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COLUNA PERFIL DE CRAQUES – ORLINDO LOPES PARA O INFORME IPIAÚ

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Na coluna “História do Esporte de Ipiaú”, o colunista Orlindo Lopes traça o perfil dos jogadores que marcaram época no município de Ipiaú. Uma oportunidade de relembrar aquilo que há de melhor no esporte ipiauense.

 

BOLA DIVIDIDA

Confesso que meditei muito antes de fazê-lo, temeroso que fiquei em relação a possíveis reações inesperadas.

A proposta de ao meu modo homenagear futebolistas de Ipiaú do passado, com cuja grande maioria dividi alegrias e tristezas no futebol, além de satisfazer um desejo que sempre tive de relembrá-los escrevendo, é antes de qualquer outra coisa poder narrar tudo que vi, que senti, e que aprendi.

Nas últimas crônicas que tenho publicado, e devo afirmar com todas as letras que também elas foram extraídas de fatos corretamente verídicos, e que nunca precisei recorrer a mentiras para agradar ninguém, mesmo porque, graças a Deus, consegui catalogar um acervo razoável que tenho guardado na memória e em arquivos, alguns dos enfocados, poucos, claro, parece não terem entendido o verdadeiro sentido do elogio direcionado, assim como se homenagem fosse objeto, e que para ser dirigido quem se propõe a escrever tivesse que ter a autorização de quem a merecesse, e não é bem assim, homenagem não se pede, elogios não se compra, histórias não se inventa. São coisas que têm que aflorar naturalmente, os tempos se encarregam de produzi-los e em todos os casos depende única e simplesmente do estado de espírito e do conhecimento aprofundado de quem os traduz escrevendo. Pelo menos assim penso eu.

Quando aceitei o convite dos meus amigos irmãos Márcio e Marcelo Martins, e isso já faz mais de um ano, para conduzir a coluna que assino em seu Blog, e que reputo da maior importância, não tive o despreparo de consultar nenhum dos quase setenta nomes que listei acerca de poder ou não citá-los. Dei-me à ousadia de achar que assim procedendo estaria sendo solidário a todos aqueles que muito fizeram pelo futebol de Ipiaú numa época, em que todos nós tivemos participação efetiva e brilhante.

Nesse aspecto acho que tenho cumprido e seguirei cumprindo à risca a minha missão. E tenho certeza que esse é o sentimento dos meus amigos, independente de já terem ou não sido contemplados em meus escritos.

Recentemente tenho sido abordado por alguns dos que até agora citei, felizmente pouquíssimos, que contestaram a veracidade do que narrei, achando eles que errei em não tê-los procurado para colher informações mais precisas, com o que logicamente não concordei, já que mantenho a opinião de que HOMENAGEM, de qualquer forma que venha deve ser sempre acatada.

Aceito, sempre aceitei discutir detalhes, analisar sugestões, desde que ocorram de forma amplamente amistosa.

Paciência. Bola dividida!

Àqueles que aceitaram de bom grado o que escrevi, o meu carinho. Aos que eventualmente não tenham entendido a nossa proposta, o meu perdão

 

O excelente “cabinho”

 

A tradicional e querida Avenida São Salvador, sem dúvida, desde muitos anos, vem sendo importante e interminável fonte de valores. Seja no esporte em geral, para quem tem sido comprovado celeiro de craques, como em outras atividades sociais e econômicas, essa parte histórica de Ipiaú sempre deu sua partícula significativa na nossa crescente evolução.

No futebol especialmente, dali sempre surgiu muita qualidade. Os torcedores mais antigos devem recordar, por exemplo, de jogadores  épicos, como os irmãos Cardoso, Clemildo, Lourinho Parteira, Washington, Diu, Cabinho, o nosso personagem desta semana, e vários outros. Todos, sem exceção, produzidos pela velha e magnífica comunidade da Avenida, que foi pioneira na criação de espaços para que seus jovens tivessem melhores condições de aprimoramento na arte de jogar bola.

Cabinho, cujo nome de batismo é Jonathan Brito Lago, foi craque consagrado, daqueles que até hoje mais brilharam no cenário do futebol ipiauense.

Peça integrante de um grupo de jovens promissores selecionados e comandados pelo saudoso comerciante e fazendeiro Rubem Ribeiro em meados da década de sessenta, todos eles provenientes de uma  safra venturosa, entre outros, seu irmão Jota, Pedrito, Creosmar, Alcides, Ranganga, Ari, Eli, também eu tive o enorme prazer de estar sempre presente, Cabinho participou com o grupo de uma série de jogos amistosos programados por “seu” Rubem em várias cidades circunvizinhas, como Ibiratáia, Itagiba, Itagi, Gandu, que serviram para dar mostras do que seria num futuro bem próximo aquele punhado de craques em formação.

É claro que acabou vingando. Era muita qualidade junta, tinha que produzir resultados favoráveis, a bem do futebol de Ipiaú!

Cabinho já então jogava futebol em nível elevado. Um grande lateral direito. Destro, extremamente habilidoso e marcador implacável, após rápida passagem pelo Vasco da sua amada Avenida, ele vinculou-se por afetividade ao magistral Ipiaú, onde passou bom tempo dividindo seu belíssimo futebol com a Seleção ipiauense.

Cabinho jogou em times amadores fantásticos! Antes no Vasco de Val Careca, ao lado de nada mais nada menos que Clemildo, Creosmar, Cardoso, Valdemir, Quadros, depois no Ipiaú de Euro e Dizon, com Pedrito, Gilberto Podão, Joca Mamão, Penin, Diu, Caçote, Bau, Parará, Noelito, verdadeiros monstros sagrados, no excelente Botafogo de Jequié, mas jogou muito mais ainda com maestria e incrível categoria, nas muitas vezes em que vestiu a camisa da Seleção de sua terra, em jogos oficiais ou amistosos.

O que mais impressionava em Cabinho era a regularidade. Ele sempre mantinha um nível de atuações absolutamente igual! Jogava muitíssimo bem e sempre!

A afetividade de Cabinho em relação à sua terra e por conseqüência ao futebol de Ipiaú era tão profunda, que ele, mesmo havendo sido convidado em muitas oportunidades a jogar em outros times e outras seleções da região, jamais deixou de estar disposto a servir à Seleção de Ipiaú e ao seu amado Ipiaú.

Cabinho fez parte daquela Seleção de Ipiaú do fatídico jogo contra a Seleção de Jequié, em que aqui vencemos por dois a zero e lá, após estarmos ganhando pelo mesmo placar, já nos instantes finais da partida, eles vierem pra cima da gente desceram a madeira, apanhamos pra burro e, por influência de políticos jequieenses importantes à época, acabamos vergonhosamente eliminados, numa até hoje grotesca e inexplicável reversão de pontos em favor de uma Seleção derrotada duas vezes em seqüência, e saímos prematuramente da competição, para espanto de todo o interior do Estado da Bahia. Nunca vi nada igual!

Cabinho foi dos que mais apanharam, eu era reserva da Seleção, estava lá, ele foi agredido covardemente por vândalos que promoveram um espetáculo deprimente que já naquela época não condizia com a irmandade que o tempo teimou em produzir, e felizmente conseguiu, entre esses dois prósperos municípios baianos.

De família conhecidíssima da Avenida São Salvador, Cabinho, que faz tempo está distante da gente, é filho do saudoso ex-Cabo Pedro, e daí certamente surgiu o apelido, e Da. Lindaura, senhora influente naquela comunidade e que não está mais conosco, e seus irmãos, Jairo, um excelente zagueiro central, outro Cabinho, que também jogou com boa dose de qualidade, além de Jota, que desde os tempos do velho e saudoso Ruben, exibia aptidões para goleiro, mas não deu prosseguimento à carreira.

Numa seqüência de afinidade, além dele e dos irmãos, surgiu também seu sobrinho Fábio, ótimo zagueiro de seleções de Ipiaú e da região, chegando a disputar alguns intermunicipais aqui e fora, mas parou cedo, outros, como Fagner e Flávio, mesmo não exercendo maiores tarefas dentro das quatro linhas, fora dos campos, direta ou indiretamente, sempre deram e continuam dando contribuições valiosas ao futebol de Ipiaú. São todos, por conseqüência, pessoas ilustres e finíssimas!

Foi extremamente gratificante relembrar um dos maiores laterais direitos produzidos em Ipiaú em todos os tempos!

A exemplo da crônica anterior quero dedicar à família Brito Lago, de quem sempre fui amigo, esta sincera homenagem que presto a um dos seus mais honrados e dignos representantes.

Muito axé, meu irmão Cabinho!

O velho Chico!
O título que damos à matéria da coluna “dois toques” desta semana, que retrata um dos personagens da maior relevância no âmbito do futebol de Ipiaú, ainda que seja altamente sugestivo, não tem necessariamente a função de espelhar o tradicional, belo e importantíssimo Rio São Francisco, xodó de todos os mineiros, baianos, sergipanos, alagoanos, que lhe deram o carinhoso apelido.

A referência é uma tentativa de contarmos em linhas pelo menos parte de uma linda história que José Francisco Barros de Oliveira, “Chico”, ou “Chico Contador”, construiu durante sua passagem pelo nosso futebol principalmente. É lógico que ele brilhou intensamente e com muita galhardia em todas as áreas em que atuou na vida, mas foi no esporte, especificamente no futebol, onde ele foi magistral, se considerarmos um monte de qualidades que ele tinha e que as demonstrou tanto quanto jogava, quanto depois, quando então passou a ensinar aos mais jovens, sempre pelos meios mais apropriados e recomendáveis.

“Chico” teve uma passagem relativamente curta como jogador de futebol. Surgiu, como muita gente boa de sua época, da base do Independente, e passou pelas mãos sábias e preciosas do mestre Edval. Chegou ao Vasco da Avenida São Salvador, onde estivemos juntos, e formou num time inesquecível recheado de craques. Passou pouco tempo lá e em seguida foi para o Ipiaú, jogando sempre com muita eficiência como lateral direito, hoje ala, chegando à Seleção, disputando amistosos e alguns campeonatos intermunicipais.

“Chico” foi o fundador do Nacional, clube que revelou para Ipiaú e para a Bahia, uma série de craques que a gente conhece, mas não cita nomes por temer cometer injustiças.

Ele foi um dos pioneiros da base do nosso futebol. O estilo sutil, educado e gentil com que tratava todos os meninos bons de bola que eventualmente ele descobrisse e que carecessem de seus cuidados, foi a sua marca principal. Jogador que ele pusesse a mão sobre a cabeça e afirmasse possuir qualidade podia seguir adiante sem temor, vingaria no futuro com certeza, e isso acabou acontecendo. Um punhado deles não apenas esteve freqüentemente perto dele como revelação para o futebol, outros tantos foram revelados para a vida, e ainda que tivessem demonstrado aptidões para a arte do jogo da bola, vingaram como cidadãos, como pais de famílias exemplares, como amigos fieis. Posso citar alguns, como Nilberto, atual Diretor de Futebol da Prefeitura Municipal de Ipiaú, que tem orgulho de ser identificado também como “Beto de Chico”, numa justa alusão ao bondoso mestre, mais Osório, Ivan, Dezo, Rosílson, Nem Patinha, Antônio Maria, Carlos Sande, e outros que estiveram igualmente muito ligados a ele.

Se no esporte “Chico” foi um autêntico exemplo de vida, fora dele, no convívio com os vários amigos estrada a fora, foi um ser humano de níveis elevadíssimo de qualidades difíceis de serem comparadas às de qualquer outro.

Nosso queridíssimo irmão “Chico” foi casado com uma criatura admirável em todos os sentidos, que foi e verdadeiramente ainda é, a sua outra metade, uma das mulheres mais honradas que conheci, a digníssima Professora Norma, e deixou também um filho, Luan, que tudo leva a crer, se Deus quiser, será um seu fiel seguidor nos freqüentes atos de generosidade praticados ao longo dos tempos, seja no futebol ou na vida comum simplesmente, e que são pessoas que acho que, por uma questão de justiça, jamais o esquecerão.

Tivéssemos todos nós a oportunidade de reverenciar essa criatura de grandeza incontestável enquanto vivo, faríamos isso com certeza como forma de demonstrar o quanto ele representou.

José Francisco Barros de Oliveira, “Chico”, jamais sairá da memória de todos aqueles que o conheceram em vida, e que têm por ele verdadeira adoração!

A história de Chico representa um aprendizado precioso para toda uma geração, que perdeu por não tê-lo conhecido.

Estou honrado de ter podido fazer essa homenagem a uma das pessoas que mais admirei na vida, e que me enriqueceu a alma com a sua significativa amizade!

Que Deus o tenha, “Velho Chico”!

Dos melhores que já ví

A exatos quarenta e três anos atrás, mais especificamente em meados do ano de 1968, para ser mais preciso ainda, no mês de outubro, chamava a atenção de toda esta região, o Campeonato Municipal de Poções. Como não podia deixar de ser as notícias chegaram aqui fresquinhas, e davam conta de uma competição a nível elevadíssimo.

Era comum os grandes times ipiauenses enviarem alguns de seus diretores para fazerem observações e, se possível fosse, contratar aqueles jogadores que mais se destacassem, ou pelo menos alguns deles.

E aí, não podia ser diferente, o Independente designou nada menos que Jaime Cobrinha para a missão, e ele imediatamente assumiu, passando a viajar para Poções todos os domingos em que ocorriam rodadas pelo Campeonato.

Por volta da terceira rodada, a tabela marcava um clássico local de muita rivalidade, entre Bahia x Poções. Os dois rivais haviam feito contratações mirabolantes e se equiparavam em qualidade. Pelos lados do Bahia, que havia trazido jogadores de todas as regiões do Estado, naquele clássico chamava a atenção Davi, um mulato nativo, ainda muito jovem, que desde a sua estreia no Campeonato, já era destaque entre as principais estrelas. Canhoto e como muita noção de apoiador, jogava o fino da bola.

Naturalmente que a jovem promessa impressionou o velho e bom Cobrinha, que assistiu ao jogo ao lado de diretores do clube a que Davi era vinculado, e que eram seus amigos.

É claro que durante o desenrolar da partida, que acabou um a um, e Davi sendo autor do gol do seu time, aliás, um golaço de falta, o diretor rubro negro tratou de informar-se detalhadamente de como proceder para trazer o craque para o time preto e vermelho. Como fazer, e a quem procurar foi uma questão de tempo. A amizade com os dirigentes do Bahia pesou, e de repente estava o emissário ipiauense cara a cara com Davi, ainda nos vestiários.

Indagado sobre a possibilidade de jogar no Independente, para surpresa de Jaime, Davi imediatamente respondeu, o de Ipiaú? Cobrinha, ciente de que o jogador já conhecia a fama de seu time, confirmou e o jovem craque sinalizou positivo, mas pediu a Jaime que entrasse em contacto com o pessoal do Bahia local, porque ele havia dado a palavra de que iria até o final do Campeonato, e só deixaria o Clube de Poções àquela altura se houvesse a liberação legal.

Foi a gota d’água!

Por questões justas Davi não pôde vir com Jaime naquela noite de domingo.

No dia seguinte Davi arreou as malas em Ipiaú, e foi recebido por Cobrinha. O treinador do Independente era o excelente Edval, que determinou que o jovem fosse encaminhado para a sede do Clube, onde deveria ser instalado e incorporado ao grupo que já morava lá.

Quando Davi participou do primeiro treino com bola, desde então, não foi preciso provar mais nada. Era craque. O Independente e o extraordinário Jaime Cobrinha haviam acertado em cheio.

A estreia de Davi em Ipiaú não foi propriamente no Independente. Aconteceu de forma absolutamente estranha e incomum. O Ipiaú, maior rival do time vermelho, representando a nossa Seleção, foi fazer um amistoso na cidade de Castro Alves, e levou alguns jogadores do Independente, como Wilson, Gino, Mundinho, Bueiro, eu, e o novato Davi, a pedido de Cobrinha. Ganhamos o jogo por um a zero, eu fiz o gol, e no segundo tempo saí e dei lugar a Davi, que no restante da partida, mostrou um futebol realmente acima do imaginado. Era jogador diferenciado.

Daí a tornar-se estrela de brilho intenso no Independente e na Seleção de Ipiaú, foi um pulo. Caiu no agrado do torcedor ipiauense como craque de futuro, com futebol para ser exibido em times profissionais de qualquer Estado do País. Depois de notabilizar-se aqui, Davi foi para o Vitória, e de lá para o Guarani de Campinas, onde fez história.

Tenho que registrar uma passagem profundamente marcante quando da sua estada aqui.

Jogando pela Seleção de Ipiaú uma partida aqui, contra a de Vitória da Conquista, perdíamos por três a um, e ele na segunda etapa do jogo, com uma atuação inesquecível, fez os três gols da virada, levando o torcedor ipiauense ao delírio. Nunca antes aqui tinha acontecido coisa igual!

Tive a alegria de assistir certa feita, duas partidas em que Davi participou brilhantemente. Uma em Campinas, um derby, Guarani x Ponte Preta, em que ele fez o gol da vitória do bugre por um a zero, e outra no Pacaembu, quando ainda jogava no Vitória, contra o Santos de Pelé, em que ele jogou tanto que deixou Carlos Alberto Torres, então capitão santista, impressionado a ponto de chamá-lo de cracaço.

Davi parou de jogar, mas nunca deixou de estar ligado ao futebol. Foi treinador, dirigente de clube, conselheiro, sempre contribuindo com muita competência com o esporte em sua terra e em seu Estado, o futebol que ele amou acima de quase tudo na vida.

Quis eu, na condição de amigo, relembrar com extrema satisfação, parte da convivência entre nós em Ipiaú, de um ser humano dos mais valorosos, e um jogador dos melhores eu vi jogar.

Valeu, Davi!

NANI GUARÁ

Pois é amigos, não é necessariamente preciso que o nosso personagem semanal seja, ou tenha sido, uma grande celebridade. Pelo menos no tocante às homenagens a que me propus fazer até hoje, sempre pensei desta forma. Evidente que é interessante a gente destacar aqueles que de certa forma conquistaram notoriedade mais expressiva, que jogaram nos nossos principais clubes ipiauenses, cada um, ao seu modo, justificando sua própria história.

Mas há aqueles para quem as luzes não foram tão intensas e os holofotes não alcançaram, assim como o clicar das velhas e saudosas “máquinas de tirar retratos”. Não que eles não merecessem e que não justificassem qualquer citação ou coisa parecida, mas porque existia uma distância acentuada entre a estrela que brilhava muito e aquela que pouco iluminava.

Ananias Ribeiro da Silva, nome pelo qual muito pouca gente ou quase ninguém o conhece, preferindo chamá-lo pelo apelido de Nani, ou Nani Guará, o nosso ilustre personagem desta semana,  talvez represente a figura típica de explicação mais convincente. Surgiu, como muitos outros de sua época, nas até hoje festejadas e com justiça cantadas em prosas e versos, areias do Rio de Contas, sem festas, sem focos, sem qualquer badalação. De lá foi convidado a jogar no Comerciário, onde também atuavam seus irmãos, Cudo, Bete e Pimenta, e como titular, foi campeão ipiauense. Era um time afamado e respeitado nos quatro cantos da cidade, e já arrebanhava um bom número de torcedores. Além  dele e seus irmãos, jogavam também outros bons jogadores, como Bilene, Renê, Lourival Paneli, Gazo (da Serraria), os irmãos Carmerindo e Laudelino, Fia, Afrodísio, Juba, entre muitos outros.

Poucas temporadas depois, finais da década de cinqüenta e início dos anos sessenta, quase todos os jogadores do Comerciário se transferiram para o então recém fundado Cometas. Na verdade o que efetivamente aconteceu foi apenas uma alteração de nome, já que além dos atletas, também os diretores do novo clube foram quase que os mesmos do anterior.

No Cometas, Nani teve uma passagem muito mais marcante. Era ponta esquerda à antiga, e formou num ataque muito forte, na maioria das vezes jogando ao lado de Bilene, Renê, Juba, Fia, e outros cobras.

Nani foi um dos protagonistas do para nós, fatídico, jogo em que o Independente, depois de uma série impressionante de jogos invictos, caiu ante a bravura do Cometas, perdendo por quatro a três, numa tarde que realmente ficou na história. É lógico que estamos julgando pelo poderio econômico do Independente de então, comparado à humildade, e pequenez teórica do grande Cometas, valendo ressaltar que a vitória foi da maior justiça.

Nani parou faz tempo, muito tempo! De jogar, claro. Tem o mesmo vigor dos tempos de Comerciário e Cometas na diversão que sempre foi uma de suas maiores paixões ao lado do futebol, a pesca. Pesca sem fins lucrativos, coisas de aposentado, puramente passa tempo. Volta e meia lá está ele, às margens do Rio de Contas, com amigos ou sem eles, noite a dentro, jogando a tarrafa ou a rede, o que ele faz com indisfarçável alegria há muito tempo, desde que deu adeus à bola.

A marca maior, a principal característica de Nani Guará, é uma das  mais sublimes de qualquer ser humano: a humildade. Decente ao extremo, de tão absoluta correção, esta criatura abençoada por Deus só fez amigos na vida. Que bênção eu ter podido homenagear aqui, uma das criaturas ipiauenses que mais admiro, por quem sempre tive o maior respeito e a mais profunda consideração!

Valeu, mas valeu muito, meu irmão Nani!

Texto 2 – HILDEBRANDO E O FUTEBOL

Há seres humanos sobre os quais é difícil qualquer cidadão escrever. Aqueles que têm histórias das mais diversificadas principalmente. É que quando as pessoas para quem a gente tenta traduzir no que escreve uma certa admiração, e por consequência é levado a homenagear, representaram ou representam alguma importância para a própria sociedade em que vivem ou viveram, pela complexidade de suas respectivas trajetórias em qualquer campo das atividades em que participam ou tenham participado, a tarefa torna-se excessivamente espinhosa, difícil.

Este é o caso do meu personagem desta semana. Político admirável em todos os sentidos, excepcional prefeito em duas gestões, e desportista nato, dos mais dignos e importantes que conheci e com quem tive a honra de conviver no futebol e fora dele, fui tomado pela emoção de ter que transpor as dificuldades de que lhes falo acima, para chegar ao ponto de poder, pelo menos em parte, traduzir nestas linhas pelo menos um pouco daquilo que sei sobre a sua passagem gloriosa também no futebol de Ipiaú. Mas apenas no futebol. A extraordinária vida política dele é uma outra questão. Creio que está muito além das minhas limitações.

Estou falando de Hildebrando, um dos mais versáteis e inteligentes filhos desta terra.

Que ele está entre os mais importantes políticos ipiauenses de todos os tempos, todo mundo sabe. Da mesma forma, é de conhecimento geral que como Prefeito e detentor de dois mandatos, ele figura numa lista extensa de desbravadores fantásticos, destemidos e valorosos, que nos deram o necessário suporte para vivermos aqui com orgulho e decência os dias que hoje vivemos.

Agora, a brilhante participação de Hildebrando, também no futebol de Ipiaú, muito pouca gente sabe. Pelo menos aqueles desportistas que são de uma geração mais recente.

Tenho que registrar que Hildebrando, além do Independente, era fanático torcedor do Bangu, do Rio de Janeiro, campeão carioca de 1966, um dos poucos que conheci.

Hildebrando foi uma espécie de alavanca para a grandeza do respeitado Independente, que era seu time do coração.

Ao lado de Cobrinha, Jujú, Guanabara, Sandoval, Odilon Costa, Emídio e Cesário Barreto, Zenildo Borges, Dr. Geraldo Magalhães, entre muitos outros, Hildebrando ajudou a dar sustentação ao grande rubro negro, e por ele praticamente fez tudo que era possível. Na década de sessenta, por exemplo, ele foi treinador interino do “vermelho” e demonstrando enorme competência, ajudou a conquistar o título em 1966. Com igual capacidade exerceu a mesma função à frente da Seleção de Ipiaú, no então Torneio Intermunicipal de 1968.

Hildebrando encabeçava orgulhosamente todo e qualquer movimento que fosse preciso fazer em prol principalmente do futebol de Ipiaú. Ele ia além dos limites. Quando os recursos repassados pela então Administração Municipal para a Seleção de Ipíaú disputar um Intermunicipal se esgotavam, ele recorria pessoalmente aos amigos e colhia o necessário para toda a campanha.

Hildebrando tinha o dom de sensibilizar. Fazia-se ao mesmo tempo forte, adorado e perseverante, também quando angariava recursos para duas das outras coisas que ele mais amava: festa do glorioso padroeiro São Roque e Firlamônica Alberto Pinto.
A exemplo disso, uma coisa me deixa intrigado: parece que se foram com ele a Filarmônica Alberto Pinto, o fantástico Independente, e o brilho encantado das inesquecíveis e lindas festas de São Roque.

Três coisas que nós nunca mais vimos e acho que jamais veremos!

Não preciso explicar o tamanho do orgulho e da emoção de que fui possuído, no momento em que me ocorreu falar desta autêntica glória do futebol de Ipiaú.

Saudades, velho e bom Hildebrando!

MUQUIADO

Se de repente por acaso alguém perguntar sobre Renan Araújo Lopes, bem pouca gente teria condições de responder acertadamente de quem se trata. A não ser que a indagação seja feita a algum dos seus muitos amigos, principalmente aqueles mais chegados. Contudo, se por ventura ao invés de Renan, alguém indagar acerca de Muquiado, mas Muquiado mesmo, nada relacionado a “moqueado”, aí sim, Ipiaú inteira conhece e sobre ele dá as melhores informações.

Pois é, ele é o meu personagem desta semana. Por uma série de motivos. Primeiro, pelo extraordinário futebol que jogou, e numa posição altamente delicada de meio campista, em que conseguiu construir uma carreira ainda que curta, mas de tal brilho que justifica qualquer homenagem que a ele alguém que por ventura o conheça e viu jogar possa dirigir. Depois, ao longo de uma passagem pelo futebol, como jogador, em que melhor que muita gente fez prevalecer a qualidade e a maestria, e fazendo absoluta questão de demonstrar que nunca foi preciso se recorrer à truculência para alcançar etapas mais elevadas de qualquer estágio, no tocante ao jogo da bola. Muquiado deu provas incontestáveis de que futebol, seja profissional, amador, ou apenas como mero divertimento, para a própria preservação do seu encanto, tem que ser tratado e praticado como algo que vai além da imaginação de quem o aprecia e adota como esporte. E nesse aspecto ele foi praticamente imbatível. Obedeceu a regras, impôs condições, e onde quer que tenha jogado, nos campos, nas areias, na terra batida, no Colégio, não importava, os métodos eram sempre os mesmos. Dava aos babas a mesma importância com que encarava os jogos oficiais, e da mesma forma, tratava os companheiros dos “rachas” com o mesmo reconhecimento que dispensava comumente aos jogadores amadores casualmente mais afamados e badalados. Sempre foi assim, autêntico, sincero, decente, correto, em tudo que faz.

Alguns outros fatores, além do futebol, foram fundamentais para a notoriedade de Muquiado no âmbito da nossa sociedade. A simplicidade, a versatilidade, e principalmente a enorme simpatia.

Uma das marcas registradas de Muquiado, entretanto, era, e ainda é, a incrível capacidade de contar causos, de prosear. Aliás, em volta da banca de revistas da Praça Ruy Barbosa, no centro da cidade, que não é mais sua, mas ainda tem seu nome, ele reunia os amigos, e mesmo no vai e vem do trabalho, achava um tempinho para atualizar a todos, como se ali fosse uma central de informações. E como não podia ser diferente, o tema principal abordado era invariavelmente o bom e velho futebol.

Todos nós nos acostumamos a isso. Era sagrado, obrigatório.

Importante ressaltar, longe ainda estava a internet. Mas o nosso inteligente e hábil Muquiado, esbanjando sabedoria, já funcionava como uma espécie de rede mundial de informações daqueles tempos. Muita gente tirou proveito disso, inclusive eu, na condição de um dos seus mais afetivos admiradores.

Uma das recompensas mais importantes que Muquiado teve pelo que tem representado para vida, é a família maravilhosa que ele conseguiu por puro merecimento constituir.

Casado, muito bem casado, diga-se, é pai de dois filhos admiráveis que saíram à sua e à feição de sua esposa, e que são cópias fieis de seus princípios.

Mas posso tranquilamente afirmar que o que mais identifica Muquiado, ou Renan Araújo Lopes, é a dignidade. Não há como contestar sua constante e significativa parceria com a família, com a vida e com os amigos.

Se há uma coisa que Muquiado não conseguiu construir e jamais construirá na vida, foi inimigo. Não teve e não terá como fazê-lo. Gente da marca dele não se indispõe nunca. Está sempre aberto ao diálogo. Tudo por conta do respeito ao semelhante, indistintamente.

Tentei traduzir em escrito, um pouco do que para Ipiaú, e para todos nós representa Renan Araújo Lopes, Muquiado, não apenas como genial jogador amador de meio de campo que foi, mas sobretudo como ser humano dotado de incontáveis qualidades, que tem dado ao longo dos tempos contribuições extremamente significativas para o progresso da abençoada  Ipiaú que amamos.
Axé, meu velho e bom Muquiado!

EGILDO 4 X INDEPENDENTE 3

Aquele domingo de 1966 amanheceu chuvoso. Na noite anterior, os namorados sequer tiveram condições de ir ao cinema. A noitada do Salão Grená de “Tia Ló”, sem plumas e paetês, não teve a freqüência dos viciados “sorrateiros”. Com a falta de opções em função das fortes chuvas, até o Circo Nerino fora impedido de apresentar espetáculo. Restava o futebol do domingo à tarde para salvar o fim de semana. Sei não, o céu nublado, dia cinzento, alguma coisa espantosa parecia estar prestes a acontecer.

Na classificação do Campeonato, até então o Independente de Jaime Cobrinha era líder invicto e cruzaria com o modesto Cometas de Biribinha. Desnecessário afirmar, a diferença de qualidade entre os dois era tão grande, que os apostadores davam largas vantagens e mesmo assim não encontravam quem arriscasse uma fezinha. Claro, tudo no campo das teorias. As previsões indicavam como favorito o Independente, claro, que na rodada anterior havia aplicado uma goleada num adversário de igual porte comparado ao Cometas.

Ainda que tenha ocorrido um verdadeiro dilúvio, o cenário estava pronto, o palco oferecia condições, afinal o Estádio Pedro Caetano jamais havia imposto o adiamento de qualquer rodada de um Campeonato, por qualquer que fosse o temporal. É claro que não tinha o sistema de drenagem de hoje, mas mesmo quando chovia em excesso não havia acúmulo de água que ocasionasse a suspensão de qualquer espetáculo.

Feras do líder à parte, de todos os jogadores do Cometas, Carmerindo, Laudelino, Juba, Bilene, Guará, Menon, o jovem estudante Egildo, o personagem de hoje, era o que tinha uma expectativa bem maior em relação ao jogo. Precisava jogar. Na defesa, no ataque, no meio de campo, não importava, queria estar entre os titulares. Vencer o poderoso time dos “barões” era uma questão de honra. Haviam dito muita besteira antes da partida, nos bares, na porta do Cine Éden, no jardim, e até em “Tia Ló”, coisas assim, como “não tem nem graça”, “vai ser moleza”, e as chacotas chegavam aos ouvidos de Egildo principalmente, como forma de machucar, de humilhar.

A diferença entre os adversários daquele dia se configurou ainda mais claramente, no instante em que os dois times chegaram ao Estádio. O Independente, conduzido desde a sua confortável sede própria na Avenida Lauro de Freitas, em transporte apropriado, enquanto o Cometas fazia o mesmo percurso, quando não andando, habitualmente sobre a carroceria do caminhão do generoso torcedor Serrotão, uma das pessoas mais populares e queridas de Ipiaú, que era um dos torcedores mais ilustres do time “amarelo”.

Egildo mostrava-se disposto a vender caro qualquer resultado a favor do Independente, mas não poderia jamais imaginar que acabaria sendo ele o principal personagem daquela tarde histórica.

Uma eventual derrota custaria ao poderoso Independente, primeiro a invencibilidade, depois a perda da liderança justamente para o seu arquirival, o Ipiaú, que assistiria a tudo de camarote, e finalmente, teria que admitir que no futebol por menos expressivo que qualquer adversário pareça, o respeito deve ser levado em conta, pois definitivamente “só se pode conhecer o resultado de um jogo depois que ele se encerra”!

O até então imbatível Independente até que jogou bem, mas a garra e a superação do Cometas, aliadas à liderança de Egildo, foram suficientes para jogar por terra todo um inoportuno favoritismo prematuramente festejado, e quando o placar final mostrou a vitória do Cometas por quatro a três, com dois gols dele, um de Valmir (VBO), e um de Fia, os jogadores do Independente, atônitos, não acreditavam, custavam a crer que Egildo acabava de derrubar todas as diferenças, e jogando um futebol de encantar, sendo, portanto, o fator de desequilíbrio da partida, e como lateral direito, posição em que não se tinha liberdade para atacar.

No dia em que tudo deu certo para o Cometas, que jogou um futebol de gente grande, Egildo deu as cartas, Menon deu um “nó” no endiabrado Valdir, Juba anulou Bueiro, e Huguinho desceu a madeira e foi expulso, Biribinha, humilde ao extremo, encurtou os caminhos do seu Cometas no percurso até a glória, pelo menos naquela tarde inesquecível.

Se bem conheço Egildo, esta talvez tenha sido uma das mais vibrantes vitórias em toda a sua passagem pelo futebol amador, e obtida com extrema galhardia, graças à sua liderança incontestável.

A comemoração, então, suponho ter sido dividida entre muito “twist” e boleros à meia luz, na penumbra dos salões do Mandarin, nos Dez Quartos, que era reduto dos boêmios dos Cometas.

Uma festa “porreta”, à altura do merecimento dos heróis!Greve na Bahia definitivamente acabou.Em assembleia realizada no fim da tarde deste sábado (11), policiais militares decidiram encerrar a greve no estado, que já completava 12 dias. A desarticulação total do movimento acontece a cinco dias do carnaval de Salvador. O grupo que participou do encontro havia insistido na manutenção da greve mesmo após desocupação da Assembleia Legislativa e da convocação oficial do governo do estado para o retorno imediato ao trabalho.

Na saída da assembleia, manifestantes cantavam em coro “Ô, a PM voltou” e a maioria não quis conversar com a imprensa. Um deles disse que a “greve acabou pelo bem da sociedade”. Segundo PMs, cerca de 300 pessoas participaram da reunião, entre policiais e familiares.

O admirável Zenildo

Na década de sessenta, quem visse aquele moço alto, forte, ainda jovem, envergando a camisa três dos aspirantes do inesquecível Independente de Juju e Cobrinha, do Vasco de Louro, ou ainda do fabuloso Ipiaú de Dizon, e ainda não o conhecesse pessoalmente, de certo que tiraria conclusões precipitadas.

Zenildo, o nosso personagem desta semana, em razão do seu corpanzil, dava a ideia de zagueiro desleal, viril, e batedor, do tipo Abel, Brito, Fontana, Beline, que eram temidos e excessivamente respeitados pelos atacantes brasileiros, sobretudo porque chegavam antes, impunham autoridade na defesa, não alisavam seja quem fosse o adversário, de time grande ou pequeno, não importava. Se não levavam vantagem no jogo leal e tivessem que apelar para evitar uma chance de gol contra seu time, fatalmente apelavam.

Mas mesmo que a princípio passasse essa falsa impressão para as pessoas, na realidade Zenildo era de uma docilidade, e de uma decência sem limites. Dos beques conhecidos como “carniceiros” ele não tinha nada. Jogava limpo, na bola, jamais utilizou a força que lhe era comum para ganhar uma jogada de qualquer que fosse o avante contrário.

Em plena evolução do futebol de Ipiaú, para qualquer time disputar um campeonato municipal, era obrigado a inscrever junto com o titular, também um time de aspirantes, que era formado por jogadores que não eram utilizados pelo treinador da equipe titular, mas que sonhavam um dia figurar entre os titulares. Por isso ótimos times da base foram formados por Independente, Ipiaú, Vasco, Cometas, Estudantes, Fluminense, e os jogos preliminares eram aperitivos que atraiam os torcedores a chegarem mais cedo ao Estádio e ao invés de um, assistiam a dois grandes jogos, um após o outro.

Foi quando conheci Zenildo. Ele participava dos aspirantes do Independente. Jogamos juntos muitas vezes. Aliás, fomos campeões. Era um timaço! Me lembro do time, João Nega, Chico, Zenildo, Nelsinho e Wilson, Ely e Enéas Macedo, Ari, Cica, Daniel e Orlindo. Ainda tinham alguns reservas, mas naquele tempo não se podia fazer substituições. Todos novinhos em folha, chegando aos dezoito, apenas começando, uns jogavam muito e alcançaram o time de cima, outros nem tanto, mas que a molecada toda tinha talento, isso tinha!

Desde o meu primeiro contato como amigo de Zenildo, tive sobre ele a melhor das impressões. Extremamente gentil, e gente de extrema qualidade, não conseguiu limitar o carinho que sempre dispensou aos amigos.

O futebol não foi profissão para Zenildo. Durante o tempo em que ele jogou no Independente, no Ipiaú, ou na própria Seleção, jamais tive conhecimento de que ele tenha exigido qualquer coisa em troca.

Zenildo, até aqui, deu um monte de exemplos na vida, de cidadania e de lições para nossos filhos e netos, excelente educador, amigo fiel e decente que sempre foi, hoje goza naturalmente de uma recompensa das mais valiosas, que é a certeza de que toda Ipiaú o admira e idolatra com a maior justiça, pelo amigo e pai de família exemplar que é.

De todas as formas possíveis e imagináveis Zenildo serviu à sua terra amada. Por muitos anos foi funcionário do mais alto gabarito do Banco do Brasil, foi e ainda é mestre no ensino da matemática, ajudou a formar para a vida grande parte do que era a juventude da sua época, e além de muitas outras ações sociais, atualmente exerce o elevado grau de Venerável da Loja Maçônica Fraternidade Rionovense, que ostenta com soberania e equilíbrio, enchendo a todos nós de muito orgulho.

Estou certo que esta é uma homenagem que todos os ipiauenses, indistintamente, gostariam de fazer a este moço nobre, de caráter ímpar, e por isso a minha responsabilidade em fazê-la cresceu gradativamente.

Zenildo, esse notável ser humano, com certeza, escreveu com letras vivas o seu honrado nome numa página inteira do livro que conta a história do futebol de Ipiaú. Você merece sim, meu amigo Zenildo!

Que Deus o abençoe, meu irmão!

Kipá um Cracaço!

Durante algum tempo desde a fundação do grande Temão, permaneci à frente da Comissão Técnica e adicionei uma nova função à que já exercia. Eu era ao mesmo tempo treinador e uma espécie de olheiro. Era compensador. Ipiaú e toda a região cacaueira produziam muitos craques. Em todos os lugares em que a gente procurasse, aqui ou em outra cidade regional qualquer, encontrava jogadores de ótimo nível. O aval do proprietário do Clube era uma constante. Daí, para contratar, não havia nenhum problema. O alto poder aquisitivo do “time azul” era uma realidade.

Na verdade o Temão já tinha um esboço daquilo que se pensava para a formação de um time extraordinário. Já havia contratado um monte de jogadores dos muitos que o amadorismo baiano revelara.

Mas partindo do princípio de que tanto no futebol quanto em qualquer outra atividade humana, qualidade sempre foi a tônica sobretudo quando se visa a solidez, quem a tem deve ser sempre levado em conta.

Foi assim em relação a Kipá, o nosso personagem desta semana. Chegamos a ele por meio de informações. Nunca o tínhamos visto jogar, mas o que nos falavam sobre ele, inclusive pelos próprios jogadores do Temão, foi o bastante para gerar enorme interesse em tê-lo no time. Deve ter aparecido, não estou certo, a exemplo de muitos outros, nos campinhos de periferia, ou no velho e revelador areão do Rio de Contas, para não fugir à regra.

Kipá, ainda muito jovem, e apenas começando, era da mesma safra do ótimo Nacional, em que também surgiram Japonês, Dadá, Carlos Sande, César, e alguns outros “cobras” que passaram pelas mãos mágicas e competentes do saudoso Chico. No primeiro contacto que tivemos com ele, e lhe informamos que já havíamos contratado boa parte de seus contemporâneos da base do Nacional, o então garoto demonstrou interesse em se juntar aos amigos no Temão.

A partir daí tudo ficou mais claro, a contratação dele foi uma questão de horas.

Sua chegada gerou enorme euforia no grupo, e todos afirmavam que ele aprovaria em qualquer teste a que fosse submetido.

Para o primeiro treino coletivo, quando indagado a respeito de em que posição se ele se sentiria bem, Kipá foi taxativo: “comecei no Nacional de Chico jogando como ponta direita, mas confesso que me sentiria mais à vontade jogando no setor de meio de campo, volante principalmente”.

É claro que o colocamos primeiro como atacante pelo lado direito, e ele não foi muito bem. Acontece que quando pedimos que ele exercesse as funções de segundo volante, aquele que tinha e tem liberdade de chegar um pouco mais à frente, aí ele arrebentou! Jogou tanto e agradou de tal maneira, que não saiu mais do time.

Tornou-se desde então titular absoluto do timaço do Temão, e embora com alguns reservas à altura, jamais perdeu a posição, salvo por contusão ou quando eventualmente se machucava, o que era muito raro acontecer. Jogava o fino da bola! Era craque acima da média! Foi vice campeão de 1977, e jogou todas as partidas pelo Campeonato Municipal vestindo a camisa cinco do time azulino.

Da mesma forma, foi campeão pela Seleção de Ipiaú, do Intermunicipal daquele ano, alternando a titularidade com Bidinho, Boca de Pia e Litinho.

Kipá somou as suas qualidades a outras de uma série de jogadores extraordinários que foram comandados pelo excepcional Chinesinho, naquela campanha espetacular de 1977, que acabou culminando com a conquista do título.

No ano seguinte, o Ipiaú formou um time maravilhoso, levou Kipá, e ele foi peça fundamental, jogando na mesma posição em que se notabilizara no Temão, com enormes categoria e eficiência.

Tivemos enquanto ele aqui esteve, uma amizade salutar. Tratava-se de um ser humano admirável em todos os sentidos. Faz bastante tempo que não o vejo, mas ainda o considero como sendo um dos melhores amigos que tive no futebol.

Kipá, apelido que lhe deram na infância, ou Paulo César, seu nome de batismo, estranhamente, aliás, como outros tantos craques revelados em Ipiaú, parou de jogar muito cedo! Ainda era um cracaço, estou certo disso!

A imagem que Kipá deixou na memória dos torcedores de Ipiaú, e em todos nós de um modo geral, é reflexo do que ele representou enquanto vestiu com bravura as camisas tanto dos fantásticos Temão e Ipiaú, como da própria Seleção ipiauense.
Eu não poderia deixar de externar essa homenagem, por mais simples que ela possa ser, na minha imaginação, a um dos maiores jogadores produzidos pelo amadorismo baiano em todos os tempos!

Sapatinho de cinderela

Cautela nunca fez mal a ninguém. Dizem que o cemitério está lotado de valentões.

José Rodrigues Filho, escritor pernambucano radicado em Amélia Rodrigues, narra em seu livro CARIRI/AGRESTE caso hilário de um pseudo matador de onças que foi salvo pelo medo: ao fugir destabanado de uma gata pintada, o farsante trepa numa baraúna, e ao perceber que a presunha vem em seus calcanhares, também subindo na árvore, o desinfeliz se borra de medo, com isso a merda que lhe escorre pelas pernas cai direto nos olhos da felina, cegando momentaneamente o animal, mantendo-o distante até a chegada do socorro.

Jaldão, pra variar, se engraçou por uma dona. No início ela não deu trela, se dizia comprometida, que não era seguro, que tinha medo e tal. Jaldão não desistiu e em pouco tempo já estava nu, deitado no sofá da casa da mulher, relaxando do trabalho já realizado e se preparando pra próxima batalha. As roupas espalhadas pela casa, sapato na cozinha, blusa no quarto, calça na sala…

A mulher toda solícita, querendo agradar o grande, traz uma cerveja pra ele no sofá:

- toma amor, ta gelada… mas tu é corajoso…

Jaldão, recebendo a latinha, estranha, e pergunta:

- por que minha filha?

- oxi… meu marido…

- e o que é que tem? Tu acha que ele se zanga? Falou Jaldão abrindo a latinha.

- oxi, oxi…é o trabalho dele…

- ele é o que? É dentista? Radialista? É o que mesmo? Perguntou, tomando um gole da cerveja.

- tu não sabe não, é?

- sei não, sei nem quem é…eita que a cerveja ta é boa!! Eu só gosto assim…ele faz o que? Diga, diga. E deu outro gole na cerveja.

- ele é polícia…

- tu ta brincando! Disse Jaldão, pulando do sofá, cuspindo a cerveja que o fizera engasgar.

- ele é polícia e já matou um bocado de gente!

- Ave Maria! Deus é mais! Tu é doida…

Jaldão saiu azoado, catando as roupas, vestiu só as calças, pegou a blusa e a cueca botou debaixo do braço, e caiu no mundo no seu FIAT 147.

Na pressa e apavorado, saiu descalço, deixou na casa da dona o seu sapato n° 47.
Ainda hoje, quando ele vê um guarda, ele esconde os pés.

O “Grande Bidinho”

Numa época áurea do futebol de Ipiaú, precisamente no meio da década de sessenta, entre os anos de 1962 e 1967, o Independente formou um time fantástico, e para tanto, recrutou jogadores de quase todos os cantos do Estado. E vieram Bueiro, Mundinho, Gino, Zé Plínio, Maíca, Betinho, Marcos, Dilermando, Tanajura, adicionados a outros, contratados a peso de ouro, na verdade, ouro branco, reflexo do cacau, pelos abastados dirigentes do “vermelho”, com o propósito de tentar desbancar o arqui-rival o “branco” Ipiaú, único adversário local que lhe encarava de frente. As “feras” chegavam aos grupos e eram cuidadosamente acomodadas em instalação própria, aprazível, ampla e confortável, na Lauro de Freitas, e ficavam mantidas em regime de absoluta concentração, para qualquer que fosse o jogo, e recebiam cuidados especiais quando o compromisso era contra o principal “inimigo”.

Um dia, por indicação do próprio Gino, o Independente foi buscar Bidinho em Valença, para figurar como reserva eventual do grande Maíca. Não foi muito difícil, não foi preciso se pagar o que se havia pago aos outros, ele era menos famoso, ainda não tinha história, vestiria, talvez, pela primeira vez, uma camisa tão importante.

O treino do Independente era uma espécie de passarela, onde desfilavam incríveis talentos, e naquela tarde Bidinho, já no ninho de “cobras”, treinaria, por conta disso reinava enorme expectativa, todos queriam vê-lo. E ele, humilde, diminuto, insignificante, apareceu trajado de preto e vermelho, escalado por “seu” Edval, exatamente no lugar da estrela Maíca, naquele coletivo e no jogo do domingo próximo, e em outros subseqüentes, nos meses e anos seguintes, no Independente, na Seleção de Ipiaú durante cerca de quinze anos, numa posição de onde ele depois de então jamais saiu, impondo ao magnífico treinador a preocupação de arrumar o antigo titular em outra posição, senão a que ele havia conquistado.

Os anos se passaram, Ipiaú adotou Bidinho, ele se casou aqui, ficou viúvo, tem netos, tem um montão de amigos, e tem uma decência do tamanho da linda história que ele construiu junto da gente.

Ah, velho Bidinho, quando eu vejo hoje a maioria dos volantes dos principais times de futebol desse país fazendo tanta “besteira” em campo, me dá uma saudade de você!

CULTURA DE IPIAÚ POR JOSÉ AMÉRICO CASTRO

djalma hohlenwerger - Cópia

Cultura de Ipiaú – Djalma Lãe, o crooner dos anos rebeldes


Da formação pioneira dos Apaches, o conjunto musical do Ginásio de Rio Novo, o destaque vai para o guitarrista e crooner  Djalma Lãe.

Crooner é um epíteto  dado a um cantor masculino de canções do pop tradicional. À frente da big band ipiauense com nome de tribo  indígena norte americana, Djalma Lãe comandava o espetáculo. Misturando o  inglês com o baianês ele destilava alegres presepadas nos bailes do Rio Novo Tênis Clube, no palco do Cine Teatro Eden e até nos coretos da Praça Rui Barbosa.

Tinha algo de James Dean  já que personificava a rebeldia  e angustia da juventude daquela época, e um tanto de Elvis Presley quando dançava e requebrava com sua guitarra num estilo empolgante e revolucionário.

Membro de uma família de artistas e intelectuais Djalma Eça  Hohlenwerger adotou o apelido de Lãe, não se sabe porque, mas o certo é que ele ficou como uma marca de bom roqueiro do interior baiano.

Violonista virtuoso tinha também seus momentos de seresteiro, ocasiões em que o  romantismo, desse  filho mais filho de seu Walter Hohlenwerger e dona Mariquinha  aflorava com mais  intensidade. No inicio do ano de 1968 Djalma Lãe foi morar em Salvador e isso apressou o final do conjunto.

Os Apaches, com sua  ultima formação ( Erito Tizo-guitarra solo;Aroldo-quitarra base;Toninho Eça- contra-baixo; Vadinho Brucutú-bateria; Cabinho e Humberto Castro-vocais),pouco tempo depois da saída de Lãe.

(Informe Ipiaú – José Américo)

Série Cultura de Ipiaú: Apaches e Cobras nos efervescentes anos 60

Nos efervescentes anos 60 a guitarra elétrica revolucionava a música em todo o mundo. Ipiaú não seria a exceção. No Ginásio de Rio Novo a professora Delcir que lecionava francês e também acompanhava as  revoluções culturais no planeta decidiu fundar um grupo musical que estivesse sintonizado com o novo. Assim surgiu Os Apaches que tinha como músicos, em sua formação original, os alunos Djalma Hohlenwerger Lãe(guitarra base e vocal), Erito Tizo(guitarra solo), João Ramalho(contrabaixo) e Augusto Sampaio(bateria).

Por outro lado no GAMI (Ginásio Agrícola do Município de Ipiaú),o diretor,professor Edvaldo Santiago, também animava a galera a criar a sua banda que recebeu o nome de Os Cobras que inicialmente esteve assim constituída:Carlos Jordan Hohlenwerger (guitarra-solo), Marcio Farias(bateria), Cabinho(vocal)  e os irmãos Gi, Esmeraldino e Vardo.

(Informe Ipiaú / José Américo Castro)

A influência norte americana no Jazz Band 15 de Maio ipiauense

 

“Alguns instrumentistas da  Filarmônica Alberto Pinto com feeling jazzístico  vão formar no período pós guerra , a Jazz Band 15 de Maio ,sob o comando do Mestre Lôla. A denominação era em homenagem à data do aniversário do médico José Borges de Barros. No ano de 1946, a Jazz Band tinha em sua formação músicos como  Osório Costa , Alfredo, Benedito, João Trombone, Lió , Nelson Vargas, Genésio, Zeca Ângelo, Sureco,Edgar de Tuquin, Jonas Alfaiate,Odilon Boca-Torta,Zé Brito  , Cícero Marambaia e  Ioiô dentre outros.

”Influenciado pelas orquestras norte-americanas, o grupo forjou um estilo próprio e mesclou, em seu repertorio, o som de Benny Goodman com dançantes de Glean Miller; rumba, fox-trots, chá-chá-chá ,chorinho,etc, conquistando uma multidão de admiradores”,destaca o pesquisador da cultura ipiaúense  Paulo Magalhães.É ele quem lembra que “a partir da primeira metade da década de 1950, o Jazz Band  deixou de ser um apêndice da filarmônica e atingiu seu maior período,com a entrada do saxofonista Nael Conceição e do violonista Tavinho(Otávio dos Santos), virtuosos instrumentistas e famosíssimos na sua época”.

A geração que consagrou o Jazz Band 15 de Maio era composta por Mestre Lôla(1º piston); Nelson (2º piston e crooner); Nael Conceição(1º sax alto);Osório Costa(2º sax alto);Lior(trombone de vara);Nilton Conceição(baixo-acustico);Tavinho(violão);João Kepir(cavaquinho)e Filhinho(bateria).

(Série do Informe “Cultura de Ipiaú”/ José Américo)

Conhecendo a cultura de Ipiaú

 

“No Rio Novo Tênis Clube, sou uma anônima humildade, recebida entre versos pelo advogado Marques Filho. Na mesa do Galo Vermelho, o mecenas Protogenes Jaqueira  me põe diante do Rio das Contas, pródigo de pitus.Odilon Costa, um efetivo embaixador da alegria, em torno do melhor drinque e da mais requintada postura- porque , agora é hora de se  ouvir o vitorioso compositor da terra, Manoel Pinto (Mapin), um nome nacional a partir de “Céu de Estrelas”, repetindo à frente da orquestra do Mestre Lôla , a “Exaltação a Ipiaú”, um samba que pela beleza que guarda, não deixou de constituir um apelo  sentimental às novas gerações da cidade, formadas aos pés do educador Salvador da Matta”.

Este depoimento  dado pelo  saudoso  poeta e jornalista Jehová de Carvalho, um dos ícones da imprensa baiana , no ano de 1958,durante os festejos do Jubileu de Prata(25 anos) da emancipação política de Ipiaú, indica que a cidade é prodiga em educação e cultura.Desde a sua fundação até os dias atuais, Ipiaú tem revelado artistas, tem reservados espaços para eventos  importantes, tem resistido às tentativas de lhe anularem a identidade.Das batucadas nos terreiros e das modas de violas e serenatas, das peças teatrais em palcos improvisados aos espetáculos internacionais com toda a tecnologia de ponta,Ipiaú mostra a sua vocação pela cultura.

A partir de hoje, no Informe, estaremos trazendo uma síntese da historia da cultura em Ipiaú,apresentando como foco três pilares:a musica,o teatro e as artes plásticas.O primeiro pilar a ser enfocado será a musica que encontra na pessoa de Alberto José Pinto o grande precursor. Homem de espírito festeiro ele  tinha como instrumento predileto a flauta.Chegou em Rio Novo(antiga denominação de Ipiaú) no ano de 1926 e desde então promoveu a alegria da população.”Aos domingos, feriados e dias  santificados, reunia em seu lar uma trupe de moças e rapazes e incitava-os a dançar, fazendo musica com sua flauta,acompanhada por alguns outros instrumentos,tais como bandolim,violino e  harmônica”.Narra Clemilton Andrade em seu livro “Memórias de um Exaltor”.

 Grupo São Salvador/Jazz de Rio Novo

 

Jornalista inicia série sobre a cultura de Ipiaú a partir desta sexta

O Jornalista José Américo Castro em parceria com o Informe, estréia a partir desta sexta-feira, 09 de novembro de 2012, a reportagem “CULTURA DE IPIAÚ”.Na série de matérias,  o Jornalista vai mostrar para o público internauta e leitores do Jornal Informe impresso, tudo sobre a cultura local, através de um apanhado histórico cultural do município, na qual revela as peculiaridades de um cenário, vasto, rico, cheio de talentos, mas pouco conhecido e valorizado.

(Redação do Informe)

 

Zebrinha em preto e branco e a cores 1

Zebrinha escandalizou até depois de morto. Não queriam que seu corpo fosse velado na Casa Paroquial, pois sabiam que naquela noite de sentinela ia rolar de tudo. Seus amigos insistiram e, após um acordo com a cúpula eclesial, o velório ocorreu no local, mas somente durante o dia, antecipando assim o momento do enterro. Na hora do sepultamento Tadeu Ribeiro discursou, soltou as frangas contra o pároco de plantão.

No sobrado da Rua Siqueira Campos, esquina com o Beco de Ornellas, Zebrinha reinava absoluta. A noite zumbideira descia em aspirais sonoras delirantes, enquanto a orgia rolava solta. Lane Dale, Dzi Croquettes,Veras, Leão, João Kleber e outras celebridades  se misturavam aos nativos da periferia da cidade e aos malucos da porta do cinema,  um cortejo infindável de  bacantes. “Deledel”, que por motivos óbvios não tinha acesso ao local do auê, ficava lá em baixo, ao pé da torre, implorando, gritando:-Joga as tranças Rapunzel,  joga as tranças Rapunzel… Zebrinha respondia: “Vá embora Delendas, esse meio não te pertence…

Quando a Seleção Brasileira perdeu a decisão da Copa do Mundo de 1982 (na Espanha) Zebrinha, todo de preto, se fantasiou de “Viúva de Telê” (o treinador) e foi aprontar na Praça Rui Barbosa. Os que choravam a derrota do escrete nacional acabaram sorrindo, curtindo aquela ironia. Suzi Caramelo apelido que ele deu a “Bocão”, estava ao seu lado, valorizando a curtição, revelando-se excelente  coadjuvante.

Vulgaridades à parte, Antonio José Pinheiro era um extraordinário intelectual e acima de tudo uma maravilhosa figura humana. Quando Ipiaú completou 50 anos ele promoveu no Rio Novo Tênis Clube uma exposição de artes plásticas que reuniu alguns dos mais brilhantes artistas baianos, a exemplo de Carlos Bastos, Gilson Rodrigues e Luis Jasmin. Foi uma rara oportunidade de a cidade contemplar algumas das suas obras. Seu traço, elaborado, pesquisado, anárquico, delicado e de muito bom gosto, era fiel à sua concepção estética de sublimação do belo.

Antonio José Pinheiro (Zebrinha)f oi o mais importante artista plástico de Ipiaú. “Uma perola de poesia e criatividade, refinamento e cultura. Um exemplo de Dorian Gray (personagem de Oscar Wilde) que o tempo não teve o prazer de ver envelhecer”. Sua arte explica melhor sua existência. Dizem que não morreu, virou purpurina, rodopiou nos ares e depois  misturou-se ao pó da terra

 

 

Horto Florestal de Ipiaú, um potencial que merece ser aproveitado

Nesta terça-feira, 05 de junho, comemora-se o Dia Mundial do Meio Ambiente. A importância da data está relacionada às discussões que se abrem sobre a necessidade de preservação de mananciais hídricos, remanescentes de florestas, enfim da própria sobrevivência da espécie humana no planeta. A cidade de Ipiaú tem o privilégio de ter em seu centro um remanescente de Mata Atlântica que muito bem poderia ser aproveitado como parque voltado à visitação púbica e ao desenvolvimento do eco-turismo.Contrariando esta expectativa o que se observa é a crescente ameaça de degradação por conta da especulação imobiliária e da indiferença administrativa.

Criado por Euclides Neto,quando prefeito do município, o Horto Florestal de Ipiaú, localizado nos fundos do Colégio Estadual (CEI) e ao lado da Escola do Menor comporta diversas espécies de essências nativas da região, além de outras arvores ali introduzidas, assim como uma roça de cacau centenária. Originalmente a área ocupava seis hectares, estando hoje reduzida à metade. Sua principal função era a de produzir mudas destinadas a projetos de reflorestamento  e arborização urbana.Um banco genético, assim podemos definir.

Algo em torno de 80 árvores de pau-brasil que embelezam a Esplanada dos Ministérios em Brasília, são originárias do Horto Florestal de Ipiaú.Isto é uma honrosa referência.

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Pouca gente nesta cidade tem consciência da importância do horto ou mesmo sabe da sua existência. No máximo o que se pode imaginar é de que se trata de um matagal que serve de refugio a marginais e usuários de drogas. Isso vem acontecendo mesmo, no entanto pode se reverter tal situação..

 A Prefeitura Municipal poderia muito bem colher bons frutos do potencial da área. Dotando-a de iluminação, segurança e infra-estrutura,  a população ali encontraria excelente opção de lazer e se estabeleceria um fluxo turístico dos mais promissores.

  Cedro, sete capotes, pau d”alho, ingá, cajá, pau-brasil, vinhático, são algumas das   espécies nativas  que se observa no Horto Florestal de Ipiaú. A elas somam-se jaqueiras,eucaliptos,pinho, sibipiruna e tantas outras arvores frondosas, cujas sombras são propicias a piqueniques, recitais , concertos e outros eventos. Dentre os defensores desta idéia estão os ambientalistas do Grupo Ecológico Papamel que inclusive já beneficiou o espaço com o plantio de dezenas de arvores.

Acontece que parece não existir interesse por parte das autoridades em acolher tão importante projeto. Muito pelo contrário o que se observa é uma conivência com a especulação imobiliária, as invasões que, há décadas,  ali se processam. O sistema cabruca de uma das roças de cacau do horto foi absurdamente dizimado. Existe uma denuncia, encaminhada ao Ministério Púbico, de que até o campo de futebol da Escola do Menor  já foi vendido a um particular.A reportagem do Giro vem apurando os fatos e brevemente veiculará matéria a respeito do assunto.

José Américo/Giro em Ipiaú

Poema de José Américo

”Cuidar é a melhor forma de preservar”.

Poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.

O momento é oportuna para veicularmos matéria a respeito de um remanescente de mata Atlantica

A criação da data foi em 1972, em virtude de um encontro promovido pela ONU (Organização das Nações Unidas), a fim de tratar de assuntos ambientais, que englobam o planeta, mais conhecido como conferência das Nações Unidas.

A conferência reuniu 113 países, além de 250 organizações não governamentais, em que a pauta principal abordava a degradação que o homem tem causado ao meio ambiente e os riscos para sua sobrevivência, de tal modo que a diversidade biológica deveria ser preservada acima de qualquer possibilidade.

Nessa reunião, criaram-se vários documentos relacionados às questões ambientais, bem como um plano para traçar as ações da humanidade e dos governantes diante do problema.

A importância da data está relacionada às discussões que se abrem sobre a poluição do ar, do solo e da água; desmatamento; diminuição da biodiversidade e da água potável ao consumo humano, destruição da camada de ozônio, destruição das espécies vegetais e das florestas, extinção de animais, dentre outros.

A partir de 1974, o Brasil iniciou um trabalho de preservação ambiental, através da Secretaria Especial do Meio Ambiente, para levar à população informações acerca das responsabilidades de cada um diante da natureza.

Mas em face da vida moderna, os prejuízos ainda estão maiores. Uma enorme quantidade de lixos é descartada todos os dias, como sacos, copos e garrafas de plástico, latas de alumínio, vidros em geral, papéis e papelões, causando a destruição da natureza e a morte de várias espécies de animais.

A política de reaproveitamento do lixo ainda é muito fraca, em várias localidades ainda não há coleta seletiva; o que aumenta a poluição, pois vários tipos de lixos tóxicos, como pilhas e baterias são descartados de qualquer forma, levando a absorção dos mesmos pelo solo e a contaminação dos lençóis subterrâneos de água.

É importante que a população seja conscientizada dos males causados pela poluição do meio ambiente, assim como de políticas que revertam tal situação.

E cada um pode cumprir com o seu papel de cidadão, não jogando lixo nas ruas, usando menos produtos descartáveis e evitando sair de carro todos os dias. Se cada um fizer a sua parte, o mundo será transformado e as gerações futuras viverão sem riscos.

Assim falava Cassiano

“Peida, peida, peida…mas sem medo!”

Assim, ao sol pino do meio dia, Cassiano bradava seu grito de guerra em protesto à falta de um sino na Igreja Matriz de São Roque. A cena se repetia cotidianamente em dois horários (12 e 18 horas),na Praça Rui Barbosa,ao lado do ponto de táxi,junto  a um poste de luminária.

Com uma pedra, ou qualquer outro  material  sólido,Cassiano,estimulado por algumas talagadas da mais pura destilada de Jacó,batia no poste de metal oco que reproduzia um som parecido  com o badalar do sino. O gesto  virou rotina durante um bom tempo dos anos 80 (século XX).

Obrigação, devoção, capricho, promessa… Talvez pirraça. Mas, ao certo, era protesto. E dos brabos.

Quando o padre Xavier despontava na praça, o repicar  do improvisado sino intensificava e a palavra de ordem também: ”Peida, peida, peida!”. Em contra ponto o autor do protesto filosofava: ”Ninguém é de ninguém” e prosseguia indignado: ”Isso é uma vergonha ! “

O pároco fugia de Cassiano como o diabo foge da cruz. Santa Inquisição às avessas: o bruxo caçando o clérigo, provocando a Igreja a cumprir sua obrigação. E assim continuou enquanto a Igreja Matriz de São Roque esteve sem sino.

Garrafadas

Magro, alto, mais para mulato, cabelo liso em desalinho, cabôco,como diz o povo,  figura singular (pois outro igual é impossível), Cassiano Melo de Oliveira, era realmente um bruxo. Senhor das “garrafadas”, curava doenças venéreas que a rapaziada contraia com as quengas dos “Dez Quartos”,mas precisamente no ramal do “Pinga Pus”, onde se encontrava rameiras mais baratas.

Passando o ramo, rezando de olhado, pagando promessa na Lapa, aonde ia todos os anos em romaria  num pau de arara , Cassiano estabelecia o seu estigma de folclórico.

Conhecedor dos mistérios do rio, ele também era pescador. Sabia dos poços mais profundos, dos remansos onde os piaus moravam, das locas dos pitus e dos acaris mais graúdos.Tinha fôlego invejável, levava minutos submerso, explorando as profundezas , se encontrando com entidades, identificando-se com as lendas.

Crendices

Cassiano tinha preocupações com o futuro do principal manancial hídrico da região e costumava profetizar em argumentos ambientalistas: ”Do jeito como estão tratando, desmatando e sujando, o Rio de Contas um dia vai desaparecer”.

Tanto no Rio das Contas, quanto no Água Branca ,Cassiano expandiu sua fama de bom mergulhador e assim salvou muitas vidas , inúmeras… Quando não tinha a oportunidade de salvar, conseguia resgatar os corpos afogados. Em alguns casos usava crendices: uma cuia  tendo no seu interior uma vela acesa, era veiculo preciso para indicar o local do poço onde estava o corpo.

Singular e Plural

Engraxate, com cadeira na porta do Bar de Fran,vendedor de amendoim,contador de estórias,amigo das autoridades,embora nunca tivesse sido beneficiado por estas, pegador de cobras (tinha reza certa contra o veneno do bicho), solitário, exótico, cheio de segredos,Cassiano era  singular e plural.

Os meninos da rua, os adolescentes atiçados, freqüentavam a alcova de Cassiano, um obscuro quartinho próximo ao Restaurante Galo Vermelho, na Mira Rio, que também era o consultório  onde ele  examinava o paciente e receitava as famosas garrafadas.

“Comendo água”,Cassiano não levava desaforo para casa.Grande bombas de fabricação caseira ele deixava explodir em sua mão e nada lhe acontecia,nem mesmo um arranhão.Mostrava assim seu poder,sua invulnerabilidade folclórica. E não cansava de desafiar a ordem estabelecida com a sua militância anarquista: ”peida,peida,peida,” reforçada pelo estimulo à coragem: “ mas sem medo, pois ninguém é de ninguém”.

Nascido no município de Laje (Vale do Jiquiriçá), em 15 de novembro de 1912 e falecido  em Ipiaú,no dia 17 de junho de 1998,Cassiano Melo de Oliveira, fez a sua historia nesta cidade. Suas façanhas até hoje são lembradas pelos seus contemporâneos .

A bronca que Cassiano tinha do padre Xavier desapareceu quando o então deputado Ewerton Almeida,o popular “Tom Legal”,doou um novo sino à Igreja Matriz. A missão estava cumprida,os protestos cessados.Afinal “ninguém é de ninguém”.

UM MONUMENTO AO MUNICÍPIO MODELO DA BAHIA

Na área externa do prédio da Câmara Municipal de Ipiaú, na Praça Alberto Pinto, Centro da Cidade, chama atenção um monumento em granito onde foi fixada uma placa em bronze.

 Os cidadãos atentos sabem que nessa placa está gravada a notícia de que Ipiaú foi escolhido, no ano de 1965, pelo Governo Federal, como “Município Modelo do Brasil”. Poucos, entretanto, sabem que este monumento tem sua história forjada na sensibilidade do Ex-Prefeito Euclides Neto que na casualidade constatou a utilidade da pedra, onde foi colocada a placa com a auspiciosa informação.

 “Em seu livro 64: Um Prefeito, a Revolução e Os Jumentos”, Euclides Neto que na época era o gestor do município conta que o bloco de granito que compõe o monumento é proveniente de uma pedreira que a Prefeitura havia adquirido para a utilização da matéria prima em obras públicas e geração de emprego e renda à população carente. Confira com as palavras do próprio Euclides como tudo aconteceu.

 “Dali saiu o monumento (chamo monumento pela singeleza) cravado em frente da Prefeitura na comemoração do Município Modelo, como exigia o programa do INDA”. Procuramos um entendido em obeliscos, o orçamento veio proibitivo: doze milhões de cruzeiros à época. Perderia a roupinha de marinheiro, mas não gastaria soma tão avultada em obra de comemoração. Mas não podia desagradar ao INDA, que já nos mandara, gratuitamente, tratores de esteira, caminhão de vinte toneladas, diversas maquina leve, instalou a ANCARBA, além de nos colocar na prioridade das obras oficiais. Bem: não podia matar o veado nem deixar a onça com fome. Pensei no tronco de boa madeira de lei: vinhático de espinho, Itapicuru ou âmago de pau Brasil.

 Foi quando, visitando a pedreira, caiu, na explosão da dinamite, uma espátula de pedra: o monumento! Menino com o brinquedo nas mãos. Cessada a poeira já cuidávamos de embarcar a rocha no caminhão e, hora depois, enfiada no solo a preciosidade a preço de dez reis. Custo: quase zero. Só o transporte e a placa de bronze com a cópia do telegrama passado pelo Governador Lomanto Junior:“Ipiaú acaba de ser escolhido Município Modelo da Bahia”

TEXTO 2 - Projetos para a sanção do prefeito

Aprovados em “Redação Final”, os projetos de números 014/2012, 032/2012 e 001/2012, foram enviados pelo Presidente da Câmara, Vereador Raimundo Menezes Moreira, ao Prefeito Deraldino Alves de Araújo, para serem sancionados e ganharem força de Lei Municipal.

O Projeto de Lei nº 014, de 15 de Fevereiro de 2012, dispõe sobre a autorização ao Poder Executivo Municipal para abertura de créditos adicionais suplementares até o limite de 1%(um por cento) da despesa anteriormente fixada.

O Projeto de Lei nº 032, de 16 de fevereiro de 2012, dispõe sobre a obrigatoriedade do Chefe do Poder Executivo, Vereadores, Secretários e Diretores Municípios enviar, anualmente, cópias das suas declarações de Imposto de Renda à Câmara Municipal.

O Projeto de Lei Complementar nº 001, de 15 de fevereiro 2012, dispõe sobre a inclusão de artigos, parágrafos e incisos na lei Orgânica do Município de Ipiaú com vistas à aplicação na Lei nº 135/2010(Lei da Ficha Limpa) e a Lei nº 8.429 de Improbidade Administrativa, para os cargos comissionados e de livre nomeação do Chefe do Poder Executivo Municipal. As duas últimas matérias são da autoria do Vereador Marcus Santos Passos (PSC).

Texto 2 – A representatividade da mulher na Câmara de Ipiaú

Dezenas de mulheres já concorreram a uma vaga na Câmara Municipal de Ipiaú, mas apenas oito delas conseguiram a eleição e cumpriram integralmente o mandato que lhes foi outorgado pelo povo.

Do seleto grupo constam os nomes de Elizabeth Orrico, Consuelo Gioconda, Vera Andrade, Jacy Barreto, Terezinha Nascimento, Miralva Rios, Zizí da Silva e Nilzélia Maria.

A primeira mulher a ser eleita vereadora em Ipiaú foi a comerciária Elizabeth Orrico, uma afro-descendente que na eleição de 15 de novembro de 1972, concorreu pelo MDB(Movimento Democrático Brasileiro), obteve 221 votos. Ela exerceu o mandato legislativo no período de 1973/77.

Na eleição seguinte foi a vez de Jacy Barreto Sobrinho (PDS), mais conhecida como “Jacy da Farmácia” e da estudante Consuelo Gioconda da Silva(PMDB). A presença feminina na Câmara foi mantida na legislatura subseqüente através de Terezinha Nascimento e Maria Vera Pereira de Andrade, ambas filiadas ao PMDB.

Dona Terezinha, como era mais conhecida a parlamentar, entrou na historia como a primeira mulher a assumir o cargo de presidente da Câmara Municipal de Ipiaú.

A eleição de 1992, garantiu as vagas da professora Miralva Rios Rezende (PMDB) e de Afra Alves da Silva, a Zizi(PMN).

Finalmente em 2003 foi eleita pelo Partido Liberal(PL) a funcionária da Fundação Hospitalar de Ipiaú, Nilzélia Maria que exerceu mandato no período de 2004/2008.

Aproveitando o transcurso do Dia Internacional da Mulher, nesta quinta-feira, 8 de Março, editamos esta matéria em homenagem às mulheres que deram sua contribuição como legisladoras ao município de Ipiau.

Maria nas graças do povo

Uma simples visita à feira livre de Ipiaú foi motivo de comprovação que a ex-primeira dama do município, Maria das Graças Mendonça, continua desfrutando de muito carisma entre a população local. O fato aconteceu na manhã do ultimo domingo, 19, quando dona Maria se deslocou da Fazenda Oceania [...], até o centro de Abastecimentos com o intuito de comprar alguns gêneros alimentícios. Na ocasião ela estava acompanhada de um grupo de pessoas, dentre as quais os vereadores Raimundo Menezes Moreira (Presidente da Câmara) e Nena Passos.

Tão logo percebeu a presença da ex Primeira Dama a multidão de feirantes começou a ovacioná-la e ampliar o grupo dos seus acompanhantes. Não demorou para que a manifestação espontânea se tornasse num ato que pode ser interpretado como divisor de águas da política local. Não faltou na platéia quem sugerisse o nome de dona Maria como pré candidata a prefeita do município, comprovando assim que definitivamente ela está nas graças do povo.

Mesmo sendo o nome preferencial do vereador e ex prefeito José Mendonça(esposo de dona Maria)para obter o seu apoio na corrida pela Prefeitura , o vereador Raimundo Menezes Moreira entende que o melhor nome para a cabeça da chapa é o da ex primeira dama. Raimundo admite ser o vice nessa chapa que apesar de ainda não oficializada já vem trazendo grande preocupação ao grupo situacionista, liderado pelo prefeito Deraldino Araújo. Da corrida sucessória também faz parte o empresário Cesário Costa que tem articulado uma frente de partidos oposicionistas. Outros nomes poderão surgir no processo.

História dos prefeitos de Ipiaú

Em 17 de dezembro de 1930, o então Distrito de Rio Novo foi elevado à condição de subprefeitura de Camamu. Com isso ganhou uma nova estrutura administrativa, inclusive tendo sido criado o cargo de subprefeito, o qual tinha a função de tratar das questões locais. Foram três os subprefeitos de Rio Novo: Waldomiro Almeida Santos, Osório Cordeiro da Silva que conseguiu que a subprefeitura fosse anexada ao município de Jequié, Leonel Dias Andrade (1931/32) e Antônio Augusto Sá (1932/33) em cuja gestão ocorre a emancipação política de Rio Novo (2-12-1933) continuando no cargo como prefeito nomeado.

OS PREFEITOS

Ao conquistar a sua autonomia política, Rio Novo passou a contar com o cargo oficial de Prefeito. Alguns desses Prefeitos, a exemplo de José Mendonça, Hildebrando Nunes Rezende, José Motta Fernandes e Salvador da Matta (fotos), também foram vereadores na Câmara Municipal de Ipiaú. Da relação dos prefeitos constam as seguintes personalidades:

Antônio Augusto Sá (17/12/1933-1934)- Quando subprefeito realizou os primeiros calçamentos de Ruas (Siqueira Campos e Floriano Peixoto) da localidade. Durante a sua gestão, o cenário político nacional estava muito agitado. Fundou o Partido Social democrático (PSD) no município e logo após sai do cargo.

José do Eirado Silva (07/10/1935-1936)- Filho do Coronel Guilherme Silva, um dos fundadores da cidade de Jaguaquara e cunhado de Leonel Dias de Andrade liderança política que o PSD pleiteava atrair para os seus quadros. Daí a substituição de Antônio Augusto Sá por José do Eirado Silva.

Leonel Dias de Andrade (1936-37)- Primeiro Prefeito eleito. Em 1932, exerceu a função de subprefeito. Sofreu forte oposição dos integralistas que tinha em Rio Novo as lideranças de Durval Hohlenwerger Filho, Aristóteles Andrade e Dr.Fontana. Os integralistas desafiam as ordens do Prefeito que então autorizou ao delegado Domingos Castro a recolher todas as camisas verdes, mesmo através da força. Após o golpe de 1937 (Estado Novo), Juracy Magalhães que não apoiou Getúlio Vargas foi destituído do governo da Bahia e o seu aliado Leonel Andrade exonerado do cargo de prefeito de Rio Novo. Com a ação do delegado teve inicio declínio do partido integralista no município.

Eurico Simões Paiva (17/12/1937-1938)- Era médico e foi responsável pela implantação da iluminação elétrica em Rio Novo. Em sua gestão também foi implantado o Posto de Higiene, com direção do médico Jaldo Reis. Esse trabalho promoveu a erradicação de varias epidemias na região. Exonerou-se do cargo de prefeito, depois que saiu sua nomeação como médico legista do estado.

Jaime Pontes Tanajura (11/03/1940-1943)- Médico e membro de família tradicional de Caetité. Fez o primeiro calçamento a paralelepípedos, na Rua Dois de Julho.

Agostinho Cardoso Pinheiro (26/03/1940-1943)- Advogado, natural de São Miguel das matas. Ampliou os calçamentos a paralelepípedos e promoveu melhorias em vários distritos. Na década de 1960 foi eleito deputado estadual. Era pai do artista plástico Antônio José Pinheiro (Zebrinha) e da professora Ana Maria Pinheiro.

Antônio Lisboa Nogueira (12/06/1945-1946)- Sergipano de Laranjeiras, foi o primeiro cirurgião dentista a se instalar na região. Lutou pela emancipação política do município. Durante o seu mandato foi instalada a Comarca de Ipiaú, sendo o primeiro Juiz de Direito, Dr. Milton Costa. Mandou construir currais de matança (abatedouros bovinos)na sede e em todos os distritos do município. Auxiliou na fundação da Loja Maçônica, Rotary Club de Ipiaú e agencia local do Banco do Brasil.

José Borges de Barros (28/04/1946-05/12/1946)- Primeiro médico de Ipiaú. Chegou na localidade em 1923, atraído pelo desenvolvimento da região e pela demanda de médicos devido ao alto índice de malária. Tronou-se muito querido pela população e deixou numerosa família.

Sandoval Fernandes Alcântara (05/12/1946-1948)- Comerciante em Ubatã, pessedista, foi indicado pelo ex-prefeito Antônio Nogueira. Nomeado no período de transição para a redemocratização do país, após o fim do Estado Novo. Trabalhou na construção de estradas no interior do município e promoveu o calçamento da Rua Silva Jardin.

Pedro Caetano Magalhães de Jesus (1948-1952)- Natural de Senhor do Bonfim, advogado, foi o primeiro prefeito eleito em Ipiaú após o fim do Estado Novo (ditadura de Getúlio Vargas).Sua administração foi marcada pelo investimento na educação, sobretudo no ensino primário. Construiu várias escolas no município, dentre elas o Colégio Celestina Bittencourt. Durante a sua administração foi fundado o Ginásio de Rio Novo e construído o Estádio Municipal de Futebol que posteriormente recebeu o seu nome.

José Muniz Ferreira (1952-1955)- Mais conhecido como Juca Muniz, genro do coronel Durval Hohlenwerger e irmão de Edízio Muniz Ferreira. Promoveu a ampliação da rede de esgotos das Ruas Anchieta, Rio Branco, Castro Alves, a colocação de meios fios da Rua Juracy Magalhães e a remodelação da Praça Rui Barbosa.

Salvador da Matta (17/04/1955 14/04/1959 e 1971-1973)-Natural de Catú foi um dos maiores intelectuais da região. Homem culto, formou-se em medicina pela Universidade Federal da Bahia com apenas 22 anos de idade, em 1937. No ano seguinte instala-se em Rio Novo passando a exercer a sua profissão. Em 1950 fundou o Ginásio de Rio Novo, marcando uma nova fase na educação do município. Sua primeira administração municipal se caracterizou por investimentos em obras de saneamento básico, ampliação de rede de esgotos, calçamento de ruas e construção de escolas. Construiu a ponte sobre o rio das Contas, ligando Ipiaú à vila de Japomirin, no município de Itagibá. Na segunda gestão construiu o Centro Administrativo do Município, pavimentou diversas ruas e concluiu a iluminação da cidade com lâmpadas a vapor de mercúrio.

José Motta Fernandes (14/04 /1959 a 07/04/1963 e 07/04/1967 a 1971, além de 1996-2000)- Único político a administrar o município de Ipiaú em três ocasiões. Era natural de Sergipe, residia inicialmente no distrito de Barra do Rocha sendo um dos representantes do mesmo na Câmara Municipal de Ipiaú. Em seu primeiro governo, dentre outras obras, construiu a ponte sobre o rio Água branca, nivelou a Rua do Cruzeiro e calçou as ruas Mira Rio, Alfredo Brito e José Muniz Ferreira, iniciou a obra de construção do Mercado Municipal e promoveu melhorias no distrito de Algodão. Na segunda gestão remodelou o Colégio Celestina Bittencourt, concluiu o Mercado Municipal. Na terceira gestão pavimentou diversas ruas e realizou inúmeras outras obras.

Euclides José Teixeira Neto (07/041963 a 07/04/1967)- Nascido no povoado de Jenipapo, município de Ubaíra, filho de Patrício Rezende Teixeira e Edith Coelho Teixeira, advogado, escritor, maior líder político da historia de Ipiaú. Criou a Fazenda do Povo, o Ginásio Agrícola Municipal de Ipiaú (GAMI) e o bairro da Democracia. Em sua gestão, considerada a mais progressista da historia local, com apoio da comunidade é instalado o primeiro hospital publico do município e o Parque de Exposição Agropecuária. No mesmo período Ipiaú recebe o titulo de “Município Modelo da Bahia”, concedido pelo Governo Federal.

Hildebrando Nunes Rezende (1973-1977 e 1983-1988)- Líder carismático e populista, natural de Ipiaú, investiu no assistencialismo, eletrificou diversas regiões da zona rural, construiu pontes e estradas e expandiu o bairro da Democracia. Mandou compor o Hino de Ipiaú, fundou o Museu do Lavrador e criou a Secretaria da Cultura, além de construir a Praça do Cinquentenário. Pavimentou a Avenida Getúlio Vargas, Avenida do Contorno, Bairro Euclides Neto e Rua do Honório.

José Borges de Barros Junior (1977-1982)- Também conhecido como Zequinha Borges, trabalhou para a modernização da cidade, levantou verbas para a construção do Ginásio de Esportes e pavimentou diversas ruas.

Miguel Cunha Coutinho (1988-1992)- Natural de Ibirapitanga foi deputado estadual e manteve o estilo populista na gestão do município de Ipiaú. Suas principais obras como prefeito foi a construção do Conjunto Habitacional Antônio Carlos Magalhães (o bairro ACM), a construção do novo matadouro municipal, a pavimentação do bairro da Conceição e da Rua da Granja. Era formado em sociologia mais nunca exerceu a profissão.

Ubirajara Souza Costa (1992-1996)- Nascido no distrito de Córrego de Pedras, interior do município de Ipiaú, filho do lendário Pedrão, é médico cirurgião. Em sua gestão publica houve investimento na área da saúde e educação, com destaques para as construções do CETAN e os Colégios Ângelo Jaqueira, Edvaldo Santiago, Patrício Teixeira, Pastor Paulo e o Hospital da Mulher.

José Andrade Mendonça (2000-2004 e 2004-2008) – Natural de Sergipe, filho do famoso empresário Mamede Paes Mendonça, ganhou a simpatia do eleitorado ipiauense e se tornou um dos líderes políticos mais carismáticos e fervorosos da historia do município. Em suas duas gestões implantou um estilo norteado na austeridade e transparência, combateu a corrupção, realizou inúmeras obras nas áreas de habitação, saneamento básico, infraestrutura e educação. Incentivou a cultura, investiu na assistência social e promoveu a organização da cidade. Seu grande projeto, a construção do Parque da Cidade, não chegou a ser concluído por questões políticas.

Sandra da Purificação Lemos – Administradora de empresas e natural de São Gonçalo dos Campos. Na condição de suplente de José Mendonça em sua segunda gestão, assumiu o cargo de prefeita de Ipiaú no ano de 2008, sendo assim a primeira mulher a ocupar tal posição no município. Disputou a eleição seguinte com o médico Deraldino Araújo que lhe derrotou e assumiu o comando do município.

Deraldino Alves de Araújo- Nascido em Itapitanga, reside em Ipiaú há mais de 20 anos. É médico pediatra e se elegeu prefeito após concorrer em três eleições consecutivas. Realizou obras de infraestrutura básica, esgotamento sanitário, pavimentação, abertura de novas ruas e bairros, construiu quadras poliesportivas e inaugurou o Centro de Abastecimentos transferindo para este local as duas feiras livres que existiam na cidade.

Biografia de um célebre ipiauense

A cidade de Ipiaú deu ao nordeste brasileiro um dos mais importantes jornalistas da atual geração de comunicadores, Cleomar Ribeiro Brandi , nascido em 18 de janeiro de 1945, escreveu seu nome na historia do jornalismo baiano e sergipano e agora terá sua trajetória contada numa biografia escrita pelo jornalista sergipano Gilson Souza.

Entre outros feitos, Cleomar foi responsável pela implantação da Rádio e TV Educativa nos dois estados.Escreveu  colunas em jornais de Salvador  e foi um dos mais atuantes cronistas da imprensa em Aracajú. Cleomar  Brandi faleceu em 17 de julho do ano passado.De acordo com Gilson Souza, a biografia estará pronta ainda este ano, contando inúmeros depoimentos de familiares,amigos, colegas de profissão e admiradores.

O livro também trará uma série de fotografias que marcam épocas distintas da vida de Cleomar. Cem entrevista concedida ao jornalista Osmário Santos, de Aracajú, Cleomar  lembrou de momentos da  infância em Ipiaú e da  adolescência em Salvador.

Da sua infância  ele conta que foi  bela, menino de beira de rio, abrindo o grande portão do quintal e se deparando com o deslizar majestoso do Rio de Contas, onde ele e seus irmãos

“Pescávamos belos piaus de cima do cais: plataforma exata para grandes mergulhos na água que nos acolhia. O grande abacateiro do quintal era a grande vigia de onde, lá de cima, me sentia Robinson Crusoé, os “babas” com os irmãos, os filmes do Cine Theatro Éden, o cheiro do pão fresco saindo do grande forno da Padaria Minerva, a manteiga derretendo no milagre do pão quente e aberto, as histórias de assombração, as brincadeiras de guerra nas pilhas de cacau do grande armazém de Tio Coló, os bois soltos nas ruas  nos dias de matança, um corre-corre danado e a gente jogava sal no fogo pois diziam que deixava os animais mais brabos. Uma infância com cheiro de banhos de rio, rapé roubado do meu avô, visgo de cacau na boca e o coração na porta, batendo forte, esperando a chegada do meu pai que vinha da padaria, enquanto o serviço de auto-falante cantava a Ave Maria”.

Da adolescência  as recordações trazem nomes que ficaram famosos na cultura nacional:

“ Lembro que a turma da ladeira dos Aflitos era muito grande unida. Antônio Pitanga, que depois se tornou o pai de Camila Pitanga; Geraldo Del Rey, virou ator de cinema; Perna Fróes, que fez arranjos musicais para Caetano Veloso; Thildo Gama, que era o baixista de Raulzito e seus Panteras; mais tarde, Raulzito virou Raul Seixas e é nome na MPB até hoje. Reencontrei Raulzito (nunca consegui chamá-lo de Raul Seixas) anos mais tarde, em Arembepe, ele recém saído do hospital, com a cirrose comendo seu fígado e, debochado como sempre, emborcou minha dose de milone, aproveitando minha distração. Dois meses depois, ele morreu.

O jornalista Gilson Souza promete realizar em Ipiaú o lançamento do livro- biografia de Cleomar Brandi Ribeiro. Será uma boa oportunidade de a população local conhecer melhor esse celebre conterrâneo.

( José Américo Castro )

Em Sessão Extraordinária realizada na manhã dessa sexta-feira, 6, a  Câmara de Vereadores de Ipiaú, manteve sua decisão de aprovar sem suplementação o Projeto de Lei nº 045/2011, do Poder Executivo Municipal, que estima a receita e fixa a despesa do município de Ipiaú para o exercício administrativo do ano de 2012, no montante de R$60.288.529,47 milhões.

A maioria dos vereadores presentes também manteve o propósito de garantir a emenda que indica um percentual  de 7%(sete por cento)para o repasse  da verba destinada ao Poder Legislativo.A proposta da Prefeitura era de um repasse de apenas 5%(cinco por cento) do Orçamento Municipal. Com tais decisões foram derrubados os vetos do prefeito Deraldino Araújo às matérias citadas que foram os pontos principais das discussões, assim como  a outras 11 emendas legislativas.

Alguns vetos foram mantidos dentre os quais o que se refere à emenda que propunha a   construção de um Matadouro no Distrito de Córrego de Pedro.Este foi o único ponto de consenso da votação. Na tentativa de reverter a posição da maioria, em relação à negativa de suplementação orçamentária, os membros da base de sustentação do Governo Municipal chegaram a propor que fosse acatada a emenda da Comissão de Finanças e Orçamento  indicando 30% de suplementação, a qual já tinha sido  derrubada em plenário, durante sessão ordinária realizada no ano passado.

A bancada oposicionista que forma a maioria sinalizou que, havendo necessidade por parte do município, poderá aprovar uma suplementação em percentual mais reduzido. Para isso será necessário que o prefeito envie um Projeto de Lei ao Poder Legislativo. Com exceção da emenda referente à construção do matadouro, o vereador José Andrade Mendonça(foto)se posicionou contrario aos demais vetos apresentados pelo prefeito.

José Américo para o Informe

Secretario confirma apoio aos produtores de eucalipto na região de Ipiaú

Em reunião realizada recentemente no Instituto de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), em Salvador, o Secretário Estadual do Meio Ambiente, Eugênio Spengler, confirmou o compromisso de apoio aos produtores  de eucalipto na micro-região de Ipiaú( zona cacaueira do estado)e a liberação de créditos para a reposição florestal.Na oportunidade ficou combinado uma visita do titular  e técnicos da Secretaria do Meio Ambiente(Sema) à região, com o objetivo de tratar de assuntos referentes à ampliação da licença ambiental dos plantios, tendo em vista a  seriedade  e disciplina verificadas  nos plantios já realizados.

Da reunião com o secretário Eugenio Spengler e com  o diretor  do Inema, Julio Mota, participaram os produtores Iran Araújo, Edilton Oliveira, Edvar Oliveira, Joilson Andrade e Dilson Freire, os quais estavam acompanhados da deputada Ângela Souza e do seu assessor, Mauricio Carvalho. Atualmente existem cerca de dois mil hectares de área plantada com eucalipto  em sete  municípios da micro-região.A  idade das arvores existentes  varia de um a quatro  anos. As áreas de expansão são estimadas em 50 mil hectares, podendo abranger mais municípios da região cacaueira.

Florestas Homogêneas

O crescente consumo de produtos derivados da  madeira impõe ameaças às florestas nativas,  daí a necessidade de implantação de áreas florestais renováveis homogêneas, a exemplo do cultivo do eucalipto que tornou-se uma opção viável para atender a demanda de madeira e reduzir o desmatamento que  anualmente  atinge cerca de 2 mil hectares, da Mata Atlântica em toda a  região cacaueira.A ação degradante  e ilegal tem  como objetivo, fornecer a madeira para construção civil, fabricação de móveis, cercas das propriedades rurais, secagem do cacau, cerâmicas, padarias, e outras atividades.Desta forma se torna urgente a busca de alternativas.

De acordo com o Centro de Produções Técnicas (CPT),“a  implantação de florestas de eucaliptos envolve operações que vão desde o preparo do solo até o completo estabelecimento delas, o que ocorre no segundo ou terceiro ano do plantio. As operações  intermediarias são o combate às formigas,a fertilização mineral,o plantio propriamente dito e as manutenções ou limpezas do povoamento.Após esse período ,a floresta ,já estabelecida ,está apta a ser manejada”. Vale ressaltar  que os plantios de eucalipto  na região de Ipiaú ocorrem em áreas que anteriormente eram ocupadas por pastagens e, portanto já se encontravam desmatadas.


 Não quero ser só uma artista

Um público diferente deverá lotar o Salão do Plenário da Câmara de Vereadores de Ipiaú na noite desta sexta-feira(02/12), data 79º aniversário da emancipação política do município. Alí ocorrerá uma sessão distinta das habituais na casa. As discussões e debates estarão em outro nível e o foco das atenções não serão os atores de sempre. Nessa noite a cena será roubada por Joelma, o filme de curta metragem do Ipiauense Edson Bastos, um jovem diretor que começa a colher os louros das vitorias a que está predestinado.

A fita já arrebatou o premio de “Melhor Curta Nacional” no 19° Festival Mix Brasil da Diversidade Sexual, ocorrido em São Paulo, e vem sendo muito aplaudida nas exibições em Salvador. A trama aborda a historia do transexual Joel Patrício Novais, 66 anos, que se autodenominou “Joelma” e reside no Sitio do Picapau Amarelo, um bairro da periferia de Ipiaú, cuja comunidade lhe tem o devido respeito. O personagem é interpretado pelo ator Fábio Vidal. Algumas cenas foram rodadas nesta cidade.

Se a fita vai roubar a cena da rotina da Câmara, Joelma a celebridade provinciana que motivou o projeto de Edson Bastos vai roubar a cena da sessão cinematográfica. Ela estará lá, pessoalmente, para provar que é mesmo boa na fita.

Um previa disso foi dada na manhã da última quarta-feira(30/11), quando esteve na Câmara procurando uma camisa para participar da Marcha Contra a Corrupção que acontece no próximo sábado(03/12), e foi provocada a prestar uma entrevista. Joelma não se negou ao pedido do repórter e até pousou ao lado do vereador Raimundo Menezes Moreira, o popular “Raimundo Paraguai”, Presidente da casa.

Joelma disse que não queria ser Joel e nem continuar a catar carvão na região do Burí, zona rural de Ipiaú, por isso fugiu de casa e foi parar em São Paulo onde conheceu o português João Freire Leal que ela afirma ser avô do cantor Roberto Leal. João foi seu caso mais prolongado. Deu-lhe atenção, boa vida e até lhe alfabetizou. Em defesa dele Joelma cometeu um homicídio que lhe custou um bom tempo de cadeia.

João Leal viveu até os 101 anos de idade, 22 dos quais ao lado da musa do Picapau. Atualmente Joelma convive com o ancião Esperidião de Souza Brito, tio de um dos seus advogados.

Dramática, performática, Joelma, a original, diz que já se safou de 78 feitiços e que não tem preconceito em exibir seu corpo (mostrar as partes que afirma serem dotadas de silicone do bom). Aos curiosos avisa: ”Se olhar com maldade não vai enxergar nada”.

Quanto ao filme em sua homenagem, diz que ainda não assistiu, mas desde já se mostra agradecida e lembra os primeiros encontros com o diretor e com o ator: ”Edson e Fábio invadiram a minha sensibilidade e então eu disse:-Vou soltar as frangas,contar toda a minha história”.

Joelma garante que o sucesso da fita não vai interferir no seu cotidiano e para alivio dos protagonistas de plantão, conclui: “Eu vivo do meu suor e não quero ser uma artista”.

Ciliconada, maquiada, pervertida, mal ou bem vestida, Joelma é Chiquita Bacana sem a Martinica, é a mulher maravilha da periferia ipiaúense, o avesso, do avesso, do avesso… A bola da vez na obra de Edson.

 Fran deixa seu nome na história

“O homem é quem faz  a historia”.

Uma parte da historia de Ipiaú foi feita pelo cidadão Francisco Rocha Chagas, o popular Fran que aos 75 anos de idade desencarnou na madrugada (ás 4 horas) desta segunda-feira, 5, em Salvador onde se encontrava em tratamento médico.Uma complicação  cardíaca foi o principal motivo do óbito.

Natural de Ribeira do Pombal, na região norte da Bahia,Fran era filho de José Florencio Rocha e Carmerinda Rocha e irmão do conhecido Zito, do Posto Rocha,outra personalidade que muito contribuiu com o desenvolvimento de Ipiaú. Fran  gerou sete filhos: Gracinha, Livinha, Rogério,Beto,Claudio,Cristiano e Franzinho.  Pessoa querida na cidade encontrou na simplicidade a melhor forma de vida. Por isso tinha inúmeros amigos.

De lavador de carros, passando por motorista de praça, chegou á condição de forte  empresário,nos anos 70 e 80, período em que se destacou como proprietário do Cine Teatro Eden e muito contribuiu com a cultura local.

Investiu no ramo comercial, com bares, revenda de automóveis, farmácias e lojas de autopeças, assim como na agricultura. Ultimamente mantinha uma borracharia no centro da cidade. Foi membro da Maçonaria, Rotary Clube e do Centro Espírita Beneficente União do Vegetal.

O sepultamento de Fran acontece às 17 horas de hoje no Cemitério da Saudade, aqui em Ipiaú.O corpo será velado na Câmara Municipal.

Francisco Rocha Chagas,o Fran, fez sua historia de vida e pelos relevantes serviços que prestou à comunidade deste município,recebeu da Câmara de vereadores o titulo de “Cidadão Ipiaúense”.Seu nome fica na historia deste lugar.

José Américo Castro

José Mendonça: ELEIÇÕES EM IPIAÚ

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MINHA MAIOR TRISTEZA, ver reeleito um prefeito corrupto, licitações fraudulentas, notas fiscais que a mercadoria não chegava à prefeitura. Reeleito um vereador que participava da conta dois da prefeitura com locação de carros. Não reeleitos vereadores que não aceitavam a corrupção. Estou informado que o prefeito contratou um mil e setecentas pessoas e disse: “partam para a campanha para garantir o emprego de vocês”.

As contas dA PREFEITURA EM 2009 foram rejeitadas, candidatura viabilizada com uma liminar, está sub judice. Em setembro de 2004, quando diretor do Hospital do Estado, foi exonerado a bem do serviço público com mais cinco funcionários, estão todos na prefeitura.

Deixamos em 2008    QUATORZE projetos, estão engavetados, sete com obras iniciadas: calçamentos, estradas rurais, construção de casas populares nos Bairros César Borges e Irmã Dulce, esgotamento sanitário, reforma do Matadouro Frigorífico. Não deu continuidade à construção de escolas, postos de saúde e o Parque da Cidade. A recessão é enorme.

PROJETOS DEIXADOS E OBRAS NÃO INICIADAS: três galpões Centro de Abastecimento, Centro de Cultura e Convenções, Distrito Industrial, Avenida ligando a BR 330 a BA 120, Anel Rodoviário, Universidade para atender doze municípios, roubando o futuro da juventude. Sandra Lemos eleita em 2008, estariam concluídas. Não deu importância ao projeto Minha Casa Minha Vida.

GASTOS De janeiro a dezembro de 2011: locação de veículos, R$ 1.718.200,16. Combustível R$ 1.090.749,01. Telefone, R$ 422.099,44. Compra de tempero verde na Associação dos Produtores do Distrito de Córrego de Pedras R$ 43.000,00. Irregularidades na prestação de contas da Saúde, desde 2009 o Conselho Municipal não atua. Desvio na Farmácia Popular constatado pelo Ministério da Saúde.

PERÍODO DE CAMPANHA, mais licitações fraudulentas. Material de construção R$ 1.423.489,88, mesma empresa que em 2011 ganhou licitação de R$ 8.600.000,00. Saúde R$ 400.000,00 e mais um aditivo de R$ 195.000,00 para uniformes. Educação, R$ 940.743,20 para blusas de farda, oito mil alunos, uma unidade no mercado R$ 10,00, oito mil R$ 80.000,00, ganhou a licitação empresa que fabrica peças íntimas para senhoras. Pneus R$ 979.305,60, trinta carros sucateados, substituídos por carros locados, quinze carros próprios. Merenda Escolar, R$ 1.858.763,90. Cestas básicas, R$ 1.236.840,00, ganhou a licitação empresa varejista de doces. Necessário conferência em cada nota fiscal emitida e onde foi usado o material.

Asfalto da Rua Dois de Julho e Castro Alves, ondulado, uma borra, não durará um ano, pedi cópia da licitação e orçamento e não foram apresentados, emenda parlamentar. NECESSÁRIO UMA LEI, DEPUTADO FEDERAL QUE DESTINAR EMENDA PARLAMENTAR PARA MUNICÍPIOS RESPONDER PELA MÁ APLICAÇÃO DOS RECURSOS.

COM A Corrupção NÃO HAVERÁ desenvolvimento, mercado de trabalho, infraestrutura, qualidade na saúde e educação, sem educação não há futuro. Espero que a Polícia Federal chegue a Ipiaú, como chegou a municípios próximos. Apelo para a Controladoria Geral da União, o Ministro, Dr. Jorge Hage, tem a mesma bandeira do ex-ministro Dr. Waldir Pires, contra a corrupção. Contrataremos escritório de advocacia, empresa de consultoria para auditar licitações, folhas de pagamento, contratações irregulares, projetos, usando a Lei de Acesso à Informação.

A Câmara dos Deputados acaba de aprovar e enviar para o Senado dez por cento do PIB para a Educação. Sugiro à CGU confrontar a seriedade que administrávamos os recursos da educação e da saúde de 2001 a 2008 e o do atual prefeito de 2009 a 2012. Não criando sistema e lei para dificultar a corrupção, crescem os recursos, mas não muda a qualidade da educação.

O SUBMUNDO DA ADMINISTRAÇÃO DOS MUNICÍPIOS 

Estive presidente da Câmara de Vereadores de Ipiaú de 2009 a 2010. O líder do governo na Câmara (eleito presidente em 2011) me agredia verbalmente, houve até agressão física com microfone.  Três vereadores (PT, PMDB e PP) também me agrediam, todos aliados a uma galeria orientada. Muitas vezes deixei a mesa da Presidência e me dirigi ao gabinete por medida de segurança. Enviávamos ofício para o comando da Polícia Militar informando as datas das sessões, mas não se fazia presente.

Logo perdi os vereadores que se elegeram pela sobra de votos na legenda, preferiram apoiar a corrupção na prefeitura. O vereador do PT compareceu a uma Sessão com uma filmadora, levou sua esposa e mandou que a mesma fosse até minha mesa para me provocar colocando a chave do carro em meu nariz, esperando que eu reagisse. Semana passada o PT o expulsou do partido.

O prefeito corrupto de Ipiaú levou o município a uma situação desastrosa, o retrocesso, vai prejudicar o futuro dos jovens. Já encaminhei denúncias para o Ministério Público, quatrocentas e doze para o Tribunal de Contas dos Municípios.

O prefeito pediu suplementação sem apresentar demonstrativo fundamentando de qual secretaria iria transferir os recursos, sem atender a Lei de Responsabilidade Fiscal e a Lei de Acesso à Informação Pública, nº 12527 sancionada em 18 de novembro de 2011 que exige transparência e regulamenta o direito constitucional ao cidadão de ter acesso à informações de contas públicas.

O prefeito é um estranho, o grupo que tumultuava as sessões quando eu estava na presidência, se organizou a semana passada para agredir vereadores jogando bombas e cocktail molotof nas residências dos mesmos, inclusive do presidente. O vereador Nena Passos por pouco não foi assassinado na porta de sua casa. Informei oficialmente ao Secretário de Segurança Pública.

O presidente da Câmara e mais três vereadores almoçaram na fazenda Oceania, oito de junho, dia que foi realizada a sessão. No almoço, o presidente informou que aprovaria a suplementação para garantir sua vida, passou a semana na prefeitura sigilosamente, não convidou os vereadores aliados que o elegeram presidente, Francisco Ferreira, Carlos Bispo e Nena Passos.

A população de Ipiaú é informada mensalmente dos desmandos praticados pelo prefeito. De janeiro a dezembro de 2011 a prefeitura gastou R$ 422.999,44 com telefonia; R$ 1.718.200,16 com locação de veículos; R$ 1.094.749,01 com combustível; R$ 182.747,25 na concessão de diárias. Desvio de recursos da Farmácia Popular no valor de R$ 50.579,87, licitações fraudulentas.

O salário que recebo da Câmara, gasto com uma empresa de auditoria e consultoria acompanhada pelo Vereador Nena Passos, auditando as contas da prefeitura na Inspetoria do Tribunal de Contas em Jequié. Reforma política, voto distrital, financiamento público de campanha são indispensáveis para melhorar a qualidade dos parlamentos com a participação da mulher e do jovem. No próximo artigo, terça-feira, informarei como encontrei o município, como deixei e as desgraças que a atual administração faz.

 

ATENÇÃO É RECIPROCIDADE E RECIPROCIDADE É ATENÇÃO – VIVO PROCURANDO A VERDADE COM A RAZÃO

Não vou detalhar o que está escrito em meu site, em meu facebook, da minha posição política em Ipiaú até o dia 17 de maio de 2012. Não adianta, já é passado, pensar no presente e no futuro.

Presente. Minha posição política em relação à Câmara de Vereadores e a próxima eleição é outra. Câmara de Vereadores estou com o pensamento firme de ir à campanha para renovação com a participação da mulher e do jovem, a não ser que não tenhamos mulheres e jovens candidatos a vereador.

Prefeitura. Vou conversar com as pessoas que tenho convivido politicamente e que se identificam com meu pensamento político e minha bandeira contra a corrupção. Posso citar quatro, o vice-governador Otto Alencar, o governador do Estado, Dr. Jaques Wagner e os Deputados Mário Negromonte e Mário Negromonte Junior.

Vou ouvir Maria das Graças e filhas, quando me refiro às filhas, Sandra Lemos está incluída. Esse é talvez o conselho superior. MAS A PESSOA QUE MAIS VOU OUVIR É A PROFESSORA VANDA DE ANDRADE PINHEIRO, coordenadora política, quando assumi a Câmara por amor e dedicação ao município, a mesma aceitou comandar a Secretaria da Câmara e oito anos do nosso governo a Educação foi destaque sob o comando da Professora Vanda, trabalho admirado pelos Secretários de Educação do Estado.

Vou ouvir todos, mas quem vai definir um caminho com relação ao meu posicionamento político sou eu. Posso antecipar que o presidente Raimundo não é mais meu candidato, poderá ser o candidato do seu partido, sou filiado ao Partido Progressista.

Quero passar nesse momento à família ipiauense, não abro mão da reciprocidade pela confiança e carinho que recebo da maioria, atenção é reciprocidade e reciprocidade é atenção, não tomo decisão sem ouvir a família ipiauense por todos os meios possíveis, inclusive pesquisas. Vou fazer uma avaliação do que posso e do que não posso, mas uma coisa já tenho consciência diante dos meus princípios, não decidir sem ouvir a família ipiauense.

Na segunda-feira, dia 14 de maio, o presidente Raimundo me telefona dizendo que iria colocar no expediente da sessão projetos do executivo para doação do terreno do parque da cidade para o Tribunal Regional do Trabalho, suplementação e financiamento para cobertura do Centro de Abastecimento. COMENTEI, existe um terreno ao lado da Câmara. tentei quando prefeito, junto ao Judiciário, projeto para um prédio novo para o Forum, não consegui. poderia ser pensado para o Tribunal regional do trabalho.

Na semana anterior pensei, quanto ao terreno do parque da cidade não é possível pensar dessa forma. No mínimo o presidente teria que pegar a planta da área que o Tribunal iria ocupar, colocar na sessão do dia 17 de maio para discussão, mas informou que colocaria e seria aprovado, eu disse que não estaria presente.

Os absurdos que estão acontecendo são de entristecer. Passamos oito anos no governo e não aprovamos loteamento no terreno que fica atrás da estação rodoviária reservado para construção do parque universitário. Não desapropriamos porque não tínhamos os recursos, mas hoje o recurso do município é cinco vezes mais.

Deixamos dois projetos importantes, o da Casa da Cultura na Praça Salvador da Matta, e o de urbanização para o Distrito industrial. Sandra Lemos deixou quatro milhões de reais, com licitação feita e os recursos na Caixa Econômica para uma avenida. Projeto de urbanização, praça e residência para continuidade do bairro Irmã Dulce.

CORRUPÇÃO A GENTE VÊ, MAS NADA IGUAL A IPIAÚ. CONSTRUIR UM POSTO DE COMBUSTÍVEL NUM ESPAÇO PÚBLICO, NUMA PRAÇA, NÃO É NORMAL, COMO TAMBÉM DESATIVAR UM PROJETO COMO O DO PARQUE DA CIDADE. Detalho no manifesto e artigo. No dia 15 de maio, terça-feira, estava em Brasília, levei o nosso manifesto para lideranças no Congresso Nacional e órgãos federais.

Encontrei-me com o Governador à bordo do voo Brasília – Salvador, 16 de maio, leu parágrafo por parágrafo de meu artigo, depois disse: “é isso tudo?”.

PARA UMA Administração TRANSPARENTE, É NECESSÁRIO UMA BOA estrutura, está em meu artigo publicado terça-feira 15 de maio no Jornal A Tarde e ontem, 17 de maio, em meu site. CONSELHO DE SAÚDE, CONSELHO DE EDUCAÇÃO, CONSELHO ADMINISTRATIVO, SECRETARIA ADMINISTRATIVA LIGANDO AO PLANEJAMENTO, CONTROLE INTERNO E A CONTROLADORIA GERAL DO MUNICÍPIO COMPOSTA POR JOVENS ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS.

Família ipiauense, não vejo condições de continuar vereador diante do novo estilo que o presidente adotou a partir da sessão que me referi acima, na qual só um vereador, Marcus Passos, disse muito bem, acompanhou desde o nascimeto do projeto e sabe as obras que estão implantadas com recursos federais. Isso vai dar dor de cabeça a prefeito e vereador, estou contratando um advogado criminalista.

Não dar continuidade ao projeto do parque, o qual o Deputado Mário Negromonte se colocou à disposição buscar recurso para continuidade da obra, por interesses pessoais, é atitude estúpida e desumana de um chefe de governo.

Primeira sessão da Câmara na gestão do Presidente Raimundo Menezes. Pessoas que gostam da forma que administrei o município e a Câmara em 2009 e 2010 se fizeram presentes para retornar o tumulto, coordenado por pessoas da prefeitura que faziam na galeria em nosso período. O Presidente energicamente disse que não aceitava, pedi uma parte e disse que as pessoas que estavam ali que se consideravam do meu relacionamento, mudassem: “aqui é a Casa do Povo, vereadores discutirem o melhor para o municípo”.

Daquele momento em diante começou um relacionamento cordial entre José Mendonça e o presidente da Câmara Raimundo Menezes. O presidente me convidou para participar da avaliação das contas de 2009 do município, agradeci, disse que não tinha razão para participar porque já havia feito uma série de denúncias junto ao Tribunal de Contas do Municípios, Ministério Público e MEU VOTO ESTAVA DEFINIDO PELA REJEIÇÃO.

Na sessão que foram rejeitadas as contas, uma posição firme do presidente da Câmara e dos vereadores Francisco Ferreira, Nena Passos, José Carlos Bispo, um outro que está com o governo prefiro não citar o nome e eu, somou maioria e votaram por rejeitar as contas. FINALIZADA A SESSÃO O PRESIDENTE RAIMUNDO MENEZES SE DIRIGIU A MIM E DISSE: “ESTÁ VENDO JOSÉ, VOCÊ TEM QUE VOLTAR PARA PREFEITURA”. “ASSUMI O COMANDO DA NOSSA EMPRESA, MAS ACEITO SER VICE NUMA PRÉ-CANDIDATURA A PREFEITO DE VOSSA EXCELÊNCIA”.

No período da minha administração, o presidente Raimundo, e outros vereadores, tanto tumultuava a sessão, como também procurava ver as contas e habitualmente dizia que não aceitava corrupção, inclusive deixou a liderança do goveRno. Demonstrou seriedade e firmeza na presidência da Câmara.

Até o dia 14 de maio apoiava com firmeza a pré-candidatura do presidente Raimundo Menezes a prefeito, dizendo que meu nome estava à disposição, mas o direito de escolher o vice era dele. O ex-governador Otto Alencar disse que gostaria que eu fosse candidato, mas como vice pode ajudar muito ao município. Grande apoio.

O projeto e a obra do parque são da maior importância para pais, mães, filhos, netos, congraçamento entre as famílias, atividade física e esportiva. A melhor condição de vida para a pessoa humana deve ser prioridade do administrador público e não a corrupção. Minha bandeira é contra a corrupção, aí o dinheiro dá para tudo, até para baixar a carga tributária e diminuir a sonegação.

O projeto e a obra do parque são importantes para qualquer município, independente do tamanho, projetei uma área de lazer até para Córrego de Pedras, na proporcionalidade. Se você for a Curitiba, exemplo maior desse país, tem oito parques e o maior é no centro da cidade. As pessoas que condenam o parque, só pensam em si, nem sempre são as mais felizes. Presidente Raimundo, que Deus acompanhe todo dia seus passos. Felicidades.

José Mendonça

O AMOR É TUDO NA VIDA

Três situações estão aterrorizando, não podem deixar de ser preocupação dos governos, do Judiciário e das famílias. Pessoas perdem a vida no trânsito, mulheres terminam casamento, jovens terminam namoro, são assassinadas. A corrupção chegou à marginalidade. Tudo isso acontece no país, no município de Ipiaú, além de tudo, vemos um governo corrupto e desumano.

O foco desse artigo não é a corrupção, tenho escrito muito sobre o assunto, a Controladoria Geral da União, Ministério Público e Polícia Federal têm trabalhado. O número de denúncias é enorme, quando a imprensa divulga, vemos que a diligência vem há mais de dois anos. A Polícia Federal trabalha em sigilo, acredito que já está fiscalizando o governo de Ipiaú.

Trânsito, não precisa lei para proibir a bebida dentro da cidade, indispensável lei rígida nas rodovias. Na cidade, em caso de acidente com velocidade ou imprudência, o motorista ter bebido, considerar crime inafiançável. Temos assistido através da imprensa acidentes com o motorista alcoolizado. Nas rodovias é bastante o motorista ter bebido. Se eu estivesse no Congresso, abraçaria esse projeto.

Há pessoas que não podem tocar em álcool, não devem beber em momento nenhum, outras não têm esse problema, podem dirigir com consciência da responsabilidade com sua vida, da família que ficou em casa e com o próximo. Velocidade dentro do que a lei estabelece. Ruas estreitas com veículos estacionados dos dois lados, velocidade de 20 a 40.

Se não pode beber para dirigir, não beba e veja que o amor é o que existe de mais forte na vida. Dirigindo precisa estar atento ao pedestre, considero o motociclista um pedestre. A moto não pode ultrapassar o carro quando o trânsito está parado, o risco de atropelar uma pessoa é enorme.

Porque assassinar a pessoa que não sente mais amor pela outra. Quem ama tem que estar alimentando o amor, a mulher não está aceitando ser escrava de homem que não sabe do amor, maltrata. O amor é igual ao organismo, não alimentado morre.

Há muito tempo venho sugerindo em artigos criar A Hora da Educação no horário nobre da televisão, com a participação da imprensa falada e escrita para falar de temas educativos. A Hora do Brasil existe há mais de um século, ouço desde criança. Os canais fechados de televisão têm programas educacionais fantásticos, o povo não tem acesso, o governo poderia fazer uma parceria. Não podemos aceitar algo que vá de encontro à vida e ao amor. O amor é tudo na vida.

Texto 2 – Congresso nacional da Imprensa

Dia vinte e oito de março, abertura do 38º Congresso Brasileiro de Cronistas Esportivos, para mim foi um dia de satisfação, estive presente, bem recebido pelo Presidente da Associação Baiana de Cronistas Esportivo, Márcio Martins.

Tive oportunidade de rever pessoas que convivi na década de sessenta, setenta quando frequentava a Fonte Nova e o Estádio Jóia da Princesa, inclusive tive a satisfação enorme de cumprimentar Jair Cezarinho, foi como se estivesse com Feira de Santana na minha frente.

Não me contive, mandei uma pequena mensagem para o jornalista Márcio Martins dizendo: “posso fazer uma mensagem com um minuto, tolerância de um minuto, forte, destacando a imprensa esportiva e esse mundo de jornalistas de todos os estados do Brasil presentes”.

Não é que Sr. Márcio Martins me concedeu a palavra, não esperava, estava totalmente fora da pauta do cerimonial. Iniciei minha saudação dizendo obrigado. Lembro que disse:

“Costumo dizer que a imprensa esportiva é algo iluminado por Deus”.

“O lazer do trabalhador é o esporte”.

“O futebol é o principal lazer do trabalhador”.

“Senhores jornalistas esportivos, se orgulhem porque vocês fazem a vida melhor para a sociedade trabalhadora. Satisfação cumprimentar a todos aqui presentes, já estive em todas as capitais do Brasil”.

O jornalista Márcio Martins na abertura já tinha me apresentado como ex-prefeito e vereador de Ipiaú, recebi aplausos. Com minha saudação, recebi carinhosamente mais aplausos.

No encerramento da sessão, não pude ficar para o jantar, já tinha compromisso, cumprimentei o jornalista Márcio Martins dizendo que já o admirava pelo dom da palavra, não sabia também que era um bom administrador. A solenidade foi muito bem administrada e conduzida.

Texto 3 – Precisamo salvar o mundo

Dois de março, adeus do Deputado Fernando Santana, 96 anos, está no outro mundo de Deus. Estive presente no Jardim da Saudade, bonito, um paraíso, lugar que sentimos saudade, tristeza e amor, não consigo bater palmas. Fica no alto, vemos as nuvens, o céu e conversamos com Deus.

Admirava-o. Um domingo, passando na Barra, parei o carro para cumprimentá-lo, me deu uma lição de como o mundo seria melhor para todos, comentou minha seriedade na administração do dinheiro público.

Comunismo, palavra que significa comum a todos, não tivemos no mundo governos comunistas, tivemos ditadura apoiada pelo partido comunista. Em 1962, 23 anos, fui pré-candidato a deputado federal, candidatura cassada, um amigo do meu pai disse: “você quer José na política ou no comércio, se for para a política não volta”.

Em 1964, o grande tio Antonio, disse: “se tivesse sido candidato e eleito, estaria cassado”, “como? Não sou comunista nem corrupto, defendo o capitalismo social, com a participação do trabalhador na administração e no lucro e premiação para o funcionário público eficiente que denunciar corrupção”.

Desde jovem sou democrata, comunismo tinha medo. Esse tio, personalidade forte, não aceitava corrupção, costumava dizer: “o Brasil é destruído durante o dia e se refaz à noite, um presidente determinado mudaria o país em vinte e quatro horas”. Esquecia que nem todos os parlamentares tratam dos projetos pensando no país.

A responsabilidade dos governantes está cada dia maior e mais difícil. Para onde estamos caminhando, empresa gera lucro, a administração pública receita e orçamento, não cabe essa crise econômica no mundo.

Não alcanço a responsabilidade dos governos no mundo com a economia e dos empresários, indústrias agredindo o planeta, desmatamentos, vemos mudanças na umidade do ar, irregularidade das chuvas, alagamentos, a imprensa divulgando o aquecimento do planeta. E  o futuro de filhos e netos onde fica? Falta um projeto que todos coloquem a mão em cima.

Nas viagens aéreas vejo o desmatamento fora da lei, margens dos rios e afluentes desmatadas. Faltará água no futuro, há regiões onde já falta água para os animais, já está sendo industrializada água do mar.

Comprei terra no São Francisco, deixei quarenta por cento sem desmatar, em Feira de Santana tinha uma fazenda de 300 hectares, adquirimos mil hectares vizinhos “ematados” conservamos 400 hectares para ver a caatinga renascer.

Não me preocupava com a margem do rio, por ignorância. Administrei o município de Ipiaú de 2001 a 2008 com corrupção zero. Temos que salvar o mundo. Defendo a hora da educação com os mais variados temas, no horário nobre da televisão com a participação da imprensa escrita e falada.

O que mais peço a Deus no momento, a saúde do presidente Lula

Março de 2012,  fiz check-up no Hospital Sírio Libanês, São Paulo. Há duas décadas  digo: “quando o SUS oferecer condição para a família do trabalhador fazer exame preventivo, o governo vai gastar menos com a saúde dando qualidade.

Estive com o médico Dr. Roberto Kallil, perguntei pela saúde do Presidente Lula,  satisfeito com o que ouvi, disse: “o mundo e o Brasil precisam do Presidente Lula”. Em dois mil e doze completam dezessete anos de bons governos: Professor Fernando Henrique, bons projetos, Presidente Lula fez ajustes necessários e mais projetos, Dra. Dilma está dando continuidade e fazendo mais projetos, na Bahia Jaques Wagner também faz um bom governo. O Brasil vai alcançar o patamar que todos almejam.

A crise econômica que atinge os países do primeiro mundo desde 2008, o Brasil como nunca está capacitado para enfrentar. O Presidente Lula em 1999, visitando os bolsões de pobreza, onde as famílias se alimentavam uma vez e muitas nem uma vez, disse: “vou ser presidente dos pobres”.

Presidente Lula tirou, contrariando os menos conscientes (incoerentes) da oposição, cinquenta milhões de pessoas que passavam fome. Palavras do Presidente Lula: “a pessoa precisa se alimentar três vezes ao dia”, “escola para os filhos”,  “com educação não se brinca”.

Foi governo dos pobres, do empresário gerador de emprego, combateu a corrupção, melhorou o salário mínimo, fortaleceu a micro-empresa, água e   luz para todos,  apoio à agricultura familiar, minha casa  minha vida,  risco-Brasil, adeus. Substituiu a dependência do FMI, o Brasil passou a emprestar dinheiro ao mesmo; virou caixeiro viajante internacional, dobrou as exportações, equilibrou a balança de pagamento, a reserva no tesouro nacional se aproxima de quatrocentos bilhões de dólares.

O Presidente Lula mostrou a governos de outros países o desenvolvimento paralelo à melhor condição de vida para a sociedade pobre. Presidenta Dilma diz “País rico é país sem pobreza”.

O que mais peço a Deus, no momento, é a saúde do Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, jovem, uma visão que me faz lembrar meu pai, inteligência que lembra Jesus Cristo. Costumo dizer: “há dois mil anos tivemos Jesus Cristo aqui na Terra, século XXI temos Lula para o Brasil, mas já é do mundo.”

A greve na polícia militar

Meu pai me ensinou a admirar o Exército, dizia que era a escola da disciplina. Na década de 50, tinha dezoito anos, não passava pelo ponto de ônibus sem oferecer lugar no carro para a pessoa que estava com uniforme de militar.

 Eu tinha vinte anos de idade, um caminhoneiro desviou uma carga de arame farpado da empresa. Meu tio Manoel disse: “José, você não vai agir?” Tracei um plano para localizar. No município de Milagres descobri que o caminhoneiro tinha passado em direção ao sul do País. Tomei um avião para o Rio de Janeiro, meu tio Euclides, político, disse: “cuidado com essa diligência José, você não tem experiência”.

Segui para São Paulo quando fui informado pela Polícia Civil que o caminhão era do Rio Grande do Sul. O proprietário foi localizado em Bento Gonçalves, tinha vendido o caminhão para São Paulo. A Polícia Civil de Porto Alegre me deu uma atenção tão especial que tive vontade de me tornar agente policial.

Viajei com o caminhoneiro (italiano), ex-proprietário, para São Paulo. Com as informações dadas pelo mesmo, a Polícia Civil encontrou o caminhoneiro e o reconduziu para Salvador.  Presenciando a aflição do senhor José Carlos, falei: “confesse que vou conseguir que seja liberado para voltar ao seio de sua família”. Confessou ter vendido o arame em Recife, a empresa compradora reembolsou o valor.

Como disse no início, tenho apreço enorme pelo Exército e pela Polícia Militar e Civil, como também pelas professoras e professores, dei prova quando prefeito de Ipiaú. Sem educação, saúde e segurança não há desenvolvimento.

Os orçamentos estaduais são diferenciados para atender salário unificado, a não ser que o governo federal participe como participa na educação e saúde através de um fundo com complementação dos Estados e municípios. Seria um belo projeto.

Não deve haver greve na educação, saúde e segurança. A greve da Polícia Militar na Bahia não tinha razão para chegar onde chegou. O Governador Jaques Wagner é uma pessoa sensível, amável, sabe ouvir, determinado. Ao ser anunciada a greve, de Cuba, declarou à imprensa que trataria do assunto pessoalmente.

Tenho apreço especial pelo policial. O soldado deveria ser selecionado com teste psicológico, treinamento, regimento e salário. O que mais peço a Deus é que a corrupção no País seja a cada dia mais dificultada e que o salário das classes a que me refiro seja coerente com a importância das mesmas.

Ministério dos Transportes

Gostaria de ter trabalhado no Ministério dos Transportes mesmo sabendo que seria por pouco tempo. Meu pai dizia que eu era muito formal, alcançava longe, criativo, bom para delegar, mas não cobrava, a solução que encontrei foi contratar empresa de auditoria.

O Presidente Luiz Inácio Lula da Silva passou do primeiro ao último dia do seu governo (2.920 dias) recapeando, consertando, tapando buracos das rodovias que se desmantelaram nos governos que antecederam. Se na construção das rodovias houvesse qualidade nos projetos executivos, material, drenagem, fiscalização, planejamento periódico para recapeamento, o custo de manutenção seria abaixo do existente. O que vemos hoje nos locais que falta drenagem é a cada trimestre voltarem os buracos.

Nos países do primeiro mundo pavimentação de rodovias tem garantia de oito anos, no Brasil, oito meses se não houver chuva. Nunca li contrato, nem licitação, falo pelo que vejo nas rodovias e nas cidades.  Salvador, nas ruas e avenidas, a pavimentação é uma colcha de retalhos.

No município de Ipiaú foram asfaltadas em 2010 a Avenida Lauro de Freitas, saída para Jequié e Rua Juracy Magalhães (Ministério dos Transportes), o paralelepípedo já está todo aparente. Em 2011, asfaltada a Rua Dois de Julho (comércio) recursos de emenda parlamentar, gostaria de ver o projeto, orçamento e especificações. Chama atenção a má qualidade do asfalto, totalmente ondulado.

A BR 324, Salvador/Feira, foi pavimentada há quarenta anos. Viajava de Feira de Santana a Salvador lendo ou escrevendo, no governo de Dr. João Durval foi duplicada. Hoje, já privatizada, a trepidação parece estrada de barro sem manutenção, há ondulação, parece que estamos viajando numa lancha com o mar agitado.

O mesmo vemos na BR 116, trecho Feira de Santana/Jequié. Será que consta no contrato da empresa que ganhou a concorrência de privatização cláusula para recuperação e manutenção vinculadas à receita e lucro do pedágio? Não é possível ganhar dinheiro sem fazer investimento, a não ser através da corrupção.

O Deputado feirense, José Neto, levantou a voz, o admiro, temos coisas em comum, usamos o carro de som nas ruas para conversar com o povo com seriedade, sem mentir. Passaram a trabalhar nas BRs que faço referência, mas sem qualidade.

É lei a transparência na administração pública, o prefeito de Ipiaú não permite ao vereador, nem ao povo, acesso à documentação de todos os procedimentos licitatórios com receio de serem transformados em denúncias fundamentadas. A inspetoria do TCM não permite tirar cópia de documento. Precisamos do Ministério Público, Polícia Federal e estrutura física e de pessoal nos Tribunais de Contas para fiscalizarem in loco.

Publicado no Jornal A Tarde 07/02/12
JOSÉ MENDONÇA
joseandrademendonca@hotmail.com
www.josemendonca.org                                    Nº 281
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RESPEITO AS DIFERENÇAS

Dia Internacional de Combate à Intolerância Religiosa – Respeito às Diferenças, vinte e um de janeiro, informado pela divulgação no Jornal A Tarde, estive presente. Vi muita coisa bonita, o auditório cheio de pessoas, faltando cadeiras, víamos nos olhos dos que estavam presentes o coração, o amor e a vontade de um mundo melhor.
Gostei dos pronunciamentos, vereadora Olívia Santana, Senadora Lídice da Mata, Deputado Federal Nelson Pellegrino, Senador Walter Pinheiro, Pastor Djalma Torres e Yalorixá Mãe Stella de Oxóssi. Para que o encontro fosse mais forte falaram Dr. Domenico Espinheira, Procurador-Geral da República, e Dr. Wellington Silva, Procurador Geral do Ministério Público da Bahia.
Frases dos pronunciamentos me chamaram atenção: “somos todos da raça humana”, “democracia, símbolo para buscarmos o melhor com todas as religiões e fé”. Tive muita vontade de pedir um minuto para fazer minha saudação, diria no lugar de respeito às diferenças, parabéns às diferenças. Nas discussões das diferenças com respeito, amor ao próximo encontramos melhor caminho.
Em 1995, publiquei o artigo Raça Negra, depois do encontro veio a vontade de republicar. O que mais tenho apreço é à pessoa humana e o que mais admiro é a inteligência, vivo procurando a verdade com a razão, verdade soma, a mentira é desumana.
Alguns convidados tinham outros compromissos, me chamou atenção o Procurador Geral do Ministério Público, Dr. Wellington Silva, ficou até o final, também fiquei, queria cumprimentar o maestro Letieres Leite da Orkestra Rumpilezz.
Apresentação da orquestra um verdadeiro espetáculo, “orgulho para a Bahia, tem se apresentado no Brasil e no exterior”, palavras da vereadora Olívia Santana. Cumprimentei o maestro Letieres Leite, dizendo que tinha fisionomia de gênio, o parabenizei pelo espetáculo.
A frase que mais me chamou atenção: “O governo precisa avançar cada dia mais para diminuir a desigualdade.” Costumo falar do valor da raça brasileira, credito ao sangue negro. O povo mais vibrante do mundo é o baiano, noventa por cento têm sangue negro, já dizia meu pai com admiração. Faltou e ainda falta no Brasil educação com qualidade, se não houvesse tanta corrupção, o Brasil já estaria entre as maiores potências do mundo.

PARÂMETROS

Lembro-me de um gerente de loja, Hereda Hereda, jovem, sangue espanhol, casado com brasileira, companheiro de trabalho e amigo, queria comprar um carro, falei: “primeiro comprar uma casa”. O Programa Minha Casa, Minha Vida é fantástico, obra prima do governo do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O Presidente Lula melhorou a condição de vida da família do trabalhador, criou o Bolsa Família para os que não se alimentavam três vezes por dia, vinculando os filhos à escola, estimulou o esporte através dos projetos do Pintando a Liberdade e Segundo Tempo. Em 1999, percorrendo os bolsões de pobreza do país, disse: “eu vou ser presidente dos pobres”.

A visão do Presidente Lula lembra muito meu pai, sou de sua escola. De 1976 a 1987 fui empresário em Feira de Santana, Mendonça Supermercados, a empresa cresceu dando melhor condição de vida ao funcionário, clube social com quadras poliesportivas, campos de futebol, piscina, assistência médica com clínica dentro da empresa paralela à da Previdência Social. Quando o funcionário enfrentava problemas que dependiam de empréstimo fora da realidade de seu salário, era  atendido e lançado a fundo perdido.

O funcionário participava da administração e do lucro, alcançava mais de dezessete salários ao ano, melhor salário da região. Antecipávamos ao que tinha avaliação positiva, salário extra de férias e, em dezembro, décimo quarto salário. Parabéns ao Presidente João Goulart pelo décimo terceiro salário.

Pecuarista, quando faltava trabalho na área rural, inspirados em programa do governo federal, abríamos frente de trabalho na fazenda de Feira de Santana, com uma diferença, pagávamos salário integral. Hoje, na fazenda Oceania, localizada entre Ipiaú e Itagibá, temos também clube social para os trabalhadores com piscina, toboágua, três campos de futebol, sistema de parceria, metade da produção é do trabalhador.

O Presidente Lula desde o início de seu governo trabalhou em busca da independência do país, combateu a corrupção, não admitiu continuar dependendo do FMI, dívida externa e risco Brasil, equilibrou a balança de pagamento crescendo as exportações, baixou a taxa de desemprego; melhorou o salário mínimo, aprimorou programas sociais e criou muitos outros, conquistou a amizade e a confiança do mundo, ninguém vai tomar. O Brasil está com a economia forte para enfrentar a crise econômica que atinge países do primeiro mundo.

A Presidente Dilma, diz: “país rico não tem miséria, o trabalhador tem que ter sua casa própria”, retribui com firmeza as palavras do Presidente Lula fazendo um bom governo. Muitos presidentes ficaram na história, o Presidente Lula está no coração do povo, queremos a saúde do maior amigo que o trabalhador teve no Palácio do Planalto.

Admiro o Presidente Lula, a Presidente Dilma, o Governador Jaques Wagner e o nordestino, Deputado Federal Mário Negromonte, Ministro das Cidades, entusiasta dos programas do governo no Ministério.

José Mendonça – Artigo também publicado no Jornal A Tarde em 24.01.12

UM MUNDO MELHOR

Noites de 24 e 31 de dezembro de 2011 no meu sentimento desejei alegria para todas as pessoas do mundo, sinalizaria um Ano Novo bom. Os governantes não fugirem às suas responsabilidades, todos os países planejarem pensando no futuro das crianças e dos jovens, elaborando projetos para os próximos vinte anos, vendo a realidade: Desenvolvimento sem o aquecimento do planeta, sem fome, qualidade na saúde com exames preventivos através do SUS e dos planos de saúde, educação; tudo é possível barrando a corrupção. No Brasil temos um mestre, o ex-presidente Luiz Inácio Lula daSilva, sua vida é trabalhar para uma melhor condição de vida do trabalhador.

 O ex-presidente criou o Instituto Lula para promover a integração social, lembra Jesus Cristo que queria o melhor para o próximo. Importante que o Instituto cresça como foi sua vida no sindicalismo, na política e nos governos de 2003 a 2010, será bom para todos os povos do mundo. As pessoas do meu relacionamento que gostam do Presidente Fernando Henrique Cardoso debatem comigo, também o admiro.O ex-presidente Lula, mais patriota que político, deu continuidade a projetos dos governos que o antecederam, disse que Drª Dilma Rousseff faria um governo melhor, as pesquisas estão aí.

Acompanhei os governos a partir de John Kennedy, queria um mundo melhor para todos. Com o governo Juscelino Kubitschek, todos abriram caminho para um Brasil forte. O ex-presidente Lula deu lição ao mundo, não se governa sem olhar para os pobres. Importante a Organização das Nações Unidas, mas é necessário reunião com os governos de todos os países, independente de regime, cada um apresentar o que pode ser feito. Há governantes que só sabem agredir, pensar no poder e em armas nucleares. A vida humana não é para ser tirada, nem o planeta ser destruído.

A Bahia, berço do Brasil, tem o governador Jaques Wagner, companheiro de Lula há trinta anos, são parecidos. Tem também o Deputado Federal Mário Negromonte, seis mandatos contínuos, Ministro das Cidades, é admirado. Para o município de Ipiaú, destinou emendas parlamentares para obras importantes com seriedade.

Instituo Pensarfeira

A cidade princesa do sertão é conhecida no país pela história de seu povo. O Presidente Juscelino Kubitscheck esteve pessoalmente em Feira de Santana para abraçar o Sr. João Marinho Falcão, empresário da indústria, do comércio e líder político. A micareta tem sua história, se fazem presentes pessoas de todos os cantos do país. O Instituto PENSARFEIRA será um exemplo para o Brasil.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva não nasceu em Belém, mas foi Deus quem o mandou, hoje é do mundo. Tem o mesmo pensamento de Jesus Cristo, fazer o melhor para o próximo, seu governo combateu a corrupção. No encontro internacional de combate à corrupção realizado em Brasília, o presidente Lula em seu pronunciamento falou que os prefeitos deveriam abrir espaço para a comunidade participar da administração para mostrar transparência.

Minha bandeira política é o combate à corrupção. Administrei Ipiaú oito anos, coincidentemente com a participação da jovem administradora de empresas Sandra Lemos e do povo. Sandra apresentava as contas em praça pública, para que os jovens participassem colocava trio elétrico e banda na Praça do Cinquentenário, como também apresentava ao Poder Legislativo e através de emissora de rádio, colocando a documentação à disposição da comunidade.

O Jornal Feira NoiteDia e seu presidente José Carlos Pedreira (Zé Coió) têm a cara de Feira de Santana, da autodeterminação do povo feirense. Fui empresário nesse município nas décadas de 70 e 80. Sou apaixonado pela cidade, suas avenidas, seu comércio, parque industrial, campo rural, sua caatinga, seu clima e o comércio de gado que nasceu junto com Feira. Gosto quando encontro uma feirense ou um feirense em Salvador.

Nas reuniões do Instituto PENSARFEIRA vejo o jornalista Cironaldo Santos que escreve para esta edição especial do Jornal sobre o projeto, falar com alma e coração da vontade que tem de fazer hoje tudo que o Instituto PENSARFEIRA pode com a participação do povo, o empresário Edson Piaggio escolhido por unanimidade para a presidência e demais diretores estão trabalhando com determinação. PARABÉNS ANIVERSARIANTES, FEIRA DE SANTANA 178 ANOS E JORNAL FEIRA NOITEDIA 13 ANOS.

Manifesto – Família Ipiauense

Política se faz com partidos, partidos com pessoas. Escrevo  através do site, Facebook e Jornal A Tarde mostrando que Ipiaú tem um dos governos mais corruptos do Brasil, comete crimes que estão impedindo o desenvolvimento do município e o futuro das crianças e dos jovens. Todos querem educação e saúde com qualidade e mercado de trabalho.

 Há um movimento no mundo contra a corrupção e graças a Deus nosso país está dentro desse movimento, vemos a presidente Dilma acompanhando com atenção, como também o governador Jaques Wagner. Não entendo porque o ipiauense não está também dentro desse processo. Espero que o PSD que tem pessoas que pensam como eu e tem apoio do PP e do PSC, se junte à família ipiauense e organize movimento para frear a corrupção e os crimes que o prefeito está cometendo com sua desastrosa administração. Entristeço-me quando vejo Ipiaú no retrocesso, não posso ficar calado. Vou para as ruas com carro de som conversar com o povo, espero que com isso façamos um movimento contra a corrupção.

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva no início de seu governo, preocupado com a corrupção, desemprego, o país precisando de recursos para tirar cinquenta milhões de pessoas da linha de pobreza que estavam passando fome, reestruturou a CGU – Controladoria Geral da União e apoiou a Polícia Federal que em parceria com o Ministério Público trabalharam muito para dificultar o roubo do dinheiro do povo. O governo da Presidente Dilma Rousseff está dando continuidade.

 Não sou filho de Ipiaú, a oposição me trata como forasteiro, mas não cruzo os braços com a corrupção. Quando presidente da Câmara a Empresa Afinco Consultoria e Assessoria LTDA auditava as contas da prefeitura na Inspetoria Regional do Tribunal de Contas dos Municípios. Deixei a presidência em  janeiro de 2011 e contratei a mesma empresa para continuar auditando, pago com recursos próprios. As contas de 2009 foram rejeitadas, estou informado que o desperdício e a corrupção foram muito maiores em 2010 e continuam em 2011.

 O prefeito,  vendo a grandeza do projeto do Parque da Cidade, achando que José Mendonça cresceria politicamente, mandou devolver o terreno que havia sido desapropriado pelo judiciário e aprovou construção de casas. O projeto tem seis campos de futebol tamanho oficial, quatro quadras poliesportivas, concha acústica coberta para três mil pessoas, uma praça, vila olímpica, rua da música com vinte casas para bares, lanchonetes, pequenas casas de show. Deixamos dois campos construídos com arquibancadas e vestiários, um lago com duas pistas para cooper e ciclismo, investimento de um milhão e meio de reais, estão abandonados,  emenda parlamentar do Deputado Mário Negromonte.

 Sandra Lemos deixou quatro milhões de reais para fazer uma avenida que liga a BR 330 à BA 030 com pista dupla no perímetro do parque da cidade, canteiro central e passeios, também emenda do Deputado Mário Negromonte. Os recursos estão sendo manipulados, fizeram um aterro e no lugar da avenida estão fazendo uma rua estreita. Não sei como vão conseguir passar pela fiscalização da Caixa Econômica, quando eu estava no governo me impressionava como a Caixa acompanhava as obras, media a movimentação de terra. É preciso que o Ministério Público, a Polícia Federal e o Tribunal de Contas apurem para onde está indo o dinheiro.

 Permitir a construção de um posto de combustível em espaço público para atender interesses de empresários, políticos ou daqueles que estão na prefeitura, não é possível. A família ipiauense deve reagir. Os vereadores, com exceção dos três que apóiam a corrupção, denunciaram ao Ministério Público e a obra continua mesmo sem licença ambiental. Já fui três vezes ao Ministério Público em Ipiaú, mas não tive a satisfação de encontrar a Promotora Patrícia Silva Moreira, pessoa que admiro, me ajudou nos meus dois governos a implantar a moralidade administrativa. Irei pela quarta vez ao Ministério Público em Salvador.

 Quando assumi o governo o matadouro frigorífico estava sendo interditado. Graças à sensibilidade da Promotora não aconteceu. O governo do Estado, em minha gestão, disponibilizou recursos para reforma e compra de equipamentos. Semana passada visitei o matadouro com o presidente da Câmara Raimundo Menezes Moreira, verificamos que os equipamentos adquiridos estão abandonados. Pedi ao Secretário de Agricultura do Estado, Dr. Eduardo Salles, que mandasse levantar como foi aplicado o dinheiro e como se encontram os equipamentos. Interditar o matadouro representa desemprego e o consumidor pagar carne mais cara porque o gado será abatido em Jequié.

 Deixamos projeto importantíssimo para o desenvolvimento do município, uma área para nascer o distrito industrial. Foi grande minha luta e de Sandra Lemos para que a Secretaria de Indústria e Comércio do Estado fizesse o projeto para urbanização da área, está abandonado, como também o projeto do anel rodoviário, o relator, Deputado João Leão colocou no orçamento da União. Não permitimos loteamento no terreno atrás da rodoviária para construção da universidade. São onze municípios circunvizinhos, seria uma grandeza para a região. A atual administração autorizou loteamento e em metade do terreno estão construídas casas residenciais.

 O prefeito é um desumano, está apenas voltado para seus interesses pessoais. Se for feito levantamento da condição econômica do mesmo antes de assumir a prefeitura e atualmente, só a Polícia Federal poderá ver se houve enriquecimento ilícito, não é incomum prefeitos usarem pessoas e empresas como laranjas.

 Quando assumi o governo a receita do município era um milhão de reais por mês, hoje cinco milhões. Encontramos o município devendo o valor equivalente ao orçamento de dois anos, pagamos todos os débitos com exceção da previdência social, o acordo foi para vinte anos. Compramos patrulha mecânica, sete ônibus, trinta veículos. O atual prefeito sucateou a frota para beneficiar terceiros alugando veículos acima do valor real.

 Fizemos um governo sério junto com Sandra Lemos, secretariado noventa por cento mulheres. Cuidamos da saúde, educação, infra-estrutura, implantamos moralidade administrativa, valorização do dinheiro do povo, corrupção zero com transparência total. Apresentávamos as contas em praça pública e colocávamos a documentação à disposição da comunidade. A família ipiauense deve se manifestar e exigir transparência, apresentação das contas e acesso à documentação. Em municípios no sul do país, prefeitos e vereadores foram levados para a cadeia diante da manifestação do povo.

 Se não existissem o Ministério Público, a Polícia Federal e o Poder Judiciário eu cruzaria os braços, importante a manifestação popular, chama atenção. O que mais tenho vontade é que o Ministério Público e a Polícia Federal abram as contas de nosso governo e do atual para ver como administrávamos o dinheiro público e como está sendo administrando. O TCM rejeitou as contas da prefeitura de Ipiaú 2009, em primeira instância, com o pedido de reconsideração aprovou. Prefeito quando faz malandragem se especializa em defesa enganosa, se o Tribunal de Contas tivesse pessoal para fiscalizar in loco, não teria aprovado.

 A CGU sorteia 720 municípios por ano para fiscalizar in loco. Festejamos quando Ipiaú foi sorteado em 2004. O Ministro do Controle e da Transparência, Dr. Waldir Pires, mostrou nossa correspondência que dizia da nossa satisfação em receber os auditores da CGU para o Presidente da República e o mesmo disse que queria ver o laudo. Após o trabalho da CGU recebemos relatório constatando que implantamos corrupção zero. Dessa data para cá, com o exemplo que Ipiaú deu, tivemos o maior apreço do presidente Lula.

Kaike Lamoso: Ser tão…

KAIKE LAMOSO

Enquanto o mar ansiar ser tão, tanto, tonto.

Ao ponto de secar sua água e encher meus olhos.

E os meus olhos derramados molhar o chão do teu esquecimento.

 

Enquanto a minha vida almejar ser tão maior do que toda seca que há entre nós.

Ao ponto de me por todo dia a navegar e amar e a procurar no azul infinito,

Uma pouco de alma, um cisco de estrela, uma poeira de estrada.

 

Enquanto o sertão vir a ser mais que toda beleza que há entre  nós.

Ao ponto de me fazer deitar sob a aridez da calma.

E atravessar os desertos da ira e andar e buscar no meio do vazio,

Um fio de esperança, um perfume qualquer, algo além de nada.

Água.

 

Há um lamento que o vento leva nessas horas.

Há um canto de sereia na voz do mundo.

E eu me distraio.

Depois bagunço tudo.

 

É quando o homem comum se faz poeta.

Quando da planta mal nascida, da verdade mal concebida,

Lá, no obscuro universo do não acontecido,

Nasce o poema.

 

E o que és tu diante da importância do verso,

Do poder do tempo e da palavra dita?

O poema é um testamento.

É a alma de palavra escrita.

 

Eu verso porque há em mim um jogo de opostos.

Entre o meu sertão e o teu mar.

Meu amar e o teu ser.

Tão, tanto, tonto.

 

Justiça seja feita quando os Gerais abraçar o mar aberto,

E brotar o mundo em água no meio do deserto.

E o meu sertão vir a ser mais.

Vir a ser eu.

Vir a ser mar.

E eu morrer afogado em mim, em mar, sem cais.

 

 

COMBOIOS

Boiam na água, na cara do poço, meus sentimentos.

Qual tecido recortado, deitado fora por não servir à roupa.

Por não vestir ninguém.

 

Não sei mais a parte que me cabe nesse sentir tudo.

Não sei.

Deveras não sei distinguir o que há de errado comigo.

Quiçá saberei o que te aconteceu, ó mundo, vasto mundo.

Pobre de mim, que não me chamo Raimundo.

Que não sei rimar ou emprestar sentido ao que é meu.

Pobre de mim, que não sou daqui.

 

Tudo que eu quis, ou foi pouco ou sobrou.

E hoje, não há nada que eu queira mais

do que saudar o que ainda não vivi.

 

Abre a janela menina, abre a janela.

O que você vê, reflete aquilo que você é.

Abre a janela, eu imploro.

Vem te ver.

Tenho fé, menina, por isso escrevo.

Tenho a boca seca, os olhos grandes e algum vazio.

Preciso falar para não endurecer:

Não deixe pra trás, não desista.

Pegue o que é teu.

É o que vale amiga.

O resto é o que pode ter sido, que não é.

O resto é um querer descabido,

uma vontade matreira de te fazer aquém.

 

Já fomos tudo, outrora, já somos um.

Sigamos juntos, o peito aberto e o olhar noturno.

Caminhemos por mais caminhos do que nossos pés alcancem.

Sintamos o gosto da fruta e a luz da vida na semente.

Voemos alto, por fim, voemos.

Há metafísica bastante em não ter parte com tudo isso.

 

Tudo que passa.

Tudo que pára as massas.

Tudo que amassa e apodrece as maçãs.

Não é digno de amor.

Não se pode levar pra cama,

Nem dar lugar no esplendor.

 

Põe mais comida à mesa farta.

Põe mais pretensão divina nas igrejas.

Faça isso de modo que te torne grande e sublime.

Faça isso porque não há nada mais que mude ou altere:

A palavra dita, a flecha lançada e a matéria inerte.

 

Há mais revolução na mesa de um bar,

Do que em baixo dos pelos, dos peitos,

Das camisas dos jovens alheios.

Com os dedos em riste, fazendo algazarra e farra com o blá,blá,blá dos livros.

Há quem duvide e há quem faça.

O olhar é que os distingue.

 

Me dê absolvição, ó mestre, não sei o que falo.

Perdoa o cancioneiro errante, o cantador caduco, a sinfonia finda.

Perdoa o infante, estrada afora, sem saber pra onde vai ou de onde vem.

Perdoa a mim, que deixei no espelho d´água tudo aquilo que senti e não sei.

 

 

Um poema e duas mãos

A magia do olho está no jeito de olhar.
- A vista é a do mar, aqui no Rio Vermelho…
- As tardes costumam usar um traje sensível, e vem uma saudade do nada. E deixo o mar me encher, como o mar em maré…
Até a beira de uma praia qualquer, se dá gosto de olhar, dá vontade de comer.
- E essas considerações, formo e abandono, em um trago lento de fumo que ergue-se e se dispersa longe.
Essa fumaça, pra quem vê além, são nuvens esparsas onde o amor se esconde…
- é talvez, no fundo. O amor é isso: soltar-se no ar, pela escada inexistente e a capacidade de se iludir.
- e espairecer.
Pois, nesse jogo de achar, melhor mesmo é se perder.
- Desde que qualquer coisa se possa sonhar, é a fuga abstrata do tempo.
É o vento que começa a soprar. E o fim de tarde vem lento, nessa cidade rodeada de mar, o que é? O que há?
- É qualquer coisa despertando em mim, aquela sensibilidade tênue… própria de quem sabe chegar e não teme.
Eu mesma, que acabo de dizer: anseio alto pelo sol na fronte e pelo horizonte inteiro.

 

É FESTA

É festa menina, enfeita tua alma.

À noite infinita empresta poesia.

Lambuza, pinta de rosa os beiços, batom.

 

É festa menina, prepara teu corpo.

Vem macia, pele, óleo de coco.

Vem brilhar tua aura colorida.

Sai pra fora do terreiro.

 

É festa menina, espanta o gato preto.

Vem na noite, zói aceso,

Vagalumeando estrada a fora o meu desejo.

 

É festa menina, penteia os cabelos.

Faz trança e arremata o laço com fita.

Põe teu vestido, o preferido.

Foge do pai, sai correndo.

Dá um jeito.

69

Quando o gemido irrompe e arrepia

A primavera grita
Quando um sorriso, matreiro, desenha a face
Uma afronta
Defronte ao mar
Acerto o ponto
À margem
Alinho o traço
Teu corpo, de areia e sal,
 melado
Leio em braile
Quando oceano, entregue à praia,
abraço
Quando você, farol
Acendo
Na sua língua
Na ponta
Era visgo
Minha libido
Era vida
Saliva de maré cheia
Serei eu?
Tanto mar
Serei-a
Arranha céu
A unha do desejo
Na beira do Atlântico
Obsceno
Teu beijo
Beijo
E observo
O mundo a sós

Na tempestade

Sou barco

Tem outro lado?

Atravesso
Sou novo
E têm estrelas a me dizer:

-Bem- vindo a era de Câncer!

 

 

PEDRA 90

Amigo é essa coisa que a gente rega todo dia e cresce.

E no dia seguinte a gente planta novamente.
E daí cresce e multiplica.

E daí fica, encosta no peito e protege, joga pro alto e apara, não acaba.
Não dá cabo de tanto esperar pra ver de novo.
Num amanhecer lá em cima do morro, uma viola encantada toca a música dos nossos sonhos.
É essa coisa erguida em sólido alicerce, que não entorta nem cede a qualquer brisa.
E imponente nossa arquitetura se ergue.
No horizonte onde a manhã esclarece, a nossa vida prossegue plena e iluminada pela amizade deles…

INVENÇÃO

Quem inventa o amor, o faz em desvario, e por vezes sofre ao vê-lo mínimo, parco e desbotado.

Quem inventa uma felicidade, desespera-se ao vê-la falsa e sem sabor numa tarde vazia.

Quem inventa um conto, aumenta um ponto, dá nó em pingo de éter e tem o que dizer quando for avô (a).

Quem inventa a si mesmo surpreende-se ao ver-se vistoso e revigorado.

Quem inventa de ser o que não é, sorri ao não reconhecer-se no espelho, mas logo dá com a cara no chão e os burros n´agua.

Quem inventa a dor, frustra-se ao perceber que sua dor é menor que a do outro, e que as do mundo desatinam a doer sem medida.

Quem inventa o dia, um pôr-do-sol lilás, borboletas azuis num voo suave, uma orquídea no meio da mata;

Quem inventa a mata e as árvores frondosas com bichos nas galhas;

Quem inventa a paz, a liberdade, o desapego;

Quem inventa Deus e o Diabo numa terra sem sol;

Quem inventa a paixão, o contrário, a solidão;

Uma praia deserta e a gente deitado nela;

A canção, uma oitava acima de todos nós;

Quem inventa uma nova saída, um lugar para boas ideias;

Quem inventa de ser teimoso e acha o caminho das pedras;

Quem inventa de morrer e passa pro lado de lá;

Quem inventa o mundo, o absurdo de acharmos que somos únicos;

Quem inventa eu, você, outrem, outrora, a hora, agora;

Quem inventa é sábio. Tem alma de criança e espírito livre.

Porém, quem nada inventa, nada vive.

Quem nada inventa, já morreu.

Joelma pode ser qualquer um

Um drama baiano com caráter universal. Uma personagem única, mas que representa muitas outras que lutaram e ainda lutam por dignidade. Um filme com cara, cheiro e gosto de um cinema que vale a pena ver. Um cinema verdade, de pelecrua e ferida aberta.  Assim é Joelma: intenso! Um filme que te conduz a emoções extremas.Você assiste com suor nas mãos, músculos contraídos e sorriso no rosto.

A identificação com a história da personagem ocorre de forma natural e espontânea, sem exageros ou hipérboles em cena. A atuação de Fábio Vidal é magnífica, daquelas que faz você confundir ator e personagem. A qualidade das imagens, o som limpo e uma fotografia equilibrada, dá a Joelma ares de uma grande produção. É um filme chocante,contemporâneoe, principalmente, humano.

João, Leonardo, Firmino, André, Lúcio, Joel… Joelma. A saga de umas das primeiras transexuais da Bahia e do Brasil se confunde com outras tantas histórias de pessoas que vivem um conflito interno entre o sexo biológico que nasceram e o gênero ao qual sentem pertencer. Pessoas que batalham todo dia por reconhecimento, bom senso e inclusão.

Mas, mais do que um documento para a cinematografia GLBT, Joelma é um ponto final num hiato cultural que a cidade de Ipiaú vem experimentando há algum tempo. O lugar, que já foi palco de grande efervescência cultural, berço de personagens como Veras, Tito da Cruz, Fauzi Maron e Euclides Neto- só para citar alguns ícones-, há muito vem experimentando um amargo silêncio cultural, que furta da sua população a oportunidade de ter contato com manifestações artísticas locais e globais, tão importantes para a construção da identidade de um povo.

O filme do cineasta ipiauense Edson Bastos é uma semente jogada em terra fértil. É um recado claro para as autoridades e população da cidade: sim, é possível fazer cultura em Ipiaú. Sim, nossa terra é rica de personagens e cabeças pensantes. Só é preciso ter boa vontade e interesse de ambas as partes.

Palo Alto

Mais do que ouvir o astrônomo instruído como fez Whitman, é preciso entender os sinais que a vida dá, porque sim, eles existem. Não é numa manhã de terça-feira que tudo desaba. Não é numa noite em claro que tudo se desespera. Não. Coisas antecedem coisas, ondas sucedem ondas, na prática relação causa-efeito.

Sabemos o que é música porque antes nos foi permitido apreciar o silêncio. Gostamos da luz, porque antes tememos a escuridão. Uso essa comparação um tanto clichê, pois assim me faço entender de maneira mais clara e pop. Uso antagonismos porque muitas vezes questionei: por que eu? Ou, por que não eu?

Antes de desejar ter outra vida permiti-me conhecer a minha. Agora, toda vez que eu olhar o cara do paletó, no seu carrão com ar-condicionado e pensar: ali vai um cara super satisfeito com a vida dele. Ou olhar um mendigo de rua e pensar: como pode alguém escolher viver assim? Vou lembrar-me da minha vida e dizer: Ufa! Que bom que esse sou eu.

Vou lembrar que tive infância. Que fui bem criado e educado. E que não tive tudo que quis, mas sempre tive o que precisei. Saber que nisso não há nada de conformismo me faz melhor. Há sim entendimento e compreensão. Há a maturidade do arrependimento e o gozo da vitória também. Nisso, há vida em sentido puro, há alma em mutação, há, mais do que nunca, um coração em metamorfose.

Tiro as borboletas do estômago e as levo para os meus jardins. Deixo o brilho para o sol e a brisa pra uma tarde de domingo. Deixo o charme para os manequins, a maquiagem para as pin-ups e a boemia para os botequins. As coisas são o que são, e nada vai mudar isso.

Fico, e finjo que o queria mesmo era ir embora. Abro os olhos dos meus olhos e os ouvidos dos meus ouvidos, como sugere Rubem, o Alves. Tudo agora é som, e toda palavra me diz, toda vida me ensina. Acho pedras divertidas, como Caieiro e tiro as pedras do caminho, como Drummond. Acredito no latim do Carpe Diem e no amor puro de Djavan.

Olho e repouso sob a sombra de uma árvore frondosa e cheia de frutos. Seus galhos e ramificações se encontram, sua seiva alimenta e fortalece o tronco forte da amizade. Nas suas pontas, bem lá no alto, no mais perto da beleza em que posso chegar, vejo:

Cynara, seus sonhos, palavras e raios de sol. Junior, Simone e seus filhotes, são aquilo que eu quero me tornar. Eveline, a irmã de alma que Deus me deu. Gustavo, desde pequenininho, fala ai Dinho! Marcelo, Peu, Gui, Diego, Marcel. Salve o Diego daqui, o Nêgo e a nega Mariana. Salva ai Caio e Pecinho! Marcinha e seus rebentos, que família linda. Xexinha, como é bom ouvir tua voz, sentir tua força e compartilhar de tanta empolgação. Marco e as palavras sábias. Meus colegas da lida diária aqui na Formato e sua compaixão.

Vejo também aqueles para os quais eu nunca vou deixar de gritar: aí sim família! Estamos juntos. Contemplo todos que me amam e cabem nessa crônica. Todos que eu quero bem e não me abandonam. Dadai, que sorte a nossa! Tarik, sem palavras. Muito obrigado sempre.

Vejo de perto e, principalmente, os que são parte de mim. Que me fazem todo dia lembrar quem eu sou, de onde vim e pra onde eu posso sempre voltar. No verso sabiamente cantado por Mano Brown, “Família em primeiro lugar, é o que há”.

Sento e repouso após um dia longo. Eventualmente a brisa chacoalha as folhas, o sol escapa por entre os galhos e esquenta um pedacinho da minha perna esticada. De vez em quando vem um Bem-te-vi, outrora um Papa-capim que canta B.B King. Meus pés escarafuncham a terra, acordando as larvas e as essências silvestres. Lavoura Arcaica é o que me ocorre, como um lapso de vida passada.

Numa moldura solta, pela qual passam nossas histórias, vejo Anike dando-me um banho e me acalmando com panos quentes. Meu pai sentado à mesa tarda o fim do café, enquanto minha mãe canta um louvor na cozinha que reverbera pelo corredor e chega perto do céu. Minha vó Gracil, como a Úrsula de Garcia Marquez, é testemunha. Sua sofrência e o seu clamor à Santa Rita põe velas acesas.

Á minha frente um grande vale escorre por entre as pedras mais altas. O caminho é uma linha riscada em meio ao bailado do capim e da capoeira. Saco do meu alforje minha única arma, que é escudo e também espada. Que é minha bagagem, meu refúgio nas noites de chuva, a lamparina quando a lua não vem; o meu pão, meu corpo e meu vinho. O amor: essa é a minha foice de abrir caminho.

Levanto e me lembro de que um dia ter escrito algo assim: sustento-me, carrego um peso sem medida, seguindo o exemplo da Formiga. É preciso seguir, na Via crucis ou na Highway ampla e veloz. No percurso ou no contra fluxo, a Primavera já está e mais um Verão vem aí. Abriu meu sinal. A vida não espera para acontecer. Porque eu? Porque sim!

 

PRF realiza operação carnaval a partir desta sexta

A partir desta sexta-feira 17,  até a quarta de cinzas 22, a Polícia Rodoviária Federal realiza a Operação Carnaval.  Durante as fiscalizações serão observados o excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, consumo de bebidas alcoólicas, uso do cinto de segurança e equipamentos obrigatórios dos veículos. Será dada especial atenção também aos motociclistas, que, segundo estudos do Ministério da Saúde, representam ¼ das mortes em acidentes de trânsito no país.

Redação do Informe

Concurso abre 3 mil vagas para professores

Mais de três mil vagas para professor em universidades federais foram autorizadas pelo Ministério do Planejamento e as contratações previstas para os meses de março e abril, incluem a Bahia. De acordo com uma portaria publicada no último dia 3, logo em março são 85 vagas na Universidade Federal da Bahia (Ufba) e 27 vagas na Fundação Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf). Essas contratações fazem parte do Programa de Apoio e Planos de Reestruturação e Expansão das Universidades Federais (Reuni). Para o Nordeste serão 704 contratações ao todo.

No Nordeste, já existem oportunidades abertas para professores na Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB). São sete vagas, com salário que pode chegar a R$ 7.333. As inscrições estão abertas até o dia 29 deste mês, no site  da universidade: www.ufrb.edu. br/concursos. O valor da taxa é de R$ 90.

 Redação do Informe

Horário de verão termina neste dia 26

O horário de verão que começou em 16 de outubro de 2011 termina no próximo dia 26 de fevereiro. Por conta da mudança, os estados das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, além da Bahia, tiveram que adiantar em uma hora seus relógios. Segundo o governo federal, este foi o período do horário de verão mais longo desde 1985 e teve 133 dias de duração. Com os dias mais longos, o objetivo é reduzir o consumo de energia e aproveitar mais a luz do sol durante o verão. A decisão de utilizar o horário é de cada estado e, neste ano a Bahia resolveu aderir.

Redação do Informe

Menor de 15 mata irmã de 10 com chave de boca

BMF - JI

Um menor S.S.L., de 15 anos, desferiu golpes com uma chave de boca 9/16, na cabeça e nas costas de sua irmã G.S.M., de 10 anos, que veio a óbito a caminho do Hospital Álvaro Bezerra, na cidade de Maracás. O crime ocorreu após uma discussão e de acordo com informações do blog marcosfrahm, a vítima foi socorrida ainda com vida por um mecânico de apelido Zequinha, proprietário de uma oficina localizada ao lado  da casa onde ocorreu o incidente, mas G.S.M., deu entrada na unidade de saúde,  sem os sinais vitais. 

Redação do Informe

Homem é flagrado em estupro de dona de casa no entroncamento de Jaguaquara

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Marcos Alves de Oliveira, de 21 anos de idade, foi preso acusado de estuprar a dona de casa Dalgiza Jesus, de 43 anos de idade e tentar violentar uma menor de 15 no Distrito Stela Câmara Dubois – Entroncamento de Jaguaquara. Ele foi preso pelo agente civil Dilton Carlos, na manhã desta terça-feira (14), e apresentado em seguida na Delegacia da Polícia Civil de Jaguaquara, informa marcosfrahm.  Segundo o blog, a vítima contou que ao passar por uma via pública do Entroncamento, foi agarrada pelo indivíduo, que a deixou sem roupas e lhe obrigou a fazer sexo oral nele. ” Ele se aproximou de mim e disse que iria me matar se eu gritasse. Eu tive que tirar a roupa, eu chorei muito e pedir pelo amor de Deus que não fizesse aquilo comigo e ele não teve dó”, afirma. O acusado foi flagranteado pela Delegada Maria do Socorro e está custodiado na carceragem da unidade prisional, a disposição da Justiça.

Redação do Informe

Presidente da associação das mulheres de Ipiaú desabafa na Caravana da Cidadania

Em sua intervenção na Caravana da Cidadania, Roseni, presidente da Associação das Mulheres de Ipiaú criticou a postura de muitos políticos que em época de eleição aparecem para buscar votos e uma vez eleitos, esquecem completamente do seu papel como governante. “Na política eles aparecem e prometem mundos e fundos.Quando são eleitos não fazem nada. Olha a situação de Ipiaú e deste bairro. As pessoas estão morando de aluguel sem ter condições na espera da conclusão das casas do programa minha casa minha vida e até agora nada foi feito. Temos que nos unir para ganhar força e acabar com essas injustiças”, afirma Roseni.

Redação do Informe

“Eu fui um trabalhador rural e hoje estou aqui porque acreditei”

Presença garantida na Caravana da Cidadania, Orlando Santos, presidente do Partido dos Trabalhadores de Ipiaú, PT,  citou a sua vida como exemplo para os moradores da Vila Esperança em Ipiaú. “Eu fui um trabalhador rural, hoje estou aqui por que acreditei que poderia crescer. Fico muito satisfeito de ver vocês acreditarem nos seus sonhos e espero que a gente possa caminhar juntos para um futuro melhor”, diz Orlando.

Redação do Informe

Veículo bate de cheio no poste

Um veículo Ágile, dirigido pela condutora identificada apenas como Elza, bateu de raspão em um veículo que vinha no sentido contrário, perdeu o controle e bateu em um poste de energia elétrica. O acidente aconteceu em frente a sede da AMURC (Associação dos Municípios do Sul, Extremo Sul e Sudoeste Baiano). na noite deste domingo (12) e deixou sem energia parte da Rua Almirante Tamandaré, no centro de Itabuna, informa o radarnoticias. Segundo o site, Elza que sofreu uma fratura exposta no pé e  Alex que também estava no veículo, sofreu uma pancada no peito. As vítimas foram atendidas pelo SAMU e encaminhadas ao Hospital de Base. Uma equipe da Coelba esteve no local para evitar danos na rede elétrica.

Redação do Informe

“Quando uma coisa não vai bem precisamos de uma única atitude: mudar” explica Pedro Bonfim na Caravana

Pedro Bonfim , coordenador da 2ªRetran de Ipiaú, marcou presença na Caravana da Cidadania e relatou que “quando uma coisa não está boa, precisamos de uma única coisa: Mudar”, afirma.
De acordo com Pedro “a prefeitura de Ipiaú arrecada 5 milhões  não vemos nada nos bairros carente”, conclui.

Redação do Informe

Inscrições para concurso do BB vão até esta terça 14

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Concurso destina vaga no Banco do Brasil, como servidor público e nas inscrições são até as 23h59 desta terça-feira 14.
Que estiver interesse para tentar uma vaga na carreira de escriturário, o salário inicial é de R$ 1.408, mais gratificação semestral de 25%, paga mensalmente. De acordo com o edital, as provas objetivas serão realizadas no dia 25 de março. Já o resultado está previsto para ser divulgado dia 7 de maio. As inscrições devem ser realizadas no sitewww.cesgranrio.org.br. A taxa de participação é de R$ 42.

Redação do Informe

“Meu pai deu uma vida por Ipiaú por isso estou aqui”, diz Simone Coutinho

Simone Coutinho, filha do ex-prefeito de Ipiaú, Miguel Coutinho, declarou na Caravana da Cidadania ocorrida no bairro Vila Esperança, diversas obras feitas pelo seu pai destacando a capacidade dele, em trabalhar para os mais necessitados. Simone disse que o exemplo de seu pai deve ficar para os ipiauenses e particularmente para ela, que pretende seguir os mesmos passos do exemplo paterno que teve. “Meu pai deu uma vida por Ipiaú. Saiu da prefeitura como entrou. É por isso que estou aqui por vocês, junto com Cezário Costa que tem os mesmos princípios qu o meu pai tinha”, declara Simone.

Redação do Informe

PRF divulga prisão de 36 pessoas nas rodovias da Bahia neste fim de semana

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A Polícia Rodoviária Federal (PRF) divulgou no twitter oficial, na tarde desta segunda-feira (13), que de sexta a domingo (10 a 12) foram fiscalizados na Bahia 2709 veículos e 1129 pessoas. Destas,um número equivalente a 26 indivíduos foram presos por crimes diversos. Além disso, também no mesmo período, 147 testes do Etilômetro foram realizados, flagrando 16 condutores alcoolizados. Destes, 10 estão presos. A PRF ainda informou que quatro menores foram apreendidos, sendo dois em situação de risco e dois infratores, divulga o bahianoticias.

Redação do Informe

Sequestradores de funcionário de supermercado pedem 50 mil, mas decidem libertar vítima

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Jair Pereira Araújo, funcionário do DI Tarso Supermercado, foi seqüestrado em frente ao local de trabalho no entroncamento de Jaguaquara, por volta das 21h de sábado, informa Marcos Frahn. Segundo o blog, ele teria sido interceptado por quatro homens, que estavam a bordo de um veículo Corsa Sedan, de cor prata, placa COI – 6332 com licença de São Paulo.]

Segundo informações policiais, os elementos chegaram a pedir 50 mil pelo resgate, mas os mesmos resolveram libertar Jair no povoado denominado Terra Braz ”, na margem da Rodovia Santos Dumont BR-116. A Polícia ainda não tem pista dos autores.

Redação do Informe

Baleada no caso Eloá depõe em júri de Lindemberg

Nayara Rodrigues, amiga de Eloá que foi baleada durante o sequestro ocorrido em Santo André, no ABC, em 2008, começou a depor por volta das 15h desta segunda-feira (13). Ela disse que tinha “boa relação” com o acusado de matar a garota, Lindemberg Alves Fernandes, que é julgado no fórum da cidade, informa o g1.  Ela é a primeira testemunha de acusação a ser ouvida. Lindemberg foi retirado da sala a pedido da jovem.

Segundo o site, Nayara disse que o namoro de Lindemberg e Eloá tinha “idas e vindas”.”Uma vez ela não quis voltar e aí ficou tudo conturbado. Lindemberg começou a persegui-la e a agrediu em um ponto de ônibus.” ”No dia do crime, ele ficou surpreso de ter mais gente no apartamento. Ele entrou já de arma em punho.”
Ainda de acordo com o g1. durante o depoimento, Nayara começou a chorar. “Ele batia nela o tempo todo dentro da casa, não largava a arma”, disse, emocionada.

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“As associações são a força do povo”, diz ipiauense na Caravana da Cidadania

“As associações são a força do povo”. Assim, Lucivaldo Ferreira dos Santos, ipiauense atuante, iniciou a sua intervenção na Caravana da Cidadania ocorrida nesta sexta-feira 10 no bairro Vila Esperança em Ipiaú. Para Lucivaldo, a formação de conselhos de bairro e associações podem ser a saída para muitos problemas. “A gente não pode deixar as prefeitura tomar conta das instituições da cidade. Temos que fazer a nossa associação, orgãos do povo que vai dar direito de voz a uma determinada comunidade. Só assim nossas reivindicações podem ser atendidas”, disse Lucivaldo.

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Motorista perde controle e picape capota

Jorge de Oliveira conduzia uma picape Hilux, placa KZI 2157, quando perdeu o controle e capotou. No veículo, estava seu filho de apenas nove anos e sua esposa, Jackeline de Aguiar Pinheiro. De acordo com testemunhas, chovia muito na hora do acidente ocorrido na tarde deste domingo (12), no KM 494 da BR-101, por volta das 15h, informa o radarnoticias  Jorge e seu filho tiveram escoriações leves e foram atendidos pelo SAMU. Já sua esposa, Jackeline, ficou presa nas ferragens. Além do SAMU, equipes da Polícia Rodoviária Federal e Corpo de Bombeiros estavam no local. Para retirar a vítima do carro, eles utilizaram um macaco hidráulico e um guincho para içar o carro, acrescenta o site. Os Bombeiros tiveram muita dificuldade, mas  Jackeline foi resgatada. As vítimas foram encaminhados para o Hospital de Base em Itabuna.

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