
Em entrevista ao Acorda, o cantor revelação do verão da Bahia, Magary Lord, falou sobre o novo estilo que criou para a música baiana. Ele fala da carreira e do sentimento da música.
O que é o “Black Samba”?
É uma mistura de James Brown, com funk, samba rock. Tem também uma pegada do samba de Angola, aquela gingada característica. Juntando essas batidas, eu criei o ritmo Black Samba.
De onde surgiu o nome Magary Lord?
O apelido foi inspirado no seriado Jaspion, desde criança me chamam assim. E Lord quem colocou foi meu pai, pois eu era lider de banda, ficava fazendo ‘zuada’ nos bairros e ele passou a me chamar ironicamente assim.
Saulo Fernandes (Banda Eva) é um grande incentivador da sua carreira. Como foi tocar com ele no palco principal do Festival de Verão?
Foi muito massa. Um momento alegre, divertido. Saulo não é apenas um parceiro de música, é um grande amigo. Ele gravou a minha música “Circulou” que é sucesso nesse verão.
Fale da sua discografia.
Eu tenho dois CD’s. O primeiro foi gravado em 2007 e o segundo no final de 2010. Estamos agora com o DVD que foi gravado no Teatro Vila Velha e será lançado em março, logo após o Carnaval.
Um destaque do seu DVD é a participação da sua filha. Como é a relação dela com sua carreira artística?
Kalinde Mayara. Ela tem apenas 10 anos de idade e sempre que pode participa dos meus shows. Ela está roubando a cena nas apresentações, divertindo muita gente, é muito bom ter ela ao meu lado.
Você gravou uma participação no programa “Esquenta” da Rede Globo, com a apresentação da Regina Casé. Quando vai ao ar?
Nós já gravamos e o programa vai ao ar no domingo de Carnaval.
Magary, você esperava esse sucesso todo?
Sim. Estamos fazendo campanha há 10 anos, apostando no trabalho. A gente está colaborando com a música baiana e o sucesso vem porque é uma música que não foi injetada, não apareci do nada. Temos uma história, trabalhamos e nos dedicamos muito ao trabalho.
O que o público pode esperar neste carnaval?
Quero todo mundo “Inventando Moda” (música de trabalho) com Magary Lord. Cada um dançando do seu jeito, sem rótulos e coreografias. A música é uma maneira de expressar e liberar o corpo a vontade.