir legalmente um escravo. No entanto, persistem situações que mantêm o trabalhador sem possibilidade de se desligar de seus patrões.

Há fazendeiros que, para realizar derrubadas de matas nativas para formação de pastos, produzir carvão para a indústria siderúrgica, preparar o solo para plantio de sementes, entre outras atividades agropecuárias e extrativistas, contratam mão-de-obra utilizando os famigerados “gatos”. Eles aliciam os trabalhadores, servindo de fachada para que os fazendeiros não sejam responsabilizados pelo crime.

Esses gatos recrutam trabalhadores em regiões distantes do local da prestação de serviços ou em pensões localizadas nas cidades próximas. Na primeira abordagem, eles se mostram pessoas extremamente agradáveis, portadores de excelentes oportunidades de trabalho. Oferecem serviço em fazendas, com salário alto e garantido, boas condições de alojamento e comida farta. Para seduzir o trabalhador, oferecem “adiantamentos” para a família e garantia de transporte gratuito até o local do trabalho.

O transporte é realizado por ônibus em péssimas condições de conservação ou por caminhões improvisados sem qualquer segurança. Ao chegarem ao local do trabalho, eles são surpreendidos com situações completamente diferente das prometidas. Para começar, o gato lhes informa que já estão devendo. O adiantamento, o transporte e as despesas com alimentação na viagem já foram anotados no caderno de dívida do trabalhador que ficará de posse do gato. Além disso, o trabalhador percebe que o custo de todos os instrumentos que precisar para o trabalho – foices, facões, motosserras, entre outros – também serão anotados no caderno de dívidas, bem como botas, luvas, chapéus e roupas. Finalmente, despesas com os emporcalhados e improvisados alojamentos e com a precária alimentação serão anotados, tudo a preço muito acima dos praticados no comércio.

Convém lembrar que as fazendas estão incrivelmente distantes dos locais de comércio mais próximos, sendo impossível ao trabalhador não se submeter totalmente a esse sistema de “barracão”, imposto pelo gato a mando do fazendeiro ou diretamente pelo fazendeiro.

Se o trabalhador pensar em ir embora, será impedido sob a alegação de que está endividado e de que não poderá sair enquanto não pagar o que deve. Muitas vezes, aqueles que reclamam das condições ou tentam fugir são vítimas de surras. No limite, podem perder a vida. Este é o escravo contemporâneo, vítima do crime previsto no artigo 149 do Código Penal, submetido a condições desumanas e subtraído de sua liberdade.

2ª mentira: Mentira: A escravidão foi extinta em 13 de maio de 1888.

Verdade: A escravidão contemporânea é diferente da antiga, mas rouba a dignidade do ser humano da mesma maneira. No sistema antigo, a propriedade legal era permitida. Hoje, não. Mas era muito mais caro comprar e manter um escravo do que hoje. O negro africano era um investimento dispendioso, a que poucas pessoas tinham acesso. Hoje, o custo é quase zero, paga-se apenas o transporte e, no máximo, a dívida que o sujeito tinha em algum comércio ou hotel. Se o trabalhador fica doente, ele é largado na estrada mais próxima e se alicia outra pessoa. A soma da pobreza generalizada – proporcionando mão-de-obra farta – com a impunidade do crime criam condições para que perdurem práticas de escravização, transformando o trabalhador em mero objeto descartável.

Na escravidão contemporânea, não faz diferença se a pessoa é negra, amarela ou branca. Os escravos são miseráveis, sem distinção de cor ou credo. Porém, tanto na escravidão imperial como na do Brasil de hoje, mantém-se a ordem por meio de ameaças, terror psicológico, coerção física, punições e assassinatos.

3) Mentira: Se o problema existe, é pequeno. Além disso, apenas uma meia dúzia de fazendeiros utiliza trabalho escravo.

Verdade: Em 1995, o governo brasileiro, por intermédio de um pronunciamento do Presidente da República, assumiu a existência do trabalho escravo no Brasil. Já naquele ano foram criadas estruturas governamentais para o combate a esse crime, com destaque para o Grupo Executivo para o Combate ao Trabalho Escravo (Gertraf) e o Grupo Especial de Fiscalização Móvel. No ano passado, o atual Presidente da República lançou o Plano Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo e criou a Comissão Nacional de Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae).

Em março de 2004, o Brasil reconheceu na Organização das Nações Unidas a existência de pelo menos 25 mil pessoas reduzidas à condição de escravos no país – e esse é um índice considerado otimista. Os números servem de alerta para o tamanho do problema. Porém, mesmo que houvesse um único caso de trabalhador reduzido à escravidão no Brasil, esse caso deveria ser combatido e eliminado.

De 1995 até agosto de 2009, cerca de 35 mil pessoas foram libertadas em ações dos grupos móveis de fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego. As ações fiscais demonstram que quem escraviza no Brasil não são proprietários desinformados, escondidos em propriedades atrasadas e arcaicas. Pelo contrário, são grandes latifundiários, que produzem com alta tecnologia para o grande mercado consumidor interno ou para o mercado internacional. Não raro, nas fazendas são identificados campos de pouso de aviões dos fazendeiros. O gado recebe tratamento de primeira: rações balanceadas, vacinação com controle computadorizado, controle de natalidade com inseminação artificial, enquanto os trabalhadores vivem em piores condições do que as dos animais.

4) Mentira: A lei não explica detalhadamente o que é trabalho escravo. Com isso, o empresário não sabe o que é proibido fazer.

Verdade: O artigo 149 do Código Penal (que trata do crime do trabalho escravo) existe desde o início do século passado. A legislação trabalhista aplicada no meio rural é da década de 70 (lei n.º 5.889). Portanto, tanto a existência do crime como a obrigação de garantir os direitos trabalhistas não são coisas novas. Os proprietários rurais que costumeiramente exploram o trabalho escravo, na maioria das vezes, são pessoas instruídas que vivem nos grandes centros urbanos do país, possuindo excelente assessoria contábil e jurídica para suas fazendas e empresas.

Além disso, uma série de acordos e convenções internacionais tratam da escravidão contemporânea. Por exemplo, as convenções internacionais de 1926 e a de 1956, que proíbem a servidão por dívida, entraram em vigor no Brasil em 1966. Essas convenções estão incorporadas à legislação nacional.

A Organização Internacional do Trabalho (OIT) trata do tema nas convenções número 29, de 1930, e 105, de 1957. Há também a declaração de Princípios e Direitos Fundamentais do Trabalho e seu Seguimento, de 1998.

De acordo com o Relatório Global da OIT de 2001, as diversas modalidades de trabalho forçado no mundo têm sempre em comum duas características: o uso da coação e a negação da liberdade. No Brasil, o trabalho escravo resulta da soma do trabalho degradante com a privação de liberdade. O trabalhador fica preso a uma dívida, tem seus documentos retidos, é levado a um local isolado geograficamente que impede o seu retorno para casa ou não pode sair de lá, impedido por seguranças armados. A Organização utiliza, no Brasil, o termo “trabalho escravo” em seus documentos.

Como se vê, o conceito de trabalho escravo é universal e o conceito legal é mais do que claro. Todo mundo sabe o que é escravidão.

5) Mentira: A culpa não é do fazendeiro e sim de gatos, gerentes e prepostos. O empresário não sabe dos fatos que ocorrem dentro de sua fazenda e por isso não pode ser responsabilizado.

Verdade: O empresário é o responsável legal por todas as relações trabalhistas de seu negócio. A Constituição Federal de 1988 condiciona a posse da propriedade rural ao cumprimento de sua função social, sendo de obrigação de seu proprietário tudo o que ocorrer nos domínios da fazenda.

Por isso, o fazendeiro tem o dever de acompanhar com freqüência a ação dos funcionários que administram sua fazenda para verificar se eles estão descumprindo alguma norma da legislação trabalhista, além de orientá-los no sentido de contratar trabalhadores de acordo com as normas estabelecidas pela CLT.

6) Mentira: O trabalho escravo urbano é do mesmo tamanho que o rural.

Verdade: O trabalho escravo urbano é menor se comparado ao do meio rural. A Polícia Federal, as Delegacias Regionais do Trabalho, o Ministério Público do Trabalho e o Ministério Público Federal já agem sobre o problema.

Vale lembrar que a escravidão urbana é de outra natureza, com características próprias. Portanto, pede instrumentos específicos para combatê-la – e não adaptações do que está sendo proposto para a zona rural. O principal caso de escravidão urbana no Brasil é a dos imigrantes ilegais latino-americanos – com maior incidência para os bolivianos – nas oficinas de costura da região metropolitana de São Paulo. A solução passa pela regularização da situação desses imigrantes e a descriminalização de seu trabalho no Brasil.

7) Mentira: Já existem muitas punições para quem pratica trabalho escravo. É só fazer cumprir a lei que a questão está resolvida. Não é necessária a aprovação de uma lei de confisco de terras.

Verdade: As leis existentes não têm sido suficientes para resolver o problema e o número de propriedades reincidentes é grande. Mesmo com a aplicação de multas e o corte do crédito rural, usar trabalho escravo ainda é um bom negócio para muitos empresários porque barateia os custos com mão-de-obra. Na prática, até hoje os infratores, quando flagrados, só pagavam os direitos trabalhistas que haviam sonegado, e nada mais.

A sanção penal tem sido insuficiente. De acordo com dados da Comissão Pastoral da Terra, menos de 10% dos envolvidos em trabalho escravo no sul-sudeste do Pará, entre 1996 e 2003, foram denunciados por esse crime.

A questão da competência para julgar o crime (definida em prol da Justiça Federal no final de 2006) e o tamanho atual da pena mínima prevista no artigo 149 do Código Penal (dois anos) inibiram por muito tempo qualquer ação penal efetiva. Se julgado, há vários dispositivos que permitem abrandar a eventual execução da pena. Ela pode ser convertida em distribuição de cestas básicas ou prestação de serviços à comunidade, por exemplo.

Há medidas que vêm sendo tomadas na tentativa de atingir economicamente quem se vale desse tipo de mão-de obra – que vão das ações movidas pelo Ministério Público do Trabalho e pelo Ministério Público Federal até a publicação da “lista suja” do trabalho escravo no Brasil pelo governo federal. Nela, estão relacionados empregadores comprovadamente flagrados pela prática – que estão tendo suspensas suas linhas de crédito em agências públicas e identificados suas cadeias produtivas.

Mas a prática tem demonstrado que somente uma medida drástica, que coloque em risco a perda da fazenda em que foi utilizado trabalho escravo, coibirá com eficiência esse crime. Nesse sentido, a aprovação de um dispositivo constitucional que permita a expropriação das terras onde se constate a escravidão se torna medida imprescindível para a sua erradicação no país. Por fim, um dispositivo como esse não seria novidade em nossa legislação, uma vez que a possibilidade de expropriação de terras já existe no caso das propriedades em que forem encontradas plantações de psicotrópicos.

8) Mentira: A Justiça já tem muitos instrumentos para combater o trabalho escravo, não é necessário criar mais nenhum.

Verdade: Erra quem pensa que trabalho escravo é um problema apenas trabalhista. Trabalho escravo é um crime de violação de direitos humanos. Normalmente, quem se utiliza dessa prática também é flagrado por outros crimes e contravenções. Dessa forma, o trabalho escravo torna-se um tema transversal, que está ligado a diversas áreas e por todas deve ser combatido. A própria Comissão Nacional para Erradicação do Trabalho Escravo (Conatrae) é intersetorial, envolvendo diversas instituições estatais e da sociedade civil.

Tem sido encontrada degradação do meio ambiental nos locais em que há degradação das relações do trabalho. Freqüentemente, mão-de-obra escrava é utilizada para desmatar ilegalmente a Amazônia brasileira. De acordo com os dados divulgados sobre o desmatamento em 2003, os municípios em que a floresta tomba são, em grande parte, os mesmos em que trabalhadores são reduzidos à escravidão.

Trabalho escravo também é um problema de desrespeito aos direitos humanos (tortura, maus tratos), criminal (cerceamento de liberdade, espancamentos, assassinatos) e previdenciário. Todos sabem que a lei de confisco de terras, quando aprovada, não vai resolver sozinha o problema do trabalho escravo. Para isso, é necessário também gerar empregos, conceder crédito agrícola, melhorar as condições de vida dos trabalhadores – atuando de forma preventiva nos locais de aliciamento para que eles não precisem migrar em busca de um emprego em um local distante e desconhecido. Mas a nova lei vai se somar aos instrumentos já existentes para erradicar o problema.

9) Mentira: Esse tipo de relação de trabalho já faz parte da cultura da região.

Verdade: A justificativa é falsa, embora seja comumente usada pelos produtores rurais. Mesmo que a prática fosse comum em determinada região – o que não é verdade, pois é utilizada por uma minoria dos produtores rurais – jamais poderia ser tolerada. Todo e qualquer crime deve ser combatido, com maior força exatamente onde for mais usual a sua prática.

Há uma Constituição votada por representantes da população que garante direitos e liberdades individuais a cada cidadão – independente de credo, cor ou classe social. O desrespeito à dignidade e o cerceamento da liberdade não podem ser encarados como manifestação cultural de um povo, mas sim como a imposição histórica da vontade dos mais poderosos.

Além do mais, essa suposta “cultura da região” é compartilhada apenas por aqueles que concordam com o trabalho escravo, uma vez que a população mais pobre, vítima da escravidão, tem lutado desde a década de 70 para que seus direitos sejam efetivados.

10) Mentira: Não é possível aplicar a legislação trabalhista na região de fronteira agrícola amazônica. Isso geraria desemprego.

Verdade: Escravidão não é apenas uma questão trabalhista, mas acima de tudo criminal, já que a vítima tem sua liberdade e dignidade roubadas. Utilizar trabalho escravo é infringir a lei e, por isso, passível de punição, como o roubo e o homicídio também são.

Qualquer região, por mais distante que seja, havendo a necessidade de usar o trabalho de alguém, deverá fazer isso em conformidade com a lei. O que se exige dos proprietários rurais é o cumprimento de alguns requisitos básicos da contratação e a garantia de que a pessoa consiga deixar o local de trabalho no momento em que desejar, independentemente da existência de qualquer tipo de dívida, legal ou ilegal.

Para evitar o desrespeito aos direitos dos trabalhadores, que é uma das raízes do problema, uma boa sugestão é seguir a legislação trabalhista. A própria Confederação Nacional da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) recomenda isso na recente publicação “Alertas aos Produtores Rurais”. Já a Federação da Agricultura do Estado do Pará (Faepa) distribuiu aos sindicatos rurais do Pará o manual “Fazenda Legal é Produtor Tranqüilo – Roteiro para o Cumprimento da Legislação Trabalhista da Propriedade Rural”. Nessas publicações, há a lista das ações que devem ser tomadas pelo fazendeiro para formalizar o vínculo com o empregado e evitar a exploração.

A fiscalização do Ministério do Trabalho e Emprego encontra freqüentemente produtores que não utilizam trabalho escravo, mas sim empregados tratados com dignidade e com o seu direito de ir e vir assegurado. Se esses produtores podem agir dentro da lei, os outros também podem.

Basta que, para isso, passem a operar sem a margem de lucro que ganham com a exploração da mão-de-obra escrava. Dessa forma, entrariam no jogo da competição de mercado de igual para igual, sem tentar passar a perna em seus pares que agem dentro da lei.

11) Mentira: A fiscalização abusa do poder e é guiada por um viés ideológico. A Polícia Federal entra armada nas fazendas.

Verdade: Os Auditores Fiscais do Trabalho agem de acordo com a legislação e as orientações do Ministério do Trabalho e Emprego. E o trabalho de combate à escravidão não começou agora, mas no governo anterior, com o início das fiscalizações em 1995. As equipes de fiscalização contam com a presença de auditores fiscais do trabalho, delegados e agentes da Polícia Federal e membros do Ministério Público do Trabalho e Ministério Público Federal. Todos agem de acordo com a lei.

O Poder Judiciário garante ampla oportunidade de defesa administrativa e judicial para os fazendeiros em cujas propriedades os grupos móveis de fiscalização encontraram trabalho escravo. Os processos tramitam na Justiça normalmente e ninguém é vítima de arbitrariedades.

Não se pode esquecer que trabalho escravo é crime previsto no Código Penal. As equipes móveis devem ir prevenidas às ações de fiscalização uma vez que muitos seguranças, gatos, prepostos, gerentes e vaqueiros das fazendas andam armados para intimidar trabalhadores. De revólveres a rifles, o arsenal de muitas fazendas não é pequeno e algumas propriedades chegam a possuir pequenos exércitos. Muitas vezes as equipes de fiscalização têm suas vidas ameaçadas. Além disso, cabe também à Polícia Federal abrir inquéritos e, se necessário, prender os culpados quando confirmado o flagrante do crime.

Nunca é demais lembrar que os cidadãos concedem ao Estado – e somente a ele – o monopólio legal do uso da força para manter o respeito à lei, à integridade física e moral e à dignidade do ser humano. A fazendeiros, gerentes e gatos, não.

12) Mentira: A divulgação internacional prejudica o comércio exterior e vai trazer prejuízo ao país.

Verdade: Isso é uma falácia. Não erradicar o trabalho escravo é que prejudica a imagem do Brasil no exterior. As ameaças de restrições comerciais serão levadas a cabo se o país não fizer nada para resolver o problema.

Que usamos trabalho escravo, isso é público e notório. Prova disso, são as campanhas para auxiliar na erradicação do trabalho escravo tocadas pela Organização Internacional do Trabalho (OIT) – um organismo internacional. Ou mesmo, o processo contra o Brasil na Organização dos Estados Americanos por causa da tentativa de assassinato de José Pereira, em 1989, quanto tentou fugir da fazenda Espírito Santo – sul do Pará. José Pereira era mantido como escravo na propriedade.

Por conta de uma solução amistosa, o Brasil aceitou pagar uma indenização de R$ 52 mil a José Pereira – aprovada por unanimidade pela Câmara e pelo Senado. Somado aos cerca de R$ 50 mil que custam, em média, cada ação de fiscalização e somado aos custos dos processos judiciais por parte do Ministério Público Federal, da Justiça Federal, do Ministério Público do Trabalho e da Justiça do Trabalho, aí sim, teremos um grande prejuízo à nação, causado pelos produtores rurais que vão contra a lei e utilizam trabalho escravo.

A agricultura é fundamental para o desenvolvimento do país. Por isso mesmo, ele deve estar na linha de frente do combate ao trabalho escravo, identificando e isolando os empresários que agem criminalmente. Dessa forma, impede-se que uma atividade econômica inteira venha a ser prejudicada pelo comportamento de alguns poucos.

13) Mentira: A imprensa prejudica a imagem de estados como Pará, Mato Grosso,Tocantins, Maranhão, Rio de Janeiro e Bahia, entre outros, ao mostrar que há propriedades com trabalho escravo.

Verdade: Graças ao trabalho da imprensa, o problema ganhou dimensão nacional e passou a fazer parte dos debates da opinião pública. O que envergonha o país é a existência de trabalho escravo e não a denúncia dessa prática. Na realidade, quem deve se sentir envergonhado é o fazendeiro ou empresa que possui trabalhadores escravos, independentemente do local.

14) Mentira: O Estado está ausente da região de fronteira agrícola e só aparece para punir quem está desenvolvendo o país.
Verdade: O Estado sempre esteve presente na fronteira agrícola amazônica. Prova disso são os significativos empréstimos e financiamentos subsidiados aos projetos e empreendimentos agropecuários.

Na verdade, durante muito tempo o Estado esteve ausente na vida dos mais fracos da região, que não tinham garantias de seus direitos e cidadania. Agora, vem corrigindo seu erro histórico e as fiscalizações do grupo móvel no combate ao trabalho escravo são exemplo disso.

15) Mentira: a “lista suja” do trabalho escravo é ilegal, não dá direito de defesa aos proprietários de terra fiscalizados pelo grupo móvel e não tem utilidade nenhuma além de punir o agronegócio.

Verdade: A portaria do Ministério do Trabalho e Emprego número 540/2004, de 15 de outubro de 2004, instituiu o cadastro com os nomes de empregadores e empresas flagrados com trabalho escravo. Essa relação ficou sendo conhecida como “lista suja”. Segundo as regras do MTE, responsável também por sua manutenção, a inclusão do nome do infrator na lista acontece somente após o final do processo administrativo criado pelo auto da fiscalização que flagrar o crime de trabalho escravo, que inclui o direito de defesa do envolvido. A exclusão, por sua vez, depende de monitoramento do infrator pelo período de dois anos. Se durante esse período não houver reincidência do crime e forem pagas todas as multas resultantes da ação de fiscalização e quitados os débitos trabalhistas e previdenciários, o nome será retirado do cadastro. Prova do sucesso desse sistema é que dezenas de empregadores que haviam entrado na lista desde novembro 2003 tem saído dela após normalizarem as condições de trabalho em suas propriedades.

Com base na “lista suja”, instituições federais podem barrar o empréstimo de recursos públicos como punição a esses empregadores. O Ministério da Integração Nacional impede os relacionados de obterem novos contratos com os Fundos Constitucionais de Financiamento. O Banco do Brasil, o Banco da Amazônia, o Banco do Nordeste do Brasil, o BNDES também cortaram todas as modalidades de crédito para quem estiver na “lista suja”. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) está aconselhando os seus associados a fazerem o mesmo.

Além da restrição ao crédito, a divulgação da “lista suja” criou uma base de trabalho para as instituições governamentais e não-governamentais que atuam para a erradicação da escravidão, possibilitando assim a criação de outros mecanismos de repressão e prevenção.

Outro mecanismo que utilizou como base a “lista suja” foi a identificação das cadeias produtivas do trabalho escravo, que levou à assinatura do Pacto Nacional para a Erradicação do Trabalho Escravo por mais de 200 grandes empresas do país.

De acordo com a portaria do Ministério do Trabalho e Emprego, que regulamenta a existência da listagem, os seguintes órgãos a recebem a cada atualização: ministérios do Meio Ambiente, Desenvolvimento Agrário, Integração Nacional, Ministério Público do Trabalho, Ministério Público Federal, Secretaria Especial de Direitos Humanos, Ministério da Fazenda e Banco Central do Brasil.

A utilização de trabalho escravo por um empregador é uma informação importante que deve ser levada a público. O governo federal tem o dever de publicizar esses dados a fim de que instituições governamentais e financeiras considerem esse risco ao fechar negócios. Isso não é novidade, pois já acontece com os serviços de proteção ao crédito, por exemplo.

MST encerra jornada de lutas em Salvador

Os mais de cinco mil trabalhadores rurais Sem Terra que vieram marchando de Feira de Santana a Salvador, desde o dia 19 de Abril, deram por encerrada a jornada de lutas na Bahia e desmontaram o acampamento realizado em frente à Secretaria da Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária (Seagri) desde o dia 27.

A decisão foi tomada após uma reunião entre representantes do Movimento Sem-Terra (MST), o governador Jaques Wagner e os secretários Eduardo Salles (Agricultura, Irrigação e Reforma Agrária) e Cézar Lisboa (Relações Institucionais). Durante o encontro, a liderança do MST apresentou uma pauta de reivindicações ao Governo do Estado, contendo, principalmente exigências referentes à produção, infraestrutura e terra.

“Eu prefiro ouvir o barulho das enxadas e os gritos de protesto dos trabalhadores do que os tiros de fuzil que matam tantos jovens a cada dia em nosso país”, disse Wagner após a reunião. De acordo com Márcio Matos, da Direção Nacional do MST, “a Marcha cumpriu um papel importante, de pressionar os governos e ampliar o diálogo com a sociedade brasileira. Ela garantiu conquistas importantes, tanto do ponto de vista político, da nossa mobilização que é uma referência nacional, quanto do ponto de vista econômico, garantindo melhoria nas condições de vida dos nossos assentados”.

Após a realização de uma assembléia no final da tarde de sexta, os trabalhadores decidiram pelo fim da jornada e iniciaram as diversas viagens de volta, para todas as regiões do estado. Uma das reivindicações permanece em aberto: a libertação dos cinco presos políticos da Chapada Diamantina, presos no dia 25 de março na desocupação das fazendas Novo Horizonte/Conjunto, no município de Wagner.

A Marcha Estadual fez parte das atividades da Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária, realizada em todo o Brasil em homenagem às 19 vítimas do massacre de Eldorado dos Carajás, assassinados pela Polícia Militar do Pará em 17 de Abril de 1996. Na Bahia, o MST realizou 17 ocupações durante o mês, em diversas regiões do estado.

Tribuna da Bahia

Secretário-geral da ONU pede colaboração para um mundo sem armas

O secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, apelou para que todos os participantes da 8ª Conferência Mundial de Revisão do Tratado de Não Proliferação Nuclear (TNP), em Nova York, renovem o compromisso global para o desarmamento nuclear. Segundo ele, o objetivo das Nações Unidas é um “um mundo sem armas nucleares”. As informações são da agência de notícias das ONU.

Ban Ki-moon advertiu para a possibilidade de ameaças em decorrência dos programas nucleares desenvolvidos pelo Irã e pela Coreia. Segundo o secretário-geral, é necessário intensificar os esforços globais para conter a proliferação. Mas, de acordo com ele, houve avanços no sentido de buscar o desarmamento mundial. Ban Ki-moon ressaltou a criação de uma zona nuclear livre de armas no Oriente Médio.

O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, já viajou para os Estados Unidos e seu discurso está previsto para ocorrer dia 3. Representantes de mais de 100 países confirmaram presença. O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, vai representar o Brasil.

“Nós sabemos que o desarmamento nuclear não é um sonho distante e inatingível”, afirmou o secretário-geral. “É uma necessidade urgente, aqui e agora. Estamos determinados a conseguir”, disse. Para Ban Ki-moon, as negociações estão muito atrasadas. “Nós não devemos ter expectativas irreais para a conferência. Mas também não podemos nos dar ao luxo de baixar as nossas metas”, acrescentou.

Na conferência, o chanceler brasileiro deverá afirmar que o tratado deve se sustentar em três pilares: o desarmamento, a não proliferação e o uso pacífico da energia nuclear. Também pretende defender o direito de o Irã desenvolver um programa nuclear próprio desde que para fins pacíficos.

Segundo Amorim, todos os países têm o direito de participar do processo de interlocução e não apenas alguns ou as grandes potências. O chanceler planeja afirmar também que o Brasil tem autoridade moral para exigir o progresso no campo do desarmamento nuclear e da não proliferação.

Judocas de Barra do Rocha no Brasileiro

Eloá Borges Hohlenwerger conquistou medalha de prata e Lamarck Ferreira de Alcântara, quinto lugar no Campeonato Brasileiro ocorrido em Uberlândia, Minas Gerais, nos dias 24 e 25 de abril.

Os judocas contaram com o apoio da comunidade barrochense, do prefeito Jonatas Ventura, familiares e do Sensei Waide Alcântara que realiza um trabalho voluntário na cidade de Barra do Rocha há 18 meses.

Vídeo do lixão em Ipiaú BR 330

Vitória de Sapo em Itagibá

Vereador quer saber quem violou a sua correspondência

Em entrevista ao programa Fala Ipiaú, o vereador Aloísio Teixeira Mendes, vice presidente do Legislativo municipal, registrou sua indignação com um episódio do qual relatou ter sido vítima na Câmara Municipal : uma de suas correspondências pessoais, enviada pela Governo do Estado para ser entregue em mãos, teria sido aberta e seu conteúdo desaparecido misteriosamente.

O autor do suposto crime ( violar correspondência pessoal é crime previsto no código penal brasileiro ) ainda não foi descoberto. A questão também chegou a ser levantada em plenário durante uma sessão do Legislativo pelo vereador Aloísio que, apesar de indignado, quando inquirido para que mostrasse indícios da sua queixa não apresentou o dito envelope rasgado que se constituiria na principal prova da acusação.

Celso Romel