Há pessoas que passam pela Terra e quando nos deixam fica um imenso vazio. O espaço nunca é preenchido. A tristeza pela perda é imensurável. A dor pela sua ausência é contínua. O que nos leva acreditar que ele não partiu, é apenas uma viagem. A sua presença era tão constante, tal o seu afã em melhorar a vida do outro e do planeta, que a sua partida nos faz refém de sua falta. Ficamos à deriva, como diz o porta Zeca Baleiro, “ barco sem porto, sem rumo, sem vela…” A sua marca no mundo e nas pessoas é tão profunda, que nos dá a esperança de que a qualquer momento ele retornará, sorrindo, irradiando alegria, e com suas fortes convicções nos motivará a participar da mudança por um mundo mais justo.
Essas pessoas deveriam ser eternas. Ou então partirem depois de nós. A importância delas no mundo é muito significativa! São seres de luz. Luz de paz. Luz de amor. Luz de justiça. Luz de ética. Luz de solidariedade. Luz de amizade. Nós não conseguimos prever o futuro e saber que alguns seres nos deixam prematuramente. Acreditamos, dada a sua marcante atuação, que compartilharemos deles durante toda nossa existência. Quando ocorre a partida tão cedo, ficamos perdidos e questionando ao Deus. Por quê? Fatalidade? O acaso? Qual o porquê de nos deixar? Nenhuma resposta preenche a lacuna. Fica sempre a saudade.
O jornalista e amigo, Zé Américo, escreveu sobre uma dessas pessoas que nos deixou muito cedo e que marcou sua passagem na Terra por atitudes dignas de um verdadeiro cidadão. É difícil falar sobre alguém que parte. Mais ainda quando se trata de um ser humano tão próximo! E quando essa pessoa é um amigo, as palavras não fluem. Não encontro palavras para explicar a sua importância como ser humano, como companheiro, como homem-pai, como homem-filho, como cidadão, como político. Parabenizo Zé Américo por ter escrito sobre esse amigo que partiu, pois apesar de sempre se lembrar dele, com carinho e saudades, não consigo expressar em palavras. Já foram três anos, parece que foi ontem.
Para a família fica a dor imortalizada. Dona Heloísa chora todos os dias e quando fala do filho é como se ele estivesse presente. Seu Adil chora no seu silêncio. Com o irmão a relação era muito estreita, apesar de morarem em lugares distintos. Havia uma relação muito fraterna. Os filhos, Paulo, Tom e Felipe, têm muitos valores do pai.
A cidade perdeu um cidadão que amanhã poderia governar Ipiaú. No Legislativo a sua presença foi marcada pela ética, pela coerência, pela coragem e pela sensatez. Virtudes que vemos em poucos políticos. São raríssimos aqueles que têm tais atributos. O pouco tempo que ficou à frente do hospital, fez uma reforma geral. Reativou o Centro Cirúrgico, conseguiu ambulância e buscou humanizar o atendimento. Vivia e dormia pensando em política. Era quem mais personificava o PT – Partido dos Trabalhadores. Não consigo enxergar o PT sem a sua presença. Pensava sempre no melhor para o cidadão. O povo de Ipiaú merecia tê-lo como Prefeito.
Como ser humano era bastante presente. Seguia os ensinamentos de Cristo. Sempre se colocava no lugar do outro. Respeitava as diferenças. Praticava a alteridade. O amor ao próximo era o seu lema.
Saudades do amigo, companheiro e irmão Adílson Duarte. Ser humano completo.
Nesmar Andrade